Robert Faurisson

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Robert Faurisson (Shepperton, 25 de janeiro de 1929) é um ex-professor francês de literatura na Universidade de Lyon e um estudioso do Holocausto. É baseado nas suas pesquisas que ele contesta a existência de câmaras de gás, de supostos campos de extermínio - que considera apenas como campos de concentração - e o genocídio dos judeus cometido pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Foi condenado várias vezes na França por "contestação de crimes contra a humanidade".

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Biografia [editar]

Robert Faurisson possui nacionalidade britânica1 e francesa2 . Foi educado no Seminaire Petit de Versailles, no Colégio da Provença em Marselha, e no Lycée Henri IV em Paris, onde foi colega e amigo de Pierre Vidal-Naquet.

De 1969 a 1973, foi primeiramente professor estagiário e depois professor titular de literatura francesa em Paris III, a Université Sorbonne Nouvelle.

De 1973 a 1990 lecionou literatura contemporânea na Universidade de Lyon II3 .

O negacionismo [editar]

Em 1961, Robert Faurisson publicou na revista Bizarre, editada por Jean-Jacques Pauvert, um estudo iconoclasta da obra de Arthur Rimbaud, sob o título A-t-on LU Rimbaud?4 . Em sua primeira edição, o texto é assinado apenas pelas iniciais RF, o que denota que o autor desejava manter o anonimato.

Robert Faurisson tornou-se conhecido do grande público em janeiro de 1979 com a publicação de um texto enviado por ele ao jornal Le Monde, intitulado O Problema das câmaras de gás, ou o rumor de Auschwitz no qual escreveu: "Até 1960, eu acreditei na realidade desses massacres gigantescos nas câmaras de gás. Então, depois de ler Paul Rassinier, um velho exilado e autor de Mensonge d'Ulisses, comecei a ter dúvidas. Depois de quatorze anos de reflexões pessoais, depois de quatro anos de intensa investigação, convenci-me, como vinte outros autores revisionistas, que me encontrava diante de uma mentira histórica." E acrescentava: "Hitler nunca ordenou (nem permitiu) que alguém fosse morto por causa de sua raça ou religião", e qualificava "as pretendidas câmaras de gás" e "o pretendido genocídio" de mentiras, "permitindo o benefício de uma gigantesca escroqueria político-financeira do Estado de Israel." Faurisson contesta (assim como numerosos negacionistas) o adjetivo "negacionista", preferindo o termo "revisionista"5 . Robert Faurisson foi condenado várias vezes pela justiça francesa, notadamente por “contestação de crimes contra a humanidade", em virtude da lei Gayssot.

Publicações [editar]

  • A-t-on LU Rimbaud ?, Bizarre, n21-22, 1961.
  • A-t-on bien lu Lautréamont ?, Gallimard, 1972.
  • Mémoire en défense contre ceux qui m’accusent de falsifier l’histoire, La Vieille Taupe, 1980.
  • Le journal d'Anne Frank est-il authentique?, 1980.
  • Réponse à Pierre Vidal-Naquet, La Vieille Taupe, 1982.
  • « Chronique sèche de l'Épuration – Exécutions sommaires dans quelques communes de Charente limousine », Revue d'Histoire révisionniste, n° 4, février-avril 1991.
  • Réponse à Jean-Claude Pressac, AAARGH, 1993
  • Écrits révisionnistes (1974-1998), 4 volumes, Édition privée hors commerce, 1999.
  • Het « Dagboek » van Anne Frank : een kritische benadering, em colaboração com Siegfried Verbeke.

Ligações externas [editar]

  • Un Homme(Um homem) documentário do historiador Paul-Éric Blanrue (em francês, inglês, italiano, árabe, alemão)
  • Blog de Faurisson (em francês e inglês)

Referências

  1. Panet Faurisson. www.plumenclume.net. Página visitada em 1º de maio de 2012.[ligação inativa]
  2. Bibliothèque des Droits de la Personne de l'Université du Minnesota. humanrights.law.monash.edu.au. Página visitada em 1º de maio de 2012.
  3. Rapport Rousso Lyon III. pt.scribd.com. Página visitada em 1º de maio de 2012.
  4. Bizarre N°21_22 ( 2ème série ) A-t-on LU Rimbaud ? : ArtWorldBooks. web.archive.org. Arquivado do original em /w de undefined de http. Página visitada em 1º de maio de 2012.
  5. Revisionismo o negazionismo? Intervista a Robert Faurisson, Giovanna Canzano. www.ariannaeditrice.it. Página visitada em 1º de maio de 2012.