Lubumbashi

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Lubumbashi
—  Cidade  —
Vista de Lubumbashi
Vista de Lubumbashi
Brasão de armas de Lubumbashi
Brasão de armas
Lubumbashi está localizado em: República Democrática do Congo
Lubumbashi
Localização de Lubumbashi na República Democrática do Congo
11° 40' S 27° 28' E
País  República Democrática do Congo
Província Haut-Katanga
Fundação 1910
Distritos
Administração
 - Governador Moise Katumbi
Área
 - Total 747 km²
Altitude 1 280 m (4 199 pés)
População (2010)
 - Total 1 488 000
    • Densidade 1 992/km2 
Fuso horário +2 (UTC)

Lubumbashi é a capital e a maior cidade da província do Haut-Katanga, na República Democrática do Congo. Localiza-se no Sudeste do país, perto da fronteira com a Zâmbia. Tem cerca de 1,13 milhão de habitantes. Foi fundada em 1910 por belgas, sendo designada de Elisabethville até 1966. Foi a capital do Katanga durante a época em que a província declarou a independência, no governo de Moïse Tshombe.

Geografia[editar | editar código-fonte]

A cidade fica a 1000 metros do nível do mar, entre os rios Kafue e Zambezi, na fronteira com a Zâmbia. Também se localiza ali um divisor de