Enterobacteriaceae

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Como ler uma caixa taxonómicaEnterobacteriaceae
Salmonella typhimurium

Salmonella typhimurium
Classificação científica
Reino: Bacteria
Filo: Proteobacteria
Ordem: Enterobacteriales
Família: Enterobacteriaceae
Géneros
Alishewanella

Alterococcus
Aquamonas
Aranicola
Arsenophonus
Azotivirga
Blochmannia
Brenneria
Buchnera
Budvicia
Buttiauxella
Cedecea
Citrobacter
Dickeya
Edwardsiella
Enterobacter
Erwinia
Escherichia
Ewingella
Grimontella
Hafnia
Klebsiella
Kluyvera
Leclercia
Leminorella
Moellerella
Morganella
Obesumbacterium
Pantoea
Pectobacterium
Phlomobacter
Photorhabdus
Plesiomonas
Pragia
Proteus
Providencia
Rahnella
Raoultella
Salmonella
Samsonia
Serratia
Shigella
Sodalis
Tatumella
Trabulsiella
Wigglesworthia
Xenorhabdus
Yersinia
Yokenella

Enterobacteriaceae (uma das famílias do 5º Grupo de Bergey) é uma família de bactérias Gram-negativas muito abundante, incluindo uma grande variedade de bactérias patogênicas. Os indivíduos da família Enterobacteriaceae são bastante conhecidos, alguns pertencem a microbiota normal dos intestinos de seres humanos e animais como a Escherichia coli, outros como habitantes do solo ou da água e outros podem estar implicados em vários processos patogênicos, incluindo por exemplo os gêneros Salmonella, Proteus, Shigella e Yersinia. Estudos genéticos incluíram este grupo dentro das Proteobacteria, e sua ordem é Enterobacteriales.

A espécie Escherichia coli, mais conhecida como E.coli, é reconhecida como um micro-organismo modelo, pois foi exaustivamente estudado geneticamente e bioquimicamente nos últimos anos. [1]

Fisiologia e Estrutura[editar | editar código-fonte]

São bastonetes gram negativos de tamanho moderado (0,3 a 1,0 x 1,0 a 6,0 mcm), medindo em média 1-5μm no comprimento e possuem um antígeno comum às enterobactérias.

Todas as enterobactérias são anaeróbios facultativos e podem ser cultivados em diversos meios de cultura, como ágar MacConkey (meio seletivo) ou ágar sangue (não seletivo). Possuem exigências nutricionais simples, fermentam glicose e produzem ácido a partir dessa reação. Diferentemente de bactérias semelhantes, são catalase positivo e oxidase negativo. Além disso, todos pertencentes a essa família reduzem o nitrato ao nitrito e não formam esporos. A maioria das enterobactérias são móveis e com flagelos peritríquios, exceto isolados comum dos gêneros Klebsiella, Shigella e Yersinia.

Diversos meios podem ser utilizados para diferenciar os gêneros pertencentes a essa família através de provas bioquímicas, como a capacidade e fermentar lactose, utilizar citrato, descarboxilar a lisina e outros.

O lipopolissacarídeo (LPS) é o principal antígeno dessa família. As enterobactérias podem ser classificadas sorologicamente de acordo com os componentes do seu LPS: polissacarídeo somático O, antígeno capsulares K e proteínas flagelares H .[2]

Patogênese e Imunidade[editar | editar código-fonte]

Existem diversos fatores de virulência associados a membros dessa família, algum deles são comuns à todos os gêneros, como endotoxina, e outros são particulares a determinadas cepas.

Endotoxina[editar | editar código-fonte]

Sua atividade é dependente do lipídio A do LPS.

Cápsula[editar | editar código-fonte]

Sistema de secreção do tipo III[editar | editar código-fonte]

Alguns gêneros, como Yersinia, Salmonella e Shigella possuem esse fator de virulência. Esse sistema permite introduzir fatores de virulência dentro da célula eucariota.

Variação de Fase antigênica[editar | editar código-fonte]

O antígeno capsular K e flagelar H pode estar, alternadamente, expressado ou não, protegendo as mesmas de reação com anticorpos.

Resistência ao poder bactericida do soro[editar | editar código-fonte]

Outros fatores além da cápsula impedem a reação da cepa com o [[sistema complemento]].

Resistência antimicrobiana[editar | editar código-fonte]

Sequestro de fatores de crescimento[editar | editar código-fonte]

Esse fator de virulência permite às bactérias atuarem sobre as ligações do ferro com a proteína heme ou proteína de ferro quelante e, consequentemente, liberar o ferro .

Referências

  1. ALMEIDA, A et al. Bioplásticos: una alternativa ecológica. Revista Química Viva. set. 2004
  2. Murray, Patrick R. Microbiologia Médica. 4ª ed. [S.l.]: Elsevier, 2004.
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