Cartão SIM

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Um cartão SIM do tipo R-UIM
Um telefone celular GSM moderno com cartão SIM

O cartão SIM — ou SIM Card ou ainda GSM-SIM card, em inglês — é um circuito impresso do tipo smart card utilizado para identificar, controlar e armazenar dados de telefones celulares de tecnologia GSM (Global System for Mobile Communications) sendo obrigatório neste, usando R-UIM (Removable User Identificable Module), mas pouco comum em outras tecnologias de celular. Ele costuma armazenar dados como informações do assinante, agenda, preferências (configurações), serviços contratados, SMS e outras informações.

A denominação SIM é uma sigla inglesa para Subscriber Identity Module ("módulo de identificação do assinante"). Fisicamente, o cartão SIM é feito de plástico, onde o smart card é impresso junto com o número ID, que é como um chassi de carro ou um DNA. Este número é chamado de ICCID (International Circuit Card ID), e é único no mundo todo. Originalmente, os cartões SIM tinham dimensões de 85 x 54 mm. Com a tecnologia smart card e a redução de tamanho dos aparelhos, hoje ele está em 25 x 15 mm.

História[editar | editar código-fonte]

SIM Card da operadora Idea

O primeiro cartão SIM foi criado em 1985 na Alemanha, e consistia de um pequeno cartão magnético. Tinha a vantagem de ter o número de telefone nele e não no aparelho, mas a tecnologia não vingou.

Somente com a criação da rede GSM em 1992, e com a criação do smart card nesta mesma época, que o cartão SIM pôde tornar-se mais eficiente, menor e mais barato.

Hardware[editar | editar código-fonte]

O cartão SIM consiste em um microcontrolador, pois possui memórias RAM, ROM e EEPROM, além de UCP e ULA, Timer, Segurança e portas E/S.

Tipos de cartão SIM[editar | editar código-fonte]

Os contatos são os mesmos, apenas diferem em tamanho.

Os cartões SIM são divididos em versões, ligadas às fases da tecnologia GSM e à sua capacidade (em kilobytes (KB). Existem cartões SIM de diversos tamanhos, com o máximo de 256 KiB, mas o mais popular (atualmente) é o cartão SIM de 128 KiB.

  • Versão 1.0:
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A memória do cartão SIM é do tipo EEPROM e é nela que ficam armazenados não só o número de telefone e o ID, mas todas as configurações e dados das funcionalidades extras que serão descritas mais a frente.

Os cartões SIM são feitos através de máscaras sobre algum sistema operacional ou sob o Java Virtual Machine (chamado de SIM Card Java) com Micro-Browsers desenvolvidos para navegação na internet e execução de aplicativos feito para plataforma móvel.

Estrutura lógica da memória do cartão SIM[editar | editar código-fonte]

A memória EEPROM é utilizada pelo telefone com a seguinte estrutura.

  • A configuração básica do SIM Card ocupa aproximadamente 8 Kbytes de memória EEPROM e compreende:
  • Cabeçalho não–GSM ocupando aproximadamente 3000 bytes
  • Master File ocupando aproximadamente 300 bytes:
  • PINs,PUKs, Kis, ADM keys, Tin, Layout, etc
  • Diretório GSM ocupando aproximadamente 750,0 bytes:
  • LP, IMSI, Key Kc & n, PLMN sel, HPLMN, ACM max, SST, ACM, GID 1 & 2, PUCT, CBMI, SPN, BCCH, ACC, FPLMN, LOCI, AD, Phase
  • Diretório Telecom ocupando aproximadamente 6600 bytes:
  • ADNs, FDNs, SMS, CCP, MSISDN, SMPS, SMSS, LND, Ext 1, Ext 2, Ext 3
  • OTA Data Fields ocupando aproximadamente 1600 bytes:
  • SIM type, DL-Key, DL-Text, Seq-No, Orig. Address

Demais espaços de memória são destinados às aplicações de valor adicionado.

Função Básica[editar | editar código-fonte]

A função básica de um cartão SIM é a "Autenticação do cliente".

