Crudivorismo

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O crudivorismo (ou alimentação viva) é uma doutrina alimentar em que os alimentos consumidos são de origem agrícola e crus. Não alterando sua forma natural, defendendo a política nutricional de que cozer e/ou fritar devastaria a total capacidade nutritiva do alimento. Não inclui nenhum produto de origem animal.

Nesta doutrina, nada pode ser preparado cozido ao fogo ou desidratado, pelo fato de causar perda de nutrientes. São ingeridos necessariamente alimentos em sua forma natural, crus.

A alimentação crudívora, também chamada de "alimentação viva" ou "cozinha viva", é uma forma de alimentação baseada em alimentos crus, frutas frescas, vegetais, sementes, grãos germinados ou brotos como o trigo, arroz, cevada, centeio, aveia, lentilha, grão de bico, ervilha, alfafa e algas.

Crudívoros também costumam comer pequenas quantidades de sal em alimentos fermentados ou sais de melhor qualidade, além de óleos prensados a frio como o azeite de oliva. Diferentemente dos frugívoros, que comem apenas frutas e folhas e não utilizam condimentos.

O maior estudioso da "cozinha viva" da atualidade é o médico ex-cirurgião Dr. Alberto Peribanez Gonzalez, autor do livro científico "Lugar de Médico É Na Cozinha", onde expõe um longo e vasto estudo das reações do corpo humano aos alimentos. O doutor, com doutorado alemão, possui uma granja no Rio Grande do Sul onde recebe e acolhe pessoas interessadas em aprender sobre o assunto em contato com a natureza e os alimentos propriamene ditos.

Teoria[editar | editar código-fonte]

Visão Científica: Os alimentos crus são ricos em enzimas. As enzimas são os incansáveis trabalhadores que levam os nutrientes às nossas células. Podemos dizer que a alimentação crua é uma alimentação enzimática. Segundo a teoria crudívora, ao cozermos os alimentos (a partir de +- 40°C), destruiríamos as enzimas. Se comermos alimentos crus, evitaríamos a destruição das enzimas que a comida contém, facilitando assim a digestão e evitando gastar as nossas próprias reservas.

Segundo o Dr. Edward Howell (um dos principais e o primeiro pesquisador das enzimas), a falta de enzimas na comida cozida é ainda uma das maiores razões do envelhecimento e morte precoce[1] . É ainda a causa subjacente da maior parte das doenças[2] .

Se o nosso corpo está ocupado com a digestão de alimentos cozidos e a produção de enzimas para a saliva, suco gástrico, suco pancreático e sucos intestinais, então terá de diminuir a produção de enzimas para outros propósitos. Quando isto acontece, então como poderia o corpo produzir enzimas para o trabalho do cérebro, coração, rins, músculos e os outros órgãos e tecidos?

Esta falta de enzimas ocorreria na maioria da população mundial dos países civilizados que se alimenta de comida cozida[carece de fontes?]. Inclusive os animais domésticos alimentados cada vez mais de forma artificial e com alimentos cozidos sofreriam das mesmas doenças que nos atacam[carece de fontes?].

Visão Religiosa / Espiritual: Várias religiões e povos da antiguidade se utilizaram da alimentação majoritariamente ou estritamente crua. Essênios, alguns grupos da reigão da India, tibetanos, indígenas sul-americanos e Rastafaris são alguns exemplos. É atribuída a esta dieta uma "leveza" maior do organismo e uma capacidade de autocura acelerada. Muitos praticantes da alimentação viva fazem lavagens intestinais e jejuns, como parte de uma desintoxicação acelerada em relação ao que foi consumido durante uma vida atual. A alimentação e condições sanitárias das grandes cidades não se parecem em nada com a vida que os antigos humanos tiveram mais próximos da natureza.

Críticas[editar | editar código-fonte]

De acordo com o nutrólogo Eric Slywitch da SVB (Sociedade Vegetariana Brasileira), manter a dieta crua a longo prazo pode causar deficiência de vitamina B12, presente apenas em alimentos de origem animal. Além do mais, não existe nenhuma comprovação de que as enzimas dos alimentos ajudem na digestão. "Também não há uma alteração significativa na quantidade de fibras nem de vitaminas". O cozimento só reduz vitaminas solúveis em água, especialmente a C e a B9. [3]

Riscos de outras alimentações para a saúde[editar | editar código-fonte]

  • Intoxicação: Carne, peixe e frango podem ser contaminados por vírus, fungos ou bactérias se não forem refrigerados na temperatura correta. A contaminação pode resultar em uma intoxicação alimentar, gastroenterite ou diarreia.
  • Contaminação: Ovos de tênia ou os populares vermes são os maiores riscos do consumo de legumes e carne crua. A contaminação pode acontecer na produção e na manipulação dos alimentos.
  • Agrotóxicos: A pessoa crudivorista deve ter na rotina a limpeza dos alimentos antes de ingerir, mesmo com produtos orgânicos(que não são cultivados com nenhum tipo de substância tóxica). Embora produtores que utiliza, esse tipo de químico estejam trabalhando na diminuição da substância, o químico ainda existe. Os vegetais não-organicos que absorvem mais agrotóxico são o tomate, o morango e o pimentão [4] Alimentos industrializados que não possuem o selo de Organico, são produzidos com alimentos cultivados com agrotóxicos.

No livro 'Lugar de Médico É Na Cozinha', o doutor Albert Peribanez Gonzales mostra fatos cientificos de estudo próprio, onde provas de toxicologia por agrotóxico são surpreedentes e assustadoras para a saúde.

Para retirar os agrotóxicos dos alimentos, os especialistas ensinam que deve-se deixar o alimento vivo vegetal imerso em proporção de 1 litro de água para 1 colher de sopa de água sanitaria. Os mitos do uso do vinagre, lavar com esponja ou deixar de molho em somente agua sao falsos.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências


 
Vegetarianismo
Vegetais

Tipos de dietas vegetarianas
Ovolactovegetarianismo | Lactovegetarianismo | Ovovegetarianismo | Vegetarianismo Estrito | Crudivorismo | Frugivorismo
Personalidades históricas do vegetarianismo
Anna Bonus Kingsford | Ellen G. White | Peter Singer
Lista de vegetarianos
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