Diário de Anne Frank

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O Diário de Anne Frank (em alemão: Das Tagebuch der Anne Frank. Em neerlandês, a língua do diário original: Het Achterhuis - Dagboekbrieven 15 juni 1942 - 1 augustus 1944. Em inglês: The Diary of a Young Girl, como dizem no livro, ou The Diary of Anne Frank, como é no filme.) é um diário escrito por Anne Frank entre 12 de junho de 1942 e 1 de agosto de 1944 durante a Segunda Guerra Mundial. Escondida com sua família e outros judeus em Amsterdã durante a ocupação nazista nos Países Baixos, Anne Frank, com treze anos de idade, conta, em seu diário, a vida deste grupo de pessoas.

Em 4 de agosto de 1944, agentes da Gestapo detiveram todos os ocupantes que estavam escondidos em Amsterdã. Separaram Anne de seus pais e levaram-nos para os campos de concentração. O Diário de Anne Frank Foi entregue por Miep Gies a Otto H. Frank após a morte de Anne Frank ser confirmada. Anne Frank faleceu no campo de concentração Bergen-Belsen no fim de fevereiro de 1945 quando tinha 15 anos.

Otto foi o único dos escondidos que sobreviveu no campo de concentração. Em 1947, o pai decidiu publicar o diário. O diário está no Instituto Neerlandês para a Documentação da Guerra. O Fundo Anne Frank (na Suíça) ficou como herdeiro dos direitos da obra de Anne Frank. O pai Otto Heinrich Frank faleceu em 1980.

Depois de receber um prêmio humanitário da Fundação Anne Frank em 1994, Nelson Mandela chamou uma multidão em Johannesburgo, dizendo que ele tinha lido o diário de Anne Frank enquanto estava na prisão e que o livro lhe trouxe muito estímulo. Sua luta contra o nazismo e o apartheid, explicando o paralelo entre as duas filosofias: porque estas crenças são patentemente falsas e porque eram e sempre serão desafiados por gente como Anne Frank, eles estão no limite do fracasso.

Controvérsias sobre a autenticidade do diário de Anne Frank[editar | editar código-fonte]

Quando morreu, em 1980, Otto Frank deixou os manuscritos da filha para o Instituto Estatal Neerlandês para Documentação de Guerra 1 [1] , em Amsterdã. Como a autenticidade do diário fora questionada desde a sua primeira publicação, principalmente pelo revisionista francês Robert Faurisson (autor de Le Journal d'Anne Frank est-il authentique?, de 1980), o Instituto para Documentação de Guerra ordenou uma investigação total. Assim que foi dado como autêntico, sem qualquer sombra de dúvida, o diário foi publicado na sua totalidade, juntamente com os resultados de um estudo exaustivo, artigos sobre o passado da família Frank, as circunstâncias relativas à sua prisão e deportação e o exame da caligrafia de Anne, do documento e dos materiais usados.[2] As alegações segundo as quais diversas páginas do diário teriam sido escritas (após a guerra ou não) por outra(s) pessoa(s), encontraram assim uma refutação decisiva.

Em 2006, a validação do diário foi definitiva.[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. http://www.oarquivo.com.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=2666:anne-frank-parte-2&catid=78:internacionais&Itemid=433
  2. FRANK, Otto H. & PRESSLER, Mirjam. O diário de Anne Frank: edição definitiva. Rio de Janeiro: Editora Record, 2008, p. 6.
  3. Diário tem autenticidade comprovada. Página Inicial, acessada em 8 de dezembro de 2013.