Krzysztof Kieślowski

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Krzysztof Kieślowski
Busto a Krzysztof Kieślowski na ala das celebridades em Kielce
Nascimento 27 de junho de 1941
Varsóvia
Morte 13 de março de 1996 (54 anos)
Varsóvia
Nacionalidade Polónia polonês
Cônjuge Maria Cautillo (1967-1996)
Ocupação cineasta
Principais trabalhos
Religião Catolicismo romano

Loudspeaker.svg? Krzysztof Kieślowski (Varsóvia, 27 de junho de 1941 — Varsóvia, 13 de março de 1996) foi um diretor de cinema da Polónia. Estudou cinema na Escola de Teatro e Cinema de Lodz, por onde também passaram os cineastas Roman Polański e Andrzej Wajda.

Biografia[editar | editar código-fonte]

A carreira de Kieślowski divide entre a fase polonesa e a francesa. Depois de concluir a faculdade, o jovem diretor começa a produzir documentários. A vida dos trabalhadores e dos soldados era o foco principal desses filmes. A narrativa dos documentários passa a influenciar os primeiros filmes de ficção do diretor. "A Cicatriz", "Blind Chance" e "Amador" são exemplos desse estilo.

Mais tarde, Krzysztof Kieślowski realizou para a Televisão Polonesa uma série de filmes baseados nos Dez Mandamentos (chamada Decálogo) - um filme por mandamento, todos tratando de conflitos morais. Dois deles foram posteriormente produzidos, transformados em longa-metragens: Não Matarás e Não Amarás. A forma de contar a história muda nesta fase. O diretor passa a usar uma quantidade mínima de diálogos, concentrando-se no poder da imagem e das cores. As palavras são substituídas por uma poesia imagética.

O cineasta aprimora seu estilo ao realizar seus próximos filmes. Os quatro últimos filmes do diretor foram realizados através de uma produção francesa: "A dupla vida de Veronique" (estrelando Irène Jacob) e a Trilogia das Cores (A liberdade é azul, A Igualdade é Branca e A Fraternidade é Vermelha). A trilogia das cores foram filmes os quais deram um maior sucesso comercial ao diretor. São baseados nas cores da bandeira francesa e no slogan da revolução do país. O toque de Kieslowski está na sua representação das palavras liberdade, igualdade e fraternidade e na forma que as cores dão o ambiente psicológico da história. Outro ponto interessante é reparar no cruzamento de elementos em comum entre os três filmes.

Depois do último filme da trilogia o diretor anunciou a sua aposentadoria devido ao fato de estar cansado de fazer cinema. Porém, começa a escrever o roteiro da trilogia "Paraíso, Purgatório e Inferno", baseada na Divina Comédia de Dante Alighieri. Kieślowski morre em 1996, aos 54 anos, sem concluir esses filmes. Em 2002, Tom Twyker filma o roteiro de "Paraíso", idealizado pelo diretor polonês.

Morte[editar | editar código-fonte]

Pouco menos de dois anos depois de anunciar sua aposentadoria, Krzysztof Kieślowski morreu em 13 de março 1996, com 54 anos de idade durante uma cirurgia de coração na sequência de um ataque cardíaco, e foi enterrado no Cemitério Powązki em Varsóvia. Seu túmulo está localizado dentro do Prestígio 23 e tem uma escultura do polegar e dedo indicador das duas mãos, formando um modo de exibição clássico como se fosse uma câmera de filme. A pequena escultura é em mármore preto sobre um pedestal pouco mais de um metro de altura. A laje com o nome e as datas de Kieślowski encontra-se abaixo. Ele foi socorrido por sua esposa Maria e sua filha Marta.

Longa-metragens[editar | editar código-fonte]

Prémios e nomeações[editar | editar código-fonte]

  • Recebeu uma nomeação ao Óscar de Melhor Realizador, por "A Fraternidade é Vermelha" (1994).
  • Recebeu uma nomeação ao Óscar de Melhor Argumento Original, por "A Fraternidade é Vermelha" (1994).
  • Recebeu uma nomeação ao BAFTA de Melhor Realizador, por "A Fraternidade é Vermelha" (1994).
  • Recebeu uma nomeação ao BAFTA de Melhor Filme Estrangeiro, por "A Fraternidade é Vermelha" (1994).
  • Recebeu uma nomeação ao BAFTA de Melhor Argumento Original, por "A Fraternidade é Vermelha" (1994).
  • Recebeu duas nomeações ao César de Melhor Filme, por "A Liberdade é Azul" (1993) e "A Fraternidade é Vermelha" (1994).
  • Recebeu duas nomeações ao César de Melhor Realizador, por "A Liberdade é Azul" (1993) e "A Fraternidade é Vermelha" (1994).
  • Recebeu duas nomeações ao César de Melhor Argumento Original, por "A Liberdade é Azul" (1993) e "A Fraternidade é Vermelha" (1994).
  • Recebeu duas nomeações ao Independent Spirit Awards de Melhor Filme Estrangeiro, por "A Dupla Vida de Veronique" (1991) e "A Fraternidade é Vermelha" (1994). Venceu por "A Fraternidade é Vermelha".
  • Recebeu uma nomeação ao European Film Awards de Melhor Argumento, por "Paraíso" (2002).
  • Ganhou o Prémio do Júri no Festival de Cannes, por "Não Matarás" (1988).
  • Ganhou o Prémio Ecuménico do Júri no Festival de Cannes, por "A Dupla Vida de Veronique" (1991).
  • Ganhou duas vezes o Prémio FIPRESCI no Festival de Cannes, por "Não Matarás" (1988) e "A Dupla Vida de Veronique" (1991).
  • Ganhou o Urso de Prata de Melhor Realizador no Festival de Berlim, por "A Igualdade é Branca" (1994).
  • Ganhou o Leão de Ouro no Festival de Veneza, por "A Liberdade é Azul" (1993).
  • Ganhou o Prémio FIPRESCI no Festival de Veneza, por "Decálogo" (1989).
  • Ganhou o Prémio Especial do Júri no Festival de San Sebastian, por "Não Amarás" (1988).
  • Ganhou duas vezes o Prémio OCIC no Festival de San Sebastian, por "Não Amarás" (1988) e "Decálogo" (1989).
  • Ganhou o Prémio Bodil de Melhor Filme Não-Americano, por "A Fraternidade é Vermelha" (1994).
  • Ganhou duas vezes o Prémio Bodil de Melhor Filme Europeu, por "Não Matarás" (1988) e "Decálogo" (1989).
  • Ganhou o Prémio da Crítica na Mostra de Cinema de São Paulo, por "Decálogo" (1989).
  • Ganhou o Prémio do Público na Mostra de Cinema de São Paulo, por "Não Amarás" (1988).