Lina Cavalieri

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Lina Cavalieri retratada por Giovanni Boldini
The Shadow of Her Past (1916)

Lina Cavalieri (Viterbo, 25 de dezembro de 1874Florença, 7 de fevereiro de 1944) foi uma cantora de ópera italiana, da belle epoque.

Muito bonita, dela se enamorou o príncipe russo Sergei, que lhe custeou os estudos.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Seu nome de batismo era Natalina Cavalieri. Ficou órfã aos 15 anos, passando à custódia do estado, sendo enviada para viver num orfanato católico. Jovem inquieta e ativa, sentindo-se infeliz sob a guarda de freiras, fugiu junto a um grupo teatral ambulante.

Possuidora de bela voz, a jovem foi a Paris onde as portas se lhe abriram e passou a apresentar-se por toda a Europa. Desenvolvendo o canto para a ópera, Lina tornou-se uma das maiores soprano de sua época. Sua estréia como tal deu-se em Portugal, em 1900, mesmo ano em que se casou com seu primeiro marido, o príncipe russo Sergei Bariatonsky.

Em 1904 cantou na Ópera de Monte Carlo e, em 1905, apresentou-se no Sarah Bernhardt Theatre, em Paris, ao lado de Enrico Caruso na ópera Fedora de Umberto Giordano. Dali, apresentaram-se, a 5 de dezembro de 1906 no Metropolitan Opera, de Nova York.

Permaneceu nos Estados Unidos nas duas temporadas seguintes, executando com Caruso, em 1907, a ópera de Puccini, Manon Lescaut.

Sua beleza era considerável para a época, sendo chamada com freqüência de "A mulher mais bonita do mundo", segundo os padrões de então, quando os espartilhos ditavam uma estética em que o corpo feminino assemelhava-se a uma ampulheta.

Durante a temporada de 1909-10, cantou na Manhattan Opera Company, de Oscar Hammerstein. Seu casamento chegou ao fim, casando-se com Robert Winthrop Chanler, proeminente membro da família Astor, de Nova York - um enlace que teve curta duração.

Voltando para a Europa, Cavalieri tornou-se estrela favorita na corte russa pré-revolucionária, em São Petersburgo.

Durante sua carreira, Cavalieri cantou com outros grades nomes da ópera, como o barítono italiano Titta Ruffo e o tenor francês Lucien Muratore, com quem ela se casou em 1913.

Depois dessa última temporada, Cavalieri montou uma loja em Paris. Em 1914, às vésperas dos seus 40 anos, e ainda conservando a beleza da juventude, escreveu uma coluna sobre beleza, numa revista feminina, e publicou o livro "Meus segredos de beleza".

Em 1915 voltou à Itália natal, onde realizou alguns filmes. Quando este país envolveu-se na I Guerra Mundial, foi para os Estados Unidos, onde protagonizou quatro filmes mudos. Seus três últimos filmes foram produzidos por seu amigo, o diretor belga Edward José.

Casando-se pela quarta vez com Paolo d'Arvanni, Cavalieri passou a mora com o esposo na Itália. Estava já com cerca de sessenta anos quando estoura a II Guerra Mundial, e ela ofereceu-se como enfermeira voluntária. Morreu em 1944, quando sua casa em Florença foi bombardeada pelas forças Aliadas.

Sua vida foi retratada no filme La donna più bella del mondo, sendo vivida por Gina Lollobrigida.

Filmografia[editar | editar código-fonte]

  • The Two Brides (1919)
  • A Woman of Impulse (1918)
  • Love's Conquest (1918)
  • The Eternal Temptress (1917)
  • La Rosa di Granada (1916)
  • La Sposa della morte (1915)
  • Manon Lescaut (1914)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]