Fator abiótico

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A chuva é um exemplo de fator abiótico.

Em ecologia, denominam-se fatores abióticos (AO 1945: factores abióticos) todas as influências que os seres vivos possam receber em um ecossistema, derivadas de aspectos físicos, químicos ou físico-químicos do meio ambiente, tais como a luz, a temperatura, o vento e outros.[1]

Cada ecótopo, ou seja, cada tipo de paisagem sofre os efeitos de fatores abióticos particulares. Por exemplo, no ambiente marinho, o fator persistente é a salinidade, enquanto que junto à costa, são as marés. Num ambiente terrestre, como uma floresta, as características físico-químicas do solo e o clima podem ser os fatores mais importantes.

Os fatores bióticos (ou seja, os efeitos da atividade dos seres vivos no ecossistema) e abióticos estão em permanente ligação sistémica.

Fatores abióticos[editar | editar código-fonte]

  • temperatura - dá origem a alguns fenômenos:[2]
    • seres homeotérmicos - apresentam temperatura corpórea constante, pois não variam com as modificações do meio ambiente.

Ex.: Aves e mamíferos.

Ex.: Répteis, anfíbios.

    • seres estenotérmicos - são aqueles que não suportam grande variação de temperatura.
    • seres euritérmicos - são aqueles que suportam grandes variação de temperatura.
    • hibernação - é a diminuição da atividade vital de um indivíduo devido ao frio. Ex.: urso, morcego.
    • estivação - é a diminuição da atividade vital de um indivíduo devido ao calor. Ex.: quelônios.
    • migrações anuais de aves e outros animais para regiões mais quentes.
    • vida latente - é a morte aparente observada em determinadas estruturas dos seres vivos. Ex.: esporos e sementes.
    • lei de Bergman - "indivíduos que se desenvolvem em áreas frias são maiores, mas apresentam crescimento lento, enquanto que indivídos que se desenvolvem em áreas quentes são menores, mas apresentam crescimento rápido."
  • pressão - divide os seres vivos em:
    • seres euribáricos - são aqueles que suportam grande variações de pressão.
    • seres estenobáricos - são aqueles que não suportam grandes variações de pressão.
  • salinidade - divide os seres em grupos e dá origem a alguns fenômenos:
    • seres eurialinos - são aqueles que suportam grandes variações de salinidade.
    • seres estenoalinos - são aqueles que não suportam grandes variações de salinidade.
    • halófitas - vegetais que vivem em áreas com muito sal.
    • piracema - migração de peixes com finalidade reprodutiva.

rio → mar - catádromo
mar → rio - anádromo

  • humidade - divide os seres vivos em:
    • xerófitas - seres vivos que vivem em áreas secas.
    • mesófitas - seres vivos que vivem em áreas mais ou menos húmidas.
    • hidrófitas - seres vivos que vivem na água.
  • luz - divide os seres vivos em alguns grupos e dá origem a alguns fenômenos:
    • seres eurifóticos - são aqueles que suportam grandes variações de luz.
    • seres estenofóticos - são aqueles que não suportam grandes variações de luz.
    • vegetais umbrófitas - vegetais adaptados à sombra.
    • fotossíntese - processo pelo qual seres autotróficos produzem seu próprio alimento.
  • solo - nele pode-se encontrar o húmus, matéria orgânica em decomposição, que faz o solo ser fértil.
  • chuva - promove a lixiviação (lavagem do solo pelas águas da chuva).
  • vento - importante na dispersão de esporos e sementes.
  • pH - conforme o pH, pode haver condições ou não de sobrevivência dos seres vivos.
  • clima - é um conjunto de fatores abióticos, sendo constiuído basciamente pela temperatura, pressão, umidade e chuvas. Divide os seres em:
    • seres euribiontes - suportam grandes variações de climáticas.
    • seres estenobiontes - não suportam grandes variações climáticas.
  • substâncias inorgânicas - ciclos dos materiais.
  • compostos orgânicos - ligam o biótico-abiótico.
  • oxigénio e outros gases.

Referências