Quando o telefone celular é ligado, o aparelho procura a rede GSM que está registrada no cartão SIM, quando a rede é encontrada, o sistema procura e define a localização do cliente automaticamente. Como o número de telefone do celular mais o número do cartão SIM que é único no mundo estão armazenado no cartão SIM, a identificação e o login do mesmo é feito através do chip e não do aparelho, como acontece em outras tecnologias (CDMA por exemplo).

Autenticação[editar | editar código-fonte]

A autenticação é feita através de uma senha de 4 dígitos que o cliente recebe da operadora GSM, chamada de (PIN Personal Identification Number). Dependendo da operadora, do país e da configuração de seu cartão SIM, se ao digitar esta senha de forma errada por n vezes, o cartão SIM é bloqueado, e só pode ser desbloqueado usando outra senha de 8 dígitos também fornecida pela operadora, chamada de PUK (PIN Unblocking Key). Caso esta senha também seja digitada errada por n vezes, o cartão SIM é bloqueado.

A operadora também fornece um PIN 2 e um PUK 2 com o cartão SIM, ambos com a função de modificar ou desbloquear os códigos PIN e PUK principais e efetuar funções específicas definidas pela operadora móvel, como por exemplo configurar o SIM Card para efetuar ligações somente para os números pré-definidos pelo usuário.

Atualmente as operadoras estão desabilitando o uso do PIN ao ligar o aparelho, mas esta função pode ser reabilitada pelo usuário.

Outras funcionalidades[editar | editar código-fonte]

A tecnologia GSM foi, ao longo do tempo, sendo aprimorada e o cartão SIM também ganhou um incremento de funcionalidades além das básicas. Abaixo estão as funcionalidades extras do cartão SIM.

SIM Tool Kit (STK)[editar | editar código-fonte]

O SIM Tool Kit (STK) é um conjunto de aprimoramentos da tecnologia GSM que possibilita a funções complementares do cartão SIM.

Consiste em comandos padronizado por regras internacionais, que permite as operadoras desenvolverem e programarem em seus "SIM cards" diversos tipo de serviços como informações de tráfego, previsão do tempo, entretenimento (cinema, teatro, etc), reservas de vôos, entre muitos outros.

As próprias operadoras definem quais serviços adicionais cobrados são inclusos e que podem ser ativados no cartão SIM. Geralmente esses serviços, podem ser acessados através de um novo menu que a operadora cria no menu principal do aparelho.

Over the Air (OTA)[editar | editar código-fonte]

Assim como o STK, o Over the Air (OTA) consiste em uma técnica empregada nas versões mais recentes da GSM, e permite, remotamente através da rede GSM, alterar ou atualizar os dados do cartão SIM sem haver a necessidade de contato ou alteração física no mesma.

Esta técnica permitiu os serviços de SMS e download de aplicações da internet no celular.

Para ter o OTA, o cartão SIM deve ter sido projetado e compatível com está tecnologia, como o aparelho e a rede GSM também compatíveis. Ao contrário do STK, o aparelho e a rede devem ter as bibliotecas OTA, que são soluções proprietárias, ou seja, existem diversas bibliotecas OTA de padrões diferentes.

Funcionalidades OTA mais comuns[editar | editar código-fonte]

A maioria das redes GSM usam o OTA, e apesar de elas serem feitas e baseadas em bibliotecas OTA de cada operadora, o serviços mais comuns são:

  • agenda telefônica armazenada no cartão SIM;
  • SMS (Short Message Service) entre pessoas;
  • serviços de informação como por exemplo, saldo de conta pré-paga;
  • chat;
  • download de tons para o aparelho;
  • barrar e transferir ligações, bem como deixar a chamada em espera;
  • acesso a dados através de WAP (Wireless Application Protocol);
  • envio e recebimento de e-mail;
  • entre outras.

Funcionalidades OTA específicas ou avançadas[editar | editar código-fonte]

São funcionalidades mais avançadas que podem ou não, estar disponíveis no cartão SIM, se o mesmo for compatível.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]