Delmiro Gouveia

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Município de Delmiro Gouveia
Bandeira de Delmiro Gouveia
Brasão desconhecido
Bandeira Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 14 de Fevereiro de 1954 (60 anos)
Fundação 16 de Junho de 1952 (62 anos)
Gentílico delmirense
Prefeito(a) Luiz Carlos Costa (Lula Cabeleira) (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Delmiro Gouveia
Localização de Delmiro Gouveia em Alagoas
Delmiro Gouveia está localizado em: Brasil
Delmiro Gouveia
Localização de Delmiro Gouveia no Brasil
09° 23' 09" S 37° 61' 47" O09° 23' 09" S 37° 61' 47" O
Unidade federativa  Alagoas
Mesorregião Sertão Alagoano IBGE/2008[1]
Microrregião Alagoana do Sertão do São Francisco IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Em Alagoas: Pariconha, Água Branca e Olho d'Água do Casado Sergipe:Canindé do São Francisco,Bahia:Paulo Afonso 46 km de fronteira
Distância até a capital 304 km
Características geográficas
Área 607,813 km² [2]
População 50 999 hab. IBGE/2013[3]
Densidade 83,91 hab./km²
Altitude 256 m
Clima semi-árido Ash
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,612 médio PNUD/2010[4]
PIB R$ 266 563,194 mil IBGE/2011[5]
PIB per capita R$ 5 554,44 IBGE/2011[5]
Página oficial

Delmiro Gouveia (anteriormente Pedra) é um município e cidade do Estado de Alagoas, Brasil, localizado na Mesorregião do Sertão Alagoano, Microrregião Alagoana do Sertão do São Francisco. Latitude 9,38° S e Longitude 37,99° O. Área de 605,395 km². Faz fronteira com Pariconha, Água Branca, Olho D´Água do Casado, Pernambuco, Sergipe e Bahia. Está localizada a 256 metros acima do mar. Foi elevado a município em 1952. É o único município de Alagoas que faz divisa com a Bahia, Pernambuco e Sergipe ao mesmo tempo.

Tem um clima quente e seco, uma população acima de 47.000 habitantes, a economia se baseia na industria textil, comércio, agricultura e pecúaria.

Anteriormente denominado Pedra, teve seu nome alterado para Delmiro Gouveia em uma justa homenagem à esse empreendedor e industrial cearense que ali residiu no início do século XX, tendo fundado ali uma importante indústria de linhas de costura, a Cia Agro Fabril Mercantil e também construído a Vila Operária Padrão. O povoado se criou graças a construção de uma estrada de ferro da Great-Western, denominada Ferrovia Paulo Affonso.

História[editar | editar código-fonte]

Delmiro Gouveia foi o responsável também pela implantação no local da primeira hidrelétrica da América. Antes de Delmiro, o lugar chamava-se Pedra, devido à grande quantidade desse mineral no solo sertanejo da região. O povoado se constituiu a partir de uma estação da estrada de ferro da então Great-Western. As terras do atual município de Delmiro Gouveia, somadas às de Mata Grande, Piranhas e Água Branca, faziam parte das sesmarias que foram levadas a leilão, em Recife, no ano de 1769. O capitão Faustino Vieira Sandes, arrematador das terras, instalou uma fazenda de gado e, a partir daí, começaram a se desenvolver os núcleos de povoamento. Os três irmãos da família Vieira Sandes foram os primeiros habitantes das terras onde hoje está situado o município, segundo consta nos registros da Prefeitura Municipal.

Entre os núcleos formados estava o Povoado da Pedra, que recebeu esta denominação por causa das grandes rochas existentes no lugar. Esse povoado se constituiu a partir de uma estação da Estrada de Ferro da Great Western. O homem que transformou a história de toda a região somente chegou ao lugarejo no início do século XX, em 1903. Negociando com couros de bovinos e peles de caprinos, Delmiro Gouveia se estabeleceu naquelas plagas. Para poder montar uma indústria de linhas, ele obteve a isenção de impostos. Conseguiu também uma concessão para explorar as terras áridas daqueles rincões, bem como para construir uma usina hidrelétrica, utilizando a energia de uma das várias cachoeiras do rio São Francisco presentes no município. Em 1913, começou a funcionar a usina denominada Angiquinho, fornecendo energia elétrica para todo o vilarejo. A Companhia Agro-Fabril Mercantil, indústria que fabricava linhas de coser, foi instalada em 1914, atraindo muitos moradores para a região e trazendo o desenvolvimento.

