Cordisburgo

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Município de Cordisburgo foi for
Bandeira desconhecida
Brasão de Cordisburgo foi for
Bandeira desconhecida Brasão
Hino
Fundação 19 de dezembro de 1938
Gentílico cordisburguense
Prefeito(a) José Maurício Gomes
(20052008)
Localização
Localização de Cordisburgo foi for
Localização de Cordisburgo foi for em Minas Gerais
Cordisburgo está localizado em: Brasil
Localização de Cordisburgo foi for no Brasil
19° 07' 30" S 44° 19' 15" O19° 07' 30" S 44° 19' 15" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte IBGE/2008 [1]
Microrregião Sete Lagoas IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Curvelo, Paraopeba, Araçaí, Jequitibá, Santana de Pirapama
Distância até a capital 115 km
Características geográficas
Área 823,215 km² [2]
População 8 667 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 10,53 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,733 médio PNUD/2000 [4]
PIB R$ 63 193,404 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 6 733,45 IBGE/2008[5]

Cordisburgo é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2008 era de 9.385 habitantes. É a terra natal do escritor João Guimarães Rosa

Índice

[editar] História

Em meados de 1883, o padre João de Santo Antônio chegou na região conhecida como "Sesmaria Empoeiras" (algumas fontes citam o nome "Arraial do Saco dos Cochos") e, por se tratar de um lugar com paisagens exuberantes e clima agradável, o padre logo a denominou de "Vista Alegre", decidindo, assim, se estabelecer no local.

Para fundar o povoado, necessitava obter a posse de uma área que se encontrava em litígio. Para tanto, contou com a influência de Dona Policena Mascarenhas, uma senhora de posses, que, vendo a Sesmaria Empoeiras ir à praça pública, mandou seu filho Bernardo Mascarenhas arrematá-la em nome do “Irmão João”, cedendo 40 alqueires como patrimônio da igreja. A sesmaria pertencia à região do extinto Vínculo da Jaguara.

É certo que, nessa região, o padre João deu início à fundação do povoado de Vista Alegre, em 21 de agosto de 1883, edificando a capela ao patriarca São José. O levantamento dos esteios se deu em 14 de fevereiro de 1884, tendo sido concluída a capela em 23 de junho de 1884.

Em 14 de setembro do mesmo ano, a imagem do patriarca São José foi conduzida do Taboleiro Grande (hoje Paraopeba) para a capela pelo padre Pedro Corrêa Ferreira Rabelo e moradores dos arredores. Na mesma época, o padre João mandou vir da França uma imagem do Coração de Jesus. Quando chegou, uma procissão foi buscá-la em Gongo-Sôco e assim nasceu a ideia de construir-se um templo para acolhê-la. Portanto, em 8 de março de 1886, foi levantada a primeira linha do templo no Arraial de Vista Alegre, que começava a ser povoado, em torno da igreja, em terrenos que o padre distribuía gratuitamente para que as pessoas construíssem suas casas.

A igreja foi construída com a ajuda de donativos e foi concluída no dia 20 de maio de 1894. Nesse dia, houve uma bênção na igreja e o padre João trouxe em procissão a imagem do padroeiro que tinha vindo de Paris e aguardava, na Capelinha de São José, a construção de seu templo.

Em 9 de junho de 1890, um decreto do então governador de Minas, João Pinheiro da Silva, elevou o povoado de Coração de Jesus da Vista Alegre a distrito de Cordisburgo da Vista Alegre, município de Sete Lagoas. O padre João registrou o nome Cordisburgo em homenagem ao Sagrado Coração de Jesus, pois a etimologia vem do hibridismo cordis, do latim, que significa "coração"; e burgo, do alemão, que significa "vila" ou "cidade".

O distrito foi incorporado ao município de Paraopeba, em 30 de agosto de 1911, sendo emancipado em 17 de dezembro de 1938, compreendendo os distritos sede Lagoa (Lagoa Bonita) e Traíras (Santana de Pirapama). Nessa época, já se chamava apenas Cordisburgo e, em 1948, perdeu o distrito de Santana de Pirapama e ficou subordinado à Comarca de Sete Lagoas.

