Eleições gerais no Uruguai em 2009

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As eleições gerais uruguaias de 2009 ocorreram em 25 de outubro e, no segundo turno, em 29 de novembro.) Foram eleitos todos os 130 membros da Assembleia Geral (99 deputados, 30 senadores), o novo presidente da República, José Mujica, e o vice-presidente Danilo Astori, da coligação de centro-esquerda Frente Ampla.

Eleição presidencial – primeiro turno[editar | editar código-fonte]

Candidatos[editar | editar código-fonte]

Em 28 de junho de 2009, houve eleições internas nos partidos políticos do país para definir os candidatos presidenciais. Ao total, oito partidos fizeram eleições primárias, mas três (Partido de los Trabajadores, Cuatro Puntos Cardinales e Comisiones Unitarias Anti-imperialistas) não conseguiram superar os 500 votos necessários para poder participar nas eleições presidenciais de outubro. Nas internas dos outros cinco partidos, foram escolhidos os seguintes candidatos:

Coalizão Candidato a presidente Candidato a vice
Frente Ampla José Mujica
(Tendência interna: Espacio 609, Partido Comunista)
Danilo Astori
(Tendência interna: Asamblea Uruguay, Alianza Progresista, Nuevo Espacio, Partido Socialista)
Partido Nacional ou Blanco Luis Alberto Lacalle
(Tendência interna: Unidad Nacional, Soplan Vientos Nuevos)
Jorge Larrañaga
(Tendência interna: Alianza Nacional, Unión Cívica)
Partido Colorado Pedro Bordaberry
(Tendência interna: Vamos Uruguay)
Hugo De León
Partido Independente Pablo Mieres Iván Posada
Assembleia Popular Raúl Rodríguez Delia Villalba

Resultado[editar | editar código-fonte]

A votação foi encerrada às 19:30 com uma participação de aproximadamente 90% dos 2.563.397 cidadãos uruguaios aptos a votar. Não foram recebidas denúncias de incidentes. Mujica confirmou a condição de candidato mais votado. Ele recebeu 48,16% dos votos e irá disputar o segundo turno com Lacalle, que recebeu 28,94% dos votos.[1]

Candidato Partido Votos %
José Mujica Frente Ampla 1.105.277 47,96
Luis Alberto Lacalle Partido Nacional 669.944 29,07
Pedro Bordaberry Partido Colorado 392.307 17,02
Pablo Mieres Partido Independente 57.360 2,49
Raúl Rodríguez Assembleia Popular 14.869 0,67
Votos válidos 2.253.716 97,21
Votos brancos 21.435 1,62
Votos nulos 28.186 1,17
Eleitorado (participação: 89,85%) 2.563.397
Resultado oficial

Eleição presidencial – segundo turno[editar | editar código-fonte]

Candidato Partido Votos %
José Mujica Frente Ampla 1.183.503 52,60
Luis Alberto Lacalle Partido Nacional 974.857 43,33
Votos válidos 2.158.360 95,93
Votos brancos 51.623 2,29
Votos nulos 40.038 1,78
Eleitorado (participação: 89,13%) 2.563.285
Resultado oficial

Eleição parlamentar[editar | editar código-fonte]

Em 25 de outubro também foram definidos os novos membros da Assembleia Geral. A Frente Ampla obteve a maioria absoluta dos assentos na Câmara Alta, elegendo 16 senadores contra 9 do Partido Nacional e 5 do Partido Colorado. Na Câmara dos Representantes, a Frente Ampla também conseguiu a maioria dos assentos, elegendo 50 deputados contra 30 do Partido Nacional, 17 do Partido Colorado e 2 do Partido Independente.

Partido Votos  % Assentos
Câmara Senado
Frente Ampla 1.093.869 47,49% 50 16
Partido Nacional 657.327 28,54% 30 9
Partido Colorado 383.912 16,67% 17 5
Partido Independente 56.156 2,44% 2
Assembleia Popular 15.166 0,66%
Total de votos 2.303.336 100,00 99 30
Eleitorado 2.563.250 Participação: 89,86%
Resultado oficial

Plebiscito[editar | editar código-fonte]

Além das eleições gerais, foram realizados também dois plebiscitos. As seguintes propostas conseguiram, através de abaixo-assinado, a adesão necessária de 10% dos eleitores do país (cerca de 250 mil cidadãos) e foram levadas a votação:

  • Voto no exterior: Antiga exigência de muitas organizações sociais e da esquerda em geral, permitiria que os uruguaios residentes no exterior emitissem seus votos via correios.
  • Anulação da lei de anistia: Aprovada no final de 1986, a lei de anistia garante a renúncia do Estado na investigação e acusação de militares e policiais acusados de cometerem delitos de lesa-humanidade durante a ditadura civil-militar (1973-1985). Entre 2007 e 2009 foi realizada uma intensa campanha pelos movimentos sociais do país a favor da anulação da lei.

Resultado[editar | editar código-fonte]

Ambos os plebiscitos de iniciativa popular foram rejeitados. A anulação da lei que anistia os policiais e militares que cometeram tortura durante a ditadura foi aprovada por 47,36% dos uruguaios. A liberação do voto por correio para os uruguaios que moram no exterior recebou o apoio de 36,94% do eleitorado. Ambas as propostas precisavam do apoio de pelo menos 50% dos eleitores.

Revogação da lei de anistia
Sim ou Não Votos  %
X mark.svg Não 1.212.477 52,64%
Sim 1.090.859 47,36%
Total de votos 2.303.336 100,00%
Eleitorado (participação: 89,86%) 2.562.589
Resultado oficial
Votação no exterior
Sim ou Não Votos  %
X mark.svg Não 1.452.645 63,07%
Sim 850.691 36,93%
Total de votos 2.303.336 100,00%
Eleitorado (participação: 89,86%) 2.562.589
Resultado oficial

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]