Enid Blyton

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Enid Mary Blyton (11 de Agosto de 1897 – 28 de Novembro de 1968) foi uma escritora inglêsa de livros de aventuras para crianças e adolescentes..[1] Os seus livros encontram-se entre os mais vendidos do mundo desde a década de 1930, com mais de 600 milhões de cópias. Os livos de Blyton continuam a ser populares, e foram traduzidos em cerca de 90 línguas; o seu primeiro trabalho Child Whispers, um conjunto de poemas num livro de 24 páginas, foi publicado em 1922. Os seus trabalhos abrangem vários temas desde a educação, história natural, fantasia, histórias de mistério e narrativas bíblicas, mas os seus livros mais conhecidos incluêm o Noddy, Os Cinco, Os Sete e as As gémeas. Ao longo da sua vida terá escrito mais de 800 obras.[1]

No seguimento do sucesso comercial dos seus primeiros trabalhos como Adventures of the Wishing Chair (1937) e The Enchanted Wood (1939), Blyton continuou a construir o seu império literário, algumas vezes com 50 livros por ano, para além dos seus vários contributos em revistas e jornais. A sua escrita era espontânea e tinha origem na sua mente inconsciente; escrevia as suas histórias como se as estivesse a ver de fronte a si. O volume dos seus livros, e a velocidade à qual eram produzidos, criaram boatos sobre a utilização de escritores fantasmas, uma acusação que Blyton recusou veementemente.

O trabalho de Blyton foi tornando-se controverso no seu dos críticos literários, professores e família, a partir da década de 1950, por causa da natureza sem rival dos seus livros, em particular a série sobre Noddy. Algumas livrarias e escolas baniram os seus trabalhos, os quais a BBC se tinha negado a transmitir desde os anos 1930 até 1950, pois entendiam que não tinham qualquer mérito literário. Os seus livros têm sido criticados como sendo elitistas, sexistas, xenófobos e, pontualmente, com o ambiente liberal que emergia no pós-guerra no Reino Unido, mas, ainda assim, continuam a ser grandes sucessos de venda desde a sua morte em 1968.

Blyton sentiu a responsabilidade de fornecer aos seus leitores uma forte mensagem moral, e incutiu-lhes a ideia de apoiarem causas nobres. Em particular, através de associações que ela criou, ou que apoiava, motivou-os a organizarem e a juntarem os meios financeiros suficientes para ajudar os animais e as crianças. A vida de Blyton foi representada no filme da BBC Enid, com Helena Bonham Carter no principal papel, e transmitido pelo BBC Four no Reino Unido em 2009. Muitos dos seus trabalhos foram adaptados para teatro, televisão e cinema.

Referências

  1. a b Ray, Sheila (Outubro de 2005). "Blyton , Enid Mary (1897–1968)". Oxford Dictionary of National Biography. Oxford University Press. Consultado em 19 de junho de 2008. 

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