Anos mais tarde, o padre doou o que tinha à Matriz do Sagrado Coração de Jesus e, em 18 de outubro de 1895, à diocese de Diamantina uma área de 40 alqueires de terra, que compreendia Cordisburgo e seus arredores. Depois voltou à Macaúbas, onde faleceu em 15 de setembro de 1913. Devido à precária condição física, a matriz foi demolida, sendo finalizada sua reconstrução em 24 de junho de 1960.

[editar] Localização

O município de Cordisburgo está localizado na região centro-norte do Estado, distante, aproximadamente 121 km de Belo Horizonte por via rodoviária. Seu acesso principal a partir de BH, situa-se na BR-040, sentido Brasília, sendo 93 km até Pousada Maquiné, entrando à direita na Rodovia MG–231 e mais 22 km até a cidade de Cordisburgo.

A partir de Curvelo são 44 km, sendo 6 km de estrada pavimentada e 38 km de estrada não pavimentada pela MG-754 até Cordisburgo.

Faz limites com Paraopeba, Araçaí, Santana de Pirapama e Curvelo.

[editar] A população

Embora conste que a população de Cordisburgo seja de 9 445 pelo IBGE em 2009, em uma pesquisa encomendada por um site da internet consta que a população de Cordisburgo, mais sua população rural é de 12.889 habitantes,(02/08/2010), pois a cidade cresceu e obteve maior número de nascimentos (84 só em 2009) e imigração (27) do que o de emigração (5) e de mortes (42).


[editar] Pontos turísticos

[editar] Gruta de Maquiné

A Gruta de Maquiné foi descoberta em 1825 pelo fazendeiro Joaquim Maria Maquiné, na época proprietário das terras. O berço da paleontologia brasileira foi explorada cientificamente pelo sábio naturalista dinamarquês Dr. Peter Wilhelm Lund em 1834, que em seguida, mostrou ao mundo as belezas naturais de raro primor. A gruta possui 7 salões explorados, totalizando 650 metros lineares e desnível de apenas 18 metros. O preparo de iluminação e passarelas possibilitam aos visitantes vislumbrarem, com segurança, as maravilhas de Maquiné, onde todo o percurso é acompanhado por um guia local. Maquiné acha-se voltada para o norte e apresenta a forma de um arco abatido com largura de 60 pés e uma altura de 26 pés. A direção principal da caverna é de norte para sul, tendo em sua maior extensão de 1440 pés. É essencialmente horizontal, não subindo coisa alguma e descendo apenas um pouco para terminar-se numa fenda vertical que parece fechar-se pela parte superior. Forma uma galeria contínua com uma largura média de 30 a 40 pés e uma altura de 50 a 60 pés. O elemento principal de sua formação é o carbonato de cálcio, ajudando também outros minerais como: a sílica, gesso, quartzo e o ferro. Suas galerias e salões, verdadeiras estranhezas arquitetônicas são resultado do trabalho formidável da água em persistência de milênios. Dr. Lund permaneceu dentro da caverna quase dois anos fazendo seus estudos sobre a paleontologia brasileira e descobriu restos humanos e de animais em petrificação do Quaternário. Entre outros, foram achados esqueletos de aves fossilizadas com a extraordinária curvatura de até três metros.

[editar] Casa de Guimarães Rosa

A casa onde nasceu o famoso escritor foi reformada e transformada em museu em 1974, após passar por vários proprietários. Os visitantes são recebidos por jovens carentes que contam histórias sobre o escritor e declamam trechos de suas obras. A loja mantida pelo pai de Guimarães Rosa e que funcionou até 1923 ressurgiu no mesmo cômodo; agora vende lembranças da cidade, e livros de Guimarães Rosa.

A casa está localizada em uma esquina, em frente a linha férrea que corta a cidade.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
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