Greenwashing

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Greenwashing (palavra-valise inglesa: green, verde, a cor do movimento ambientalista, e washing, lavagem, no sentido de modificação que visa ocultar ou dissimular algo; em português, "lavagem verde") é um neologismo que indica a injustificada apropriação de virtudes ambientalistas por parte de organizações (empresas, governos, etc.) ou pessoas, mediante o uso de técnicas de marketing e relações públicas. Tal prática tem como objectivo criar uma imagem positiva, diante opinião pública, acerca do grau de responsabilidade ambiental dessas organizações ou pessoas (bem como de suas atividades e seus produtos), ocultando ou desviando a atenção de impactos ambientais negativos por elas gerados.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O verbo greenwash surge em 1989, em um artigo da revista New Scientist,[1] sendo logo substantivado como greenwashing em 1991,[2] por analogia com brainwashing. [3] O termo se difunde amplamente nos anos 2006 e 2007, [4] [5] paralelamente à difusão do próprio fenômeno.

Sinais de greenwashing[editar | editar código-fonte]

  • Malefícios esquecidos . Ex.: equipamento eletrônico eficiente energeticamente, mas que contenha materiais prejudiciais;
  • Produtos verdes x empresa suja. Ex: como lâmpadas eficientes feitas em uma fábrica que polui rios;
  • Falsa analogia. Ex.: uso injustificado de cenários naturais para vender produtos ambientalmente inadequados. Ex: veículos poluidores do ar trafegando em florestas preservadas.
  • Falta de clareza. Ex.: uso de expressões vagas, como "ecologicamente amigável" (eco-friendly);
  • Falta de provas. Ex.: xampu, sabão ou detergente que alegadamente certificados, mas sem certificação ambiental verificável.
  • Promessas vagas. Ex.: produtos que se anunciam como 100% naturais, como garantia de segurança, embora muitas substâncias que ocorrem na natureza sejam prejudiciais ou tóxicas, como o arsênio e o formaldeído.
  • Irrelevância. Ex.: ênfase sobre um insignificante atributo que é "verde", quando todos os demais atributos não o são. Ex.: informar que o produto é livre de CFC, substância proibida há vinte anos.
  • Mentira. Ex.: uso de certificados ambientais que parecem ser emitidos por uma entidade reconhecida (EcoLogo, Energy Star, etc.) mas que, de fato, não o são.
  • Uso de jargão "científico" e de informações que a maioria das pessoas não é capaz de entender.
  • Dois demônios. Ex.: cigarros orgânicos ou pesticidas "ambientalmente amigáveis".[6]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Aid to disaster', New Scientist, 7 de outubro de 1989.
  2. David Beers e Catherine Capellaro Greenwash!. Mother Jones, março-abril de 1991.
  3. Merriam-Webster Dictionary: "greenwashing"
  4. Le greenwashing ou la séduction entre le dit et le non-dire : études de procédés discursifs. Por Elodie Vargas, 2009,
  5. 6 fois plus de greenwashing en 3 ans, por Frederick Curling, GreenIT, 26 de novembro de 2009
  6. The Greenwash Guide


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