Estado principesco

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Os Estados principescos da Índia eram principados ou reinos que existiram no subcontinente indiano durante o Raj britânico e sobre os quais reinava um soberano local, chamado de "príncipe" pelos britânicos, mas que eram na verdade reis de pleno direito. Os Estados principescos gozavam de uma autonomia local e possuíam suas próprias leis, línguas, feriados, ministros e monarcas, mas se encontravam sob proteção britânica, o que os tornava essencialmente vassalos. Quando da independência em 1947, havia 641 Estados principescos, representados por uma câmara especial da assembléia legislativa indiana chamada Câmara dos Príncipes (House of Princes, em inglês).

Os dirigentes hindus menos poderosos intitulavam-se Thakur, termo de origem bengali equivalente a "xátria". A maioria dos soberanos hindus utilizava o título de rajá (ou uma de suas variantes: rai, rana, rawai, rao, raya ou rawat); os mais importantes acrescentavam o prefixo maha - que significa "grande" - como em marajá, marahana etc. Os dirigentes muçulmanos intitulavam-se nababos, à exceção do nizam de Hiderabade e dos uális (ou cãs) de Kalat e de Swat.