José Maria Vieira Mendes
José Maria Vieira Mendes (Lisboa, 1976) é um dramaturgo português.
Foi colaborador do jornal da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Os Fazedores de Letras. Frequentou, em 2000, a International Residency do Royal Court Theatre de Londres. Esteve em 2005 em Berlim com uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian.
Escreveu Dois Homens, Morrer, Crime e Castigo, Lá Ao Fundo o Rio, Chão e T1. Traduziu, entre outros, teatro de Samuel Beckett, Duncan McLean ), Jon Fosse, Harold Pinter, Heiner Müller ou Rainer Werner Fassbinder . É um dos responsáveis pela edição do Teatro de Bertolt Brecht nos Livros Cotovia.
O seu trabalho no teatro está de várias formas ligado à companhia Artistas Unidos e é, desde 2008, membro do colectivo Teatro Praga.
Foram produzidas, entre outras, as suas peças "Dois homens" (1998), "Lá ao fundo o rio" (2000), "T1" (2003), "Se o mundo não fosse assim" (2004), "A minha mulher" (2007), "O Avarento ou A última festa" (2007), "Onde vamos morar" (2008), "Aos Peixes" (2008) e as peças curtas "Proposta Concreta" (2005), "Intervalo" (2006) e "Domingo" (2007). Mais recentemente escreveu "Ana" (2008), "Padam Padam" (2009) e "Paixão Segundo Max" (2010).
Algumas das suas peças foram já traduzidas para inglês, francês, italiano, espanhol, polaco, norueguês, eslovaco, sueco e alemão, com produções na Alemanha, Áustria e Suécia.
Foi distinguido com o Prémio Revelação Ribeiro da Fonte 2000 do Instituto Português das Artes do Espectáculo, Prémio ACARTE/Maria Madalena Azeredo Perdigão 2000 da Fundação Calouste Gulbenkian, Prémio Casa da Imprensa de 2005 para a área de Teatro, e Prémio Luso-Brasileiro de Dramaturgia António José da Silva 2006, atribuído pelo Instituto Camões (Portugal) e Funarte – Fundação Nacional de Arte (Brasil), pela peça "A Minha Mulher".
Parte da sua obra foi publicada no volume "Teatro", editado pelos Livros Cotovia.