Emirado da Armênia

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No ano de 637, a Armênia emergiu como um principado autônomo do Império Árabe sob o governo do califa Omar, reunindo terras armênias anteriormente dominadas pelo Império Bizantino. O principado era governado pelo príncipe da Armênia, reconhecido pelo califa e pelo Imperador Bizantino.

O primeiro ataque árabe chegou à Armênia em 640. Duin (Dabil ou Duwin) capitulou e foi pilhada durante esta investida. A segunda invasão aconteceu entre 642 e 643, e 650 e 653. Os armênios foram submetidos aos invasores e assinaram um tratado em 654. De acordo com ele, a Armênia seria reconhecida como um estado autônomo mediante ao pagamento de um tributo anual e a contribuição de 15 mil homens para o exército árabe. A política árabe de demandar um imposto pago em dinheiro teve um efeito negativo na economia e sociedade armênia. As moedas se esgotaram em Duin. Os armênios foram forçados a produzir um excedente de comida e "produtos manufaturados" para vender. Deste modo, uma forte vida urbana se desenvolveu no Cáucaso e a economia foi ressuscitada.

Os árabes, com propósitos administrativos, reuniram-se no sul dos Cáucasos num vice-reinado denominado de Al-Arminiya. Este vice-reinado foi governado por um "ostikan" ocasionalmente referido como emir, oriundo do vice-reinado - emirado. Ele foi estabelecido no tempo do califa Abd-el-Melek da dinastia dos Omíadas (reinado 685705). O Emirado da Armênia (al-Arminiya) foi então dividido em quatro regiões: Arminiya I (Albânia Caucasiana), Arminiya II (Reino da Ibéria), Arminiya III (entorno do Rio Aras), Arminiya IV (Taron). Este vice-reinado também continha dois grandes lagos: O lago de água salgada conhecido como Lago Van à sudoeste, e o Lago Gukchah de água doce à nordeste.

O mais proeminente califa da dinastia dos abássidas foi Harun al-Rashid, que ascendeu ao poder em 14 de setembro de 786. Enquanto ele era conhecido como um governador benevolente, o seu emir na Armênia não tinha o mesmo reconhecimento. Despistando as ordens vindas de Bagdá, os governadores árabes da Armênia, continuaram a saquear igrejas e oprimir o povo com crueldades e pesados impostos.

Por algum tempo, o Emirado da Armênia incluía Al-Jazira no nordeste da Mesopotâmia, Azerbaijão (clássica Média Atropatene), e os menos frequêntes, Mazandaran (sudeste de Gilan), e também Fars (Pérsia central). O centro do vice-reinado era a grande cidade armênia de Dvin.

O Emirado da Armênia teve fim em 884. Asotio I da Dinastia dos Bagratuni comandou a campanha vitoriosa que recuperou o controle de uma grande área da Armênia e se auto-declarou "Rei dos armênios". Ele recebeu o reconhecimento do califa Al-Mu'tamid da dinastia abássida em 885 e do imperador bizantino Basílio I da dinastia macedônica em 886. A Armênia então emergiu como uma região independente.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Jacques de Morgan. The History of the Armenian People. Boston, 1918, Pp. 428.
  • Robert H. Hewsen. Armenia: A Historical Atlas. Univ. of Chicago Press, Chicago, 2001, Pp. 341.
  • Garbis Armen. Historical Atlas of Armenia. A. N. E. C., New York, 1987, Pp. 52.
  • George Bournoutian. A History of the Armenian People, Volume I: Pre-History to 1500 A.D., Mazda Publishers, Costa Mesa, 1993, Pp. 174.
  • John Douglas. The Armenians, J.J. Winthrop Corp., New York, 1992.