Hantavirose

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Hantavirose, também conhecida como Febre Hemorrágica com Síndrome Renal ou Febre do Songo é o nome comum a diversas antropozoonoses agudas causadas por vírus[1] do gênero Hantavírus, família Bunyaviridea.[1]

Nos seres humanos a infecção costuma se apresentar a partir de variados modos, desde formas inaparentes, subclínicas, a quadros mais graves.[1]

Tipos de Hantavirose[editar | editar código-fonte]

Existem dois tipos distintos da doença: febre hemorrágica com síndrome renal (FHSR) e a síndrome cardiopulmonar pelo hantavírus (SCPH), sendo chamada também de síndrome pulmonar por hantavirose (SPH).

Descrição[editar | editar código-fonte]

Modos de transmissão e contaminação[editar | editar código-fonte]

A contaminação se dá através da inalação do vírus (aerossóis), através do contato com fezes e urina contaminadas, algumas vezes, através da ingestão de água e alimentos contaminados e também, mais recentemente, surgiram evidencias da transmissão interhumana. O período médio de incubação é de 14 dias, tendo uma variação de 4 a 42 dias.

A patogenia que levam à FHSR e a SCPH aparentemente é derivada de uma exacerbada resposta imune ao hantavírus. Quando no organismo, o vírus ataca preferencialmente os pulmões e rins. As plaquetas são infectadas havendo destruição destas, sendo observadas alterações nos exames de sangue 2 a 3 dias antes do edema pulmonar. Através desta infecção há a distribuição viral pelo organismo, inibindo a agregação plaquetária. O edema pulmonar está relacionado com a alteração na permeabilidade da parede dos vasos sanguíneos e também, à vasodilatação. O rato Silvestre é o transmissor desse vírus

Sintomas[editar | editar código-fonte]

O quadro clínico da doença varia:

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Febre hemorrágica com síndrome renal: período de incubação varia de 7 a 42 dias e infecções subclínicas e oligossintomáticas não são comuns. A evolução clínica é dividida em: febril, hipotensiva, oligúrica, diurética e de convalescênça. Inicialmente há a presença de febre alta, calafrios, cefaléia, fotofobia, mialgias, dor abdominal, náuseas e vômito; hiperemia cutânea difusa, atingindo a face, pescoço e região superior do tórax e petéquias no palato mole e axilas. A partir desta fase, é comum a recuperação lenta, mas alguns pacientes podem evoluir com hipotensão e choque. As hemorragias podem ser visualizadas na conjuntiva ocular, na pele e mucosas, no trato digestivo e no sistema nervoso central.

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Síndrome cardiopulmonar: o período de incubação estimado é de 0 a 33 dias e apresenta-se como doença febril aguda, sendo caracterizada pelo grave comprometimento cardiovascular e respiratório. Antes do aparecimento do edema pulmonar, são observados alguns sinais clínicos, como febre, mialgia, náuseas, diarreia e com menos freqüência, cefaléia, vômitos, dor abdominal, dor torácica, sudorese, vertigem, tosse e dispnéia. Pode ocorrer hiperemia conjuntival e congestão facial. Na fase cardiorespiratória há uma progressiva infiltração de líquido e proteínas no interstício e alvéolos pulmonares, levando à taquipnéia, hipoxemia e taquicardia. É comum hipotensão nesta fase da doença, podendo evoluir para choque, acompanhado de grave depressão miocárdica.

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

O diagnóstico é feito através da suspeita clínica e epidemiológica. Para confirmação, são feitos exames laboratoriais, como a imunofluorescência, E.L.I.S.A., e soroneutralização, para ambos os tipos de hantavirose. A confirmação virológica é feita através do PCR e imunohistoquímica de órgãos positivos.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Não há um tratamento específico para a hantavirose. Os casos mais graves devem ser tratados em unidades de terapia intensiva. O tratamento instituído deverá envolver medidas terapêuticas destinadas a outras infecções pulmonares.

Modos de Prevenção[editar | editar código-fonte]

As medidas de controle e profilaxia são baseadas no manejo ambiental, através de práticas de higiene e medidas corretivas no meio ambiente, como: saneamento, melhorias nas condições de vida e de moradia, juntamente com medidas de controle dos roedores (desratização).

Histórico[editar | editar código-fonte]

A doença foi observada pela primeira vez em 1950, quando aproximadamente três mil soldados das forças armadas dos Estados Unidos que lutavam na Guerra da Coreia foram contaminados, e 400 deles morreram.[2]

O estado do Paraná registrou a maior parte dos casos ocorridos no Brasil. No Paraná, o primeiro caso de hantavirose confirmado laboratorialmente foi em agosto de 1999, no município de Cruz Machado, região de União da Vitória. Mas um trabalho retrospectivo de investigação mostrou que possivelmente aconteceram casos em 1998, mas com confirmação apenas clínica e epidemiológica. Como logo após foram registrados casos em outras regiões, a Secretaria de Saúde do Paraná, intensificou o trabalho e prevenção e orientação. Após treinamento dos técnicos, foi implantada Vigilância Epidemiológica para Hantavirose nas 22 Regionais de Saúde do Estado.

Entre os casos já estudados no Paraná, chama a atenção a predominância de ocorrência em regiões com concentração de Pinus sp, onde os trabalhadores entram para cortar a madeira e passam a viver em condições inadequadas, com facilidade de acesso de roedores silvestres que contaminam o ambiente com fezes e urina, transmitindo assim a doença.

Como é uma doença com letalidade de até 70% (diminuída sensivelmente no Estado - cerca de 33% - devido à agilização do diagnóstico e tratamento adequado), a Secretaria de Saúde vem investindo em atividades educativas voltadas à população em geral e trabalho específicos com profissionais de saúde, empresários do ramo de madeira e trabalhadores rurais. Foram elaborados manuais para diagnóstico e tratamento, além de panfletos explicativos e fitas de vídeo. Através de uma resolução conjunta do IBAMA e IAP - Instituto Ambiental do Paraná, os técnicos conseguiram que os locais de habitação temporária dos trabalhadores fossem construídos de forma a dificultar o acesso do rato que transmite a doença.

Referências

Fonte[editar | editar código-fonte]

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A hantavirose é uma doença transmitida por ratos silvestres.