Hypochaeris glabra

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Hypochoeris glabra fruits 2003-05-19.jpg

Classificação científica
Reino: Plantae
(sem classif.) angiospérmicas
(sem classif.) eudicotiledóneas
(sem classif.) asterídeas
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Tribo: Cichorieae
Género: Hypochaeris
Espécie: H. glabra
Nome binomial
Hypochaeris glabra
L.

Hypochaeris glabra é uma planta da família Asteraceae. Os seus nomes comuns podem ser hipoquere-pelada, leituga e leituga-pelada.[1]

É uma espécie nativa da Eurásia e norte de África, normalmente anual, com roseta basal de folhas brilhantes quase glabras. Os talos são espaçadamente ramosos, erectos, de 10-40 cm, com poucas escamas em forma de brácteas. As folhas, em rosetas, glabras ou ciliadas, têm 2 a 10 cm de comprimento, sem recortes ou com pequenos lóbulos, ovadas ou deltóides, de cor verde, por vezes com ligeira coloração púrpura perto das nervuras. Os capítulos possuem entre 0,5 e 1,5 cm de diâmetro, com flores liguladas amarelas, que não são mais largas que o invólucro (com menos de 1 cm), que têm brácteas pontiagudas lanceoladas em várias fileiras. As brácteas interiores possuem comprimento quase igual ao das flores.Floresce desde a Primavera até ao Outono (Abril a Setembro). Os cotilédones podem ter a forma elíptica a ovada, com a ponta clavada, sem pêlos. O fruto é um aquénio (cipsela) com um papus de cor branca com cerca de 1 cm de comprimento.

Esta espécie pode ser confundível com Hypochoeris radicata L.

Hypochaeris glabra foi descrita por Carolus Linnaeus e publicada em Species Plantarum 2: 811. 1753.[2]

Em Portugal, ocorre em praticamente todo o país.

Usos[editar | editar código-fonte]

As folhas jovens podem servir de alimento, cruas ou cozinhadas.[3] Possuem um gosto ligeiramente amargo e são usadas como alimento de emergência.[4]

A raiz serve como laxativo, diurético e tónico. As folhas são adstringentes. A planta, como um todo é vulnerária.[5]

Pode ser usada contra doenças dos pulmões.[6]

Habitat[editar | editar código-fonte]

Ocorre em campos com plantas herbáceas, em dunas, em terrenos pedregosos, arenosos, em azinhais, matagais e em terrenos incultos.

Citologia[editar | editar código-fonte]

O número de cromossomas de Hypochaeris glabra (Fam. Compositae) e táxones infraespecíficos é 2n=10[7]

Sinonímia[editar | editar código-fonte]

Segundo a base de dados Global Compositae Checklist, a espécie tem 35 sinónimos.[8] A base de dados The Plant List indica 16 sinónimos.[9]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Hypochaeris_glabra. Flora Digital de Portugal. jb.utad.pt/flora. Página visitada em 5 de Dezembro de 2012.
  2. Hypochaeris glabra. Tropicos.org. Missouri Botanical Garden. Página visitada em 15 de agosto de 2012.
  3. Cribb. A. B. and J. W. Wild Food in Australia. Fontana ISBN 0-00-634436-4
  4. Kunkel. G. Plants for Human Consumption. Koeltz Scientific Books ISBN 3874292169
  5. Chopra. R. N., Nayar. S. L. and Chopra. I. C. Glossary of Indian Medicinal Plants (Including the Supplement). Council of Scientific and Industrial Research, New Delhi.
  6. HYpermedia for Plant Protection. Página visitada em 5 de Dezembro de 2012.
  7. Números cromosomáticos de plantas occidentales, 533-538. Izuzquiza, A. (1989) Anales Jard. Bot. Madrid 45(2): 509-513
  8. Global Compositae Checklist. Página visitada em 5 de Dezembro de 2012.
  9. Hypochaeris glabra em The Plant List

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BATTANDIER, J. A. & TRABUT, M. (1888). Flore de l'Algérie. Dicotyledones. [1-184] Monocotyledones par L. Trabut. [p.535]
  • JAHANDIEZ, E. & R. MAIRE (1934). Catalogue des Plantes du Maroc. [vol. 3] Minerva, Lechevalier éds., Alger. [p.831]
  • QUÉZEL, P. & S. SANTA (1963). NOUVELLE FLORE DE L'ALGÉRIE et des régions désertiques méridionales. vol. [2] CNRS., Paris. [p.1057]
  • TUTIN, T. G. & al. (ed.) (1976). Flora Europaea. (vol.4) Cambridge University Press, Cambridge. [p.309]
  • POTTIER-ALAPETITE, G (1981). Flore de la Tunisie [vol. 2]. Publié par les soins de A. NABLI. Ministère de l'Enseign. Sup. et de la Rech. Scient. et Ministère de l'Agric. Tunis. [p.1089]
  • ALI, S. I., S. M. H. JAFRI & A. EL GADI (ed.) (1989). Flora of Libya. Al Faateh University. Tripoli. [p.346]
  • VALDES, B., S. TALAVERA & E. FERNANDEZ-GALIANO (ed.) - (1987). Flora Vascular de Andalucía Occidental, vol. 3 Ketrès éditoria, Barcelona. [p.104]
  • HANSEN, A. & P. SUNDING (1993). Flora of Macaronesia. Checklist of vascular plants. 4. revised edition. Sommerfeltia 17: [1-295]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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