Estado estacionário

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Estado estacionário é um termo que possui significados relacionados em diversos campos do conhecimento.

Em economia[editar | editar código-fonte]

Estado estacionário está ligado ao ramo da Economia que trata do desenvolvimento econômico. O estado estacionário, teoria formulada por Robert Solow, Prêmio de Ciências Econômicas de 1987, é uma situação em Economia em que o investimento iguala a depreciação. Nesse estágio, aumentos do capital reduzem o consumo.

Em Física[editar | editar código-fonte]

Um sistema em um estado estacionário, (ou regime permanente para a engenharia), tem numerosas propriedades que são inalteráveis no tempo. Isto implica que qualquer propriedade p do sistema, a derivada parcial em relação ao tempo é zero:[1] [2]

\frac{\partial p}{\partial t} = 0

Em Cosmologia[editar | editar código-fonte]

Em cosmologia estado estacionário refere-se genericamente à teorizações obsoletas, especialmente devidas à Fred Hoyle e físicos relacionados, em especial a desenvolvida em 1948, chamada teoria do estado estacionário que propunha que o universo não mudava sua aparência, composição e densidade significativamente no tempo, permanentemente produzindo matéria, ainda que se expandisse, como observado já em 1929 por Edwin Hubble, e propunha apresentar-se como concorrente à popularmente chamada teoria do big bang.[3]

Posteriormente foi modificado na teoria CEQE, cosmologia do estado quase estacionário, igualmente não recebendo grande atenção entre os cosmólogos.

Em Química[editar | editar código-fonte]

Em química, termodinâmica, e outra engenharia, um estado de equilíbrio é uma situação em que todas as variáveis ​​de estado são constantes, apesar dos processos em andamento que se esforçam para mudá-las. Para um sistema completo estar no estado estacionário, isto é, para todas as variáveis ​​de estado de um sistema ser constante, deve-se haver um fluxo constante através do sistema (comparar com a balança de peso). Um dos exemplos mais simples que ilustra melhor o que é um sistema esta no estado de estacionário, é o caso de uma banheira com a torneira aberta, mas sem o bujão inferior, depois de um determinado período de tempo a água flui para dentro e para fora com a mesma velocidade, de modo que o nível de água (a variável de estado, o volume é constante.) e estabiliza o sistema em um estado de equilíbrio. É claro que o volume de estabilização dentro do tambor depende do tamanho do tubo, o diâmetro do orifício de saída e o caudal de água em. Desde a banheira pode atingir, eventualmente, um estado de equilíbrio, onde a água que flui se iguala ao fluxo de água que sai pelo dreno.[4] [5]

Um processo em estado estacionário, o processo requer condições em todos os pontos em que todas as variáveis em foco permaneçam constantes, independentemente da variável tempo.


Em Fisiologia[editar | editar código-fonte]

Homeostase (do grego: ὅμοιος, homoios, "similar", e στάσις, estase, "parado") é a propriedade de um sistema, aberto ou fechado, que regula o seu ambiente interno e tende a manter uma condição estável, constante. Normalmente utilizado para se referir a um organismo vivo, o conceito veio de milieu intérieur, criado pelo Claude Bernard e publicado em 1865 vários mecanismos de ajustamento de equilíbrio e regulação dinâmica fazer homeostase possível.[6]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Ondas
  2. Potência Ativa e Reativa Instantâneas em Sistemas Elétricos com cargas e fontes genéricas
  3. A TEORIA COSMOLÓGICA DO ESTADO QUASE ESTACIONÁRIO
  4. Zemansky, M.W. & Van Ness, H.C. Basic Engineering Thermodynamics (1966) McGraw-Hill p.244 ISBN 0-070-72805-4 (em inglês)
  5. Smith, J.M. & Van Ness, H.C. Introduction to Chemical Engineering Thermodynamics 2nd edition (1959) McGraw-Hill p.34 ISBN 0-070-49486-X (em inglês)
  6. Sperelakis, Nicholas (editor); Freedman, Jeffrey C. (autor do capítulo); Ferguson, Donald G. (autor do capítulo). Cell Physiology Source book: A Molecular Approach. 3ª ed. San Diego, California: Academic Press. Capítulo: 1:Biophysical Chemistry of Physiological Solutions. , 1235 pp. p. 3. ISBN 0-12-656977-0 (em inglês)

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  1. JORGE HORVATH, GERMAN LUGONES, MARCELO PORTO ALLEN, Cosmologia física: do micro ao macro cosmos e vice-versa, Editora Livraria da Fisica, 2007 ISBN 8-588-32567-5
  2. Randall D. Knight, Física: Uma Abordagem Estratégica - Vol 4, Bookman ISBN 8-577-80597-2
  3. Adélio Mendes, Laboratórios de Engenharia Química, FEUP Edições ISBN 9-727-52052-9
  4. Francis D. K. Ching, James F. Eckler, Bioquímica - 4ed, Artmed Editora, 2013 ISBN 8-582-71005-4
  5. Eugene C. Toy, John T. Patlan Jr., Macroeconomia - 11ed , Bookman Editora, 2013 ISBN 8-580-55185-4
  6. Marlos Vargas Ferreira, Economia , Elsevier Brasil ISBN 8-535-22744-X
  7. Terra, Cristina, Finanças Internacionais, Elsevier Brasil ISBN 8-535-27463-4
  8. Carolina Marchiori Bezerra, Inovações tecnológicas e a complexidade do sitema econômico , UNESP ISBN 8-579-83089-3
  9. Fabio Giambiagi, André Arruda Villela, Economia brasileira contemporânea, Elsevier Brasil, 2005 ISBN 8-535-21415-1
  10. Instituto Fhc, América Latina, Desafios da Democracia -Vol.1 e do Des , Elsevier Brasil ISBN 8-535-24111-6
  11. Dennis G. Zill, Michael R. Cullen, Matemática Avançada para Engenharia - Vol I, Volume 1 , Bookman, 2009 ISBN 8-577-80477-1
  12. Yunus A. Çporel, Michael A. Boles, Sistemas de Controle para Engenharia - 6ed , Bookman Editora, 2013 ISBN 8-582-60068-2
  13. Steven C. Chapra, Métodos Numéricos Aplicados com MATLAB® para Engenheiros e Cientistas - 3.ed. , McGraw Hill Brasil, 2013 ISBN 8-580-55177-3

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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