Elysia chlorotica

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Como ler uma caixa taxonómicaElysia chlorotica

Estado de conservação
Não Avaliado
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Mollusca
Classe: Gastropoda
Ordem: Opisthobranchia
Subordem: Sacoglossa
Superfamília: Placobranchoidea
Família: Placobranchidae
Género: Elysia
Espécie: E. chlorotica
Nome binomial
Elysia chlorotica
Gould, 1870

Elysia chlorotica é uma pequena lesma do mar verde, devido a presença de clorofila, que habita principalmente a costa leste da América do Norte, entre a Nova Escócia e a Flórida. [1] Este molusco se tornou conhecido por ser o primeiro animal que mostrou a capacidade de realizar a fotossíntese depois de se alimentar da Vaucheria litorea, uma alga marinha, e roubar-lhe os cloroplastos através de um processo conhecido como cleptoplastia. Porém, essa capacidade não é passada de geração em geração e para que se mantenha, a lesma deve continuar a alimentar-se da alga ou, como foi provado, roubar igualmente os genes necessários. [2]

Descrição[editar | editar código-fonte]

Os adultos de Elysia chlorotica são geralmente de cor verde brilhante, devido ao seu hibridismo, mas podem ser avermelhados ou de cor acinzentada, dependendo da quantidade de clorofila no tubo digestivo, que se ramifica por todo o seu corpo. Lesmas juvenis apresentam coloração marrom com manchas vermelhas até que ingiram as algas, ocasião em que ficam verdes. A espécie pode crescer até chegar aos 60 milímetros de comprimento, mas normalmente crescem até 30 milímetros.

Alimentação[editar | editar código-fonte]

Elysia chlorotica alimenta-se de algas Vaucheria litorea. A lesma mantém o alimento firme em sua boca e suga seu conteúdo. Ela mantém os cloroplastos ilesos, armazenando-os dentro de suas próprias células de seu extenso sistema digestivo. A aquisição dos cloroplastos por meio da alimentação ocorre logo após a metamorfose.

A incorporação dos cloroplastos dentro das células de Elysia chlorotica permite à lesma realizar fotossíntese. Isto é benéfico para ela porque há certos períodos em que a alga não está disponível em quantidade suficiente no ambiente para uma alimentação adequada. A lesma pode sobreviver meses somente com os açúcares produzidos através da fotossíntese realizada por seus próprios cloroplastos.

Reprodução[editar | editar código-fonte]

A espécie é hermafrodita, mas a auto-fecundação não é comum.

Referências

  1. Database of Western Atlantic Marine Mollusca , banco de dados em inglês dedicado a moluscos marinhos do Atlântico ocidental.
  2. Solar-powered sea slug harnesses stolen plant genes , artigo em inglês do NewScientist explicando sobre o animal.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]