Guerra da Argélia
A guerra da Argélia (1954 — 1962) foi um movimento de luta pela independência da Argélia, então território francês. Caracterizou-se por ataques de guerrilha e atos de violência contra civis - perpetrados tanto pelo exército e colonos franceses (os "pied-noirs") quanto pela Frente de Libertação Nacional (Front de Libération Nationale - FLN) e outros grupos argelinos pró-independência.
O governo francês do tempo considerava criminoso ou terrorista todo ato de violência cometido por argelinos contra franceses, inclusive militares. No entanto, alguns franceses, como o antigo guerrilheiro anti-nazi e advogado Jacques Vergès, compararam a Resistência francesa à ocupação nazi com a resistência argelina à ocupação francesa.
Uma campanha de atentados anti-árabes (1950-1953) havia sido praticada por colonos direitistas, desencadeando, em contrapartida, a luta lançada pela FLN em 1954, apenas dois anos antes de a França ser obrigada a desistir do seu controle sobre a Tunísia e Marrocos.
O principal rival argelino da FLN — com o mesmo objectivo de independência para a Argélia — era o Movimento Nacional Argelino (Mouvement National Algérien - MNA), criado mais tarde, cujos apoiadores principais eram trabalhadores argelinos em França. A FLN e o MNA lutaram entre si durante quase toda a duração do conflito.
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Início das hostilidades [editar]
Na madrugada de 1º. de Novembro de 1954, militantes da FLN lançaram ataques em vários locais da Argélia, contra instalações militares, postos de polícia, armazéns, infra-estrutura de comunicações e serviços de utilidade pública..
O General Salan foi quem comandou a oposição ao processo de descolonização da Argélia.
Referências [editar]
- Texto original: Library of Congress Country Study of Algeria
- Modern Warfare: A French View of Counterinsurgency Roger Trinquier (1961)
- Rita Maran, Torture. The role of ideology in the French-Algerian war, New York: Prager Publishers 1989