Frente de Libertação Nacional (Argélia)

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Principais dirigentes da F.L.N. (da esquerda para a direita: Mohamed Khider, Mostefa Lacheraf, Hocine Ait Ahmed, Mohamed Boudiaf e Ahmed Ben Bella) após sua prisão, em 22 de outubro de 1956 pelo exército francês.

A Frente de Libertação Nacional (em francês: Front de Libération Nationale - FLN -, e em árabe:( حزب جبهة التحرير الوطني وتحديات المستقبل) é um partido socialista argelino. Foi criado em 1º de novembro de 1954 como uma fusão de pequenos partidos, com o objetivo de obter a independência da Argélia frente à França.

O partido foi parte do corpo revolucionário que dirigiu a guerra pela independência. A FLN foi criada pelo Comitê Nacional de Unidade e Ação. Este comitê pretendia unir todas as facções de luta contra a França. Em 1956 quase todas as organizações nacionalistas na Argélia tinham se juntado à FLN. Nesse mesmo período a FLN se reorganizou em um governo provisório. Consistia de 5 homens fortes e um corpo legislativo.

A guerra para a independência continuou até março de 1962, quando finalmente o governo francês assinou um cessar-fogo com a FLN, como parte dos Acordos de Évian. Em julho do mesmo ano, a população argelina votou em um referendo que aprovava o cessar-fogo com a França e concordava com a cooperação econômica e social entre os dois países.

Após a independência, o partido sofreu uma cisão. Um departamento político foi criado por Ahmed Ben Bella, pelo Coronel Houari Boumédiène e por Muhammad Khidr. Ben Bella se tornou líder do partido em 1963 mas, em 1965, foi derrotado por Boumédiène, que manteve o controle do partido até a sua morte, em 1978, quando o partido reorganizou suas estruturas, as quais se mantiveram inalteradas desde então.

A FLN foi o partido único na Argélia até o fim dos anos 1980, quando a Constituição argelina foi modificada e instaurou o sistema multipartidário.

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