A fábrica proporcionou grande geração de empregos, transformando aquela área na primeira vila operária do Sertão. Além da energia elétrica, a vila dispunha ainda de água encanada, telégrafo, telefone, tipografia, capela, cinema, lavanderias, fábrica de gelo, grandes armazéns de depósitos e escola para crianças e adultos. Os habitantes não pagavam pela água e pela luz consumidas, mas não podiam portar armas nem consumir bebidas alcoólicas. Quem jogasse lixo nas ruas recebia multa para se conscientizar do seu erro e preservar a limpeza pública. As casas dos moradores tinham um alpendre largo na frente, ao estilo das construções italianas, e possuíam quatro cômodos. Grande foi o progresso e enorme a prosperidade da vila graças ao arrojado empreendimento, que concorria com poderosos grupos multinacionais.

Infelizmente, após o assassinato de Delmiro Gouveia, em 1917, os herdeiros não conseguiram manter a empresa por muito tempo. Em 1927, a firma pernambucana Menezes Irmãos e Cia. comprou as ações dos proprietários. Os novos empresários, sem o apoio necessário do governo, não conseguiram superar a crise financeira e restabelecer o funcionamento da fábrica. Enfim, em 1929, sem perspectivas de viabilidade, a fábrica e todos os acessórios foram vendidos à Machine Cottons, empresa britânica.

Em 1º de novembro de 1938, o decreto-lei 846 criou o distrito com o nome “Pedra”. Foi chamado “Delmiro Gouveia” posteriormente, em conseqüência do Decreto nº 2.909, de 30 de dezembro de 1943. Em 30 de março de 1941 foi criada a Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, que hoje se encontra sob jurisdição eclesiástica da Diocese de Palmeira dos Índios. Desmembrado de Pão de Açúcar, conseguiu sua emancipação política quando foi criado o município pela Lei 1.623, de 16 de junho de 1952, tendo sido instalado apenas em 14 de fevereiro de 1954. O primeiro prefeito do município, Alfredízio Gomes de Menezes, nomeado pelo então governador Arnon de Mello, permaneceu à frente da prefeitura por apenas um ano.

Turismo[editar | editar código-fonte]

A principal atração do município é sua própria história, que pode ser pesquisada no Museu Delmiro Gouveia. Como beleza natural, a cidade ostenta parte do cânion do São Francisco. Entre as festividades, estão a festa da padroeira (outubro) e o carnaval.

Bairros da cidade[editar | editar código-fonte]

-Pedra velha

-Desvio

-Ponto Chic

-Eldorado

-Bairro Novo

-Alto Da Paz

-São Miguel

-Craibeirinhas

-Bom sossego

-Palmeirão

-Cohab nova

-Cohab Velha

-Vila Operária

-Bairro Matadouro

-Chácaras

-Vila 25

-Área Verde

-Campo Grande

-Centro

-Cidade Universitária

Cidadãos Ilustres[editar | editar código-fonte]

Dentre alguns dos cidadãos ilustres do Município, além do próprio fundador, consta no rol de figuras que trouxeram progresso para Delmiro ( e também para toda a Alagoas), o Industrial e Empresário da construção civil Francisco Martins de Oliveira, conhecido por todos como "Chico Doutor" (Empresas: ENTAL- Engenharia Terraplanagem Alagoana e CONAL: Construtora Alagoana). Além das rodovias construídas no sertão alagoano, era popular pelas festas que fazia em sua propriedade, seja na fazenda "Flor-da-Serra" ou na "Casa da Piscina", mansão com 10 suítes que comportava duas piscinas, uma delas semi-olímpica e que serviu de palco para a apresentação de vários artistas: cantores como Ângela Maria, Roberto Carlos, Luiz Gonzaga, Altemar Dutra (que acabou, este último, virando seu amigo pessoal) e o atleta Mané Garrincha dentre outros. O empresário, após oferecer grandes festas em sua propriedade, onde acreditava fechar os melhores negócios para Delmiro e para o sertão em geral, oferecia shows gratuitos pelas praças do Município. Não tinha pretensões políticas, apesar dos grandes empreendimentos que fixou em Delmiro, Piranhas, Paulo Afonso etc. Hoje há um prêmio cultural que leva o seu nome. Deixou seis filhos, quatorze netos e sua viúva Dona Lenita Martins de Oliveira, popular pela generosidade e pela entrega de doces no dia de "Cosme e Damião", uma tradição carioca, iniciada quando ainda moravam no Rio de Janeiro, onde nasceram seus filhos. Francisco Martins de Oliveira, o Chico Doutor, morreu em 2001, na Santa Casa de Misericórdia, Maceió, por complicações no pâncreas. Atualmente Chico Doutor tem seis filhos, quatorze netos e sete bisnetos.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b IBGE: Divisão Territorial/2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Estimativa da População. Estimativa da população 2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 22 de Março de 2013.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 04 de setembro de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto de Delmiro Gouveia 2011. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 22/03/2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]