Ilse Losa
Ilse Lieblich Losa, OIH, Bundesverdienstkreuz am Bande (nascida Ilse Lieblich, Melle-Buer, Osnabrück, Baixa Saxónia, 20 de Março de 1913 — Porto, 6 de Janeiro de 2006) foi uma escritora portuguesa de origem judaica.
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[editar] Biografia
Nascida na Alemanha, filha de Arthur Lieblich (falecido em 1930, filho de Josef Lieblich, falecido em 1921, e de sua mulher Jenny, e irmão de Julius, Hedwig e Willy Lieblich) e de sua mulher Hedwig Hirsch (falecida em 1936), frequentou o liceu em Osnabrück e Hildesheim e mais tarde um instituto comercial em Hannover.Ficheiro:Ilse Losa.jpg
Ameaçada pela Gestapo de ser enviada para um campo de concentração devido à sua origem judaica, abandonou o seu país natal em 1930 com a mãe e seus irmãos Ernst (nascido em Junho de 1914) e Fritz. Deslocou-se primeiro para Inglaterra onde teve os primeiros contactos com escolas infantis e com os problemas das crianças. Chegou a Portugal em 1934, tendo-se fixado na cidade do Porto, onde casou em 1935 com o arquitecto Arménio Taveira Losa, tendo adquirido a nacionalidade portuguesa. O seu irmão Fritz também casou com uma Portuguesa, Florisa Estelita Gonçalves, de quem teve duas filhas, Sílvia Gonçalves Lieblich e Ângela Gonçalves Lieblich.
Em 1943, ano em que nasceu a sua primeira filha, Margarida Lieblich Losa (falecida em Janeiro de 1999), publicou o seu primeiro livro "O mundo em que vivi" e desde essa altura, dedicou a sua vida à tradução e à literatura infanto-juvenil, tendo sido galardoada em 1984 com o Grande Prémio Gulbenkian para o conjunto da sua obra dirigida às crianças. Teve outra filha, Alexandra Lieblich Losa. Em 1998 recebeu o Grande Prémio de Crónica, da APE (Associação Portuguesa de Escritores) devido à sua obra À Flor do Tempo. Colaborou em diversos jornais e revistas, alemães e portugueses, está representada em várias antologias de autores portugueses e colaborou na organização e traduziu antologias de obras portuguesas publicadas na Alemanha. Traduziu do alemão para português alguns dos mais consagrados autores.
Segundo Óscar Lopes "os seus livros são uma só odisseia interior de uma demanda infindável da pátria, do lar, dos céus a que uma experiência vivida só responde com uma multiplicidade de mundos que tanto atraem como repelem e que todos entre si se repelem".
[editar] Romances
- O mundo em que vivi (1949)
- Histórias quase esquecidas (1950)
- Grades brancas (1951)
- Rio sem ponte (1952)
- Aqui havia uma casa (1955)
- Sob céus estranhos (1962)
- Encontros no outono (1965)
- O barco afundado (1979)
- Um artista chamado Duque (1990)
- Caminhos sem destino (1991)
- Silka
[editar] Literatura Infantil
- Faísca conta a sua história (1949)
- A flor azul (1955)
- Na quinta das cerejeiras (1984)
- Estas searas (1984)
- A visita do padrinho (1989)
- Beatriz e o plátano (1976)
- O rei rique e outras histórias
- O Quadro Roubado
[editar] Crónicas
[editar] Prémios
- 1982: Prémio da Fundação Gulbenkian, pelo livro Na Quinta das Cerejeiras.
- 1984: Grande Prémio Gulbenkian, pelo conjunto da obra.
- 1989: Prémio Maçã de Ouro da Bienal Internacional de Bratislava, pelo conto Silka.[1]
Referências
- ↑ Dicionário Cronológico de Autores Portugueses: Ilse Losa, acessado em 6 de Janeiro de 2008
[editar] Ligações externas
- Literatura de e sobre Ilse Losa no catálogo da Biblioteca Nacional da Alemanha (em alemão)