Carregosa

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 Portugal Carregosa  
—  Freguesia  —
Bandeira de Carregosa
Bandeira
Brasão de armas de Carregosa
Brasão de armas
Carregosa está localizado em: Portugal Continental
Carregosa
Localização de Carregosa em Portugal
40° 53' N 8° 25' O
País  Portugal
Concelho OAZ.png Oliveira de Azeméis
Fundação 922 d.C.
 - Tipo Junta de freguesia
Área
 - Total 11,82 km²
População (2011)
 - Total 3 419
    • Densidade 289,3/km2 
Gentílico: Carregosense
Código postal 3720

3720-017 Carregosa - Oliveira de Azeméis

Correio electrónico geral@jf-carregosa.pt
Sítio www.jf-carregosa.pt

Carregosa é uma freguesia urbana portuguesa do concelho de Oliveira de Azeméis, com 11,82 km² de área e 3 419 habitantes (2011). Densidade: 289,3 hab/km².

Carregosa é uma das 12 freguesias do concelho de Oliveira de Azeméis. Fica na zona nordeste do concelho e faz fronteira com concelhos vizinhos de Vale de Cambra (a este) e de Arouca (a norte). Faz ainda fronteira com as localidades de Pindelo, Nogueira do Cravo e Fajões. Desta freguesia encontram-se referências desde o século X.

Lugares da Freguesia[editar | editar código-fonte]

  • Arrifaninha
  • Azagães
  • Barreiro
  • Borralhais
  • Calvário
  • Cardeal
  • Carregosa de Baixo
  • Carregosa de Cima
  • Cavadinha
  • Chão da Silva
  • Costeira
  • Currais
  • Fontanheira
  • Insua
  • Perrinho
  • Póvoa
  • Presigo
  • Seada
  • Serrado
  • Silvares
  • Teamonde
  • Vacaria


História[editar | editar código-fonte]

O povoamento de Carregosa remonta aos tempos pré-históricos. A existência de uma mamoa referida nas Inquirições de D. Afonso III, prova o povoamento desta terra pelos Celtas. Por aqui terão passado também os romanos, como testemunham os topónimos “villa de Zagães” e vários “casalia” que aquelas Inquisições também documentam.

O topónimo Teamonde, que o alemão Joseph Piel inclui nos nomes germanos da toponímia portuguesa, vem comprovar a fixação nesta região dos povos bárbaros que invadiram a Península Ibérica, após a queda do Império Romano do Ocidente, em 476.

O documento escrito mais antigo sobre Carregosa é anterior à fundação da Nacionalidade portuguesa e trata-se de uma escritura de doação referida ao livro Preto da Sé de Coimbra e transladada por Alexandre Herculano no Portugaliae Monumenta Histórica. Nesse documento, datado de 922, o rei Ordonho doa ao Bispo Gonçalo e ao Mosteiro de Crestuma bens no lugar de Teamonde.

Administrativamente, Carregosa foi do termo da Feira, comarca de Esgueira e depois comarca da Feira. Actualmente, pertence ao Município e comarca de Oliveira de Azeméis, tendo sido elevada a vila em 13 de Julho de 1990.

Esta vila, plantada num ameno e fértil vale regado pelo rio Antuã, mantém ainda um vasto património edificado e cultural. Aqui abundam as capelas, os cruzeiros e as quintas. As Capelas de Nossa Senhora da Ribeira, de Nossa Senhora da Guia, de Azagães e de Santo António; as Quintas de Santo António, do Padre Aguiar, da Costeira e da Póvoa e a Casa de Ínsua; os Cruzeiros de Teamonde, de Azagães e da Igreja.

Mas o que distingue e credencia esta freguesia é, sem dúvida, o seu original Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, situado no Parque da Quinta da Costeira, o primeiro consagrado a Nossa Senhora de Lourdes, em Portugal.

Obra da autoria do Bispo-Conde de Coimbra, D. Manuel Correia de Bastos Pina e de seu irmão, o conselheiro António Maria Correia Bastos Pina, foi inaugurado em Agosto de 1902, tendo os trabalhos de construção sido iniciados em Março de 1898. Com a preocupação de sugestionar longinquamente o santuário pirenaico, esta é uma obra imaginosa e agradável, bem enquadrada no seu meio.

A Casa de Ínsua, actualmente casa de campo, merece uma especial referência, dado que é a única unidade de Turismo no Espaço Rural do Município de Oliveira de Azeméis. Esta casa, construída nos princípios do século XVIII teve ampliações posteriores.

A Quinta da Póvoa, outra referência histórica e patrimonial desta freguesia, conserva ainda o antigo carácter do portão da Quinta, de meados do século XVIII, sendo este uma obra rara na zona.

A. Costa, no seu Dicionário Corográfico, refere, de facto, que aqui existiu "uma excelente fábrica de papel, com motor hidráulico, no lugar da Póvoa". E esclarece que esta fábrica, fundada em 1858, pertencia ao Morgado da Póvoa, produzia anualmente "3 contos de réis de papel", e que obtivera uma menção honrosa na Exposição Industrial Portuense de 1861.

A indústria da região baseia-se na metalurgia e é de salientar que nesta terra nasceu a arte de latoaria, que veio mais tarde a expandir-se para Vale de Cambra, Município limítrofe, e Cesar, freguesia vizinha.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Notáveis Carregosenses[editar | editar código-fonte]

Fernando Pinho Teixeira - empresário de renome nacional, Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ferpinta

D. Manuel Correia de Bastos Pina - Foi Bispo de Coimbra e conde de Arganil. Foi padrinho de nascimento do Rei D. Manuel II, último rei de Portugal.

D. Eduarda Vasques

Eng. Vicente Sousa Brandão

Padre Allyrio de Mello

Abel Pera, nascido em Carregosa a 16 de novembro de 1891, faleceu com 84 anos na cidade do Rio de Janeiro, Brasil, em 1975. Foi carpinteiro e depois ator. Participou em vários filmes, desde 1914 até 1975, ano da sua morte. Era irmão de Manuel Pera e tio e padrinho da atriz brasileira Marília Pera. Filmes nos quais actuou: Com as Calças na Mão (1975),Toda Nudez Será Castigada (1973),O Descarte (1973),A Filha De Madame Bettina (1973),Eu Transo, Ela Transa (1972),Revólveres Não Cospem Flores (1972),As Quatro Chaves Mágicas (1971),O Enterro da Cafetina (1970),Vida e Glória de um Canalha (1970),A Penúltima Donzela (1969),O Bravo Guerreiro (1969),As Duas Faces da Moeda (1969),Enfim Sós...Com o Outro (1968),O Homem que Comprou o Mundo (1968),Pintando o Sete (1960),O Homem do Sputnik (1959),De Vento em Popa (1957),Maior Que o Ódio (1951),O Falso Detetive (1951),O Cortiço (1945),Romance de um Mordedor (1944),Samba em Berlim (1943),A Sedução do Garimpo (1941),Entra na Farra (1941),Cisne Branco (1940),E o Circo Chegou (1940),Onde Estás Felicidade? (1939),Está Tudo Aí (1939),Maridinho de Luxo (1938),João Ninguém (1936),O Crime dos Banhados (1914).

Património[editar | editar código-fonte]

Associações Culturais e Desportivas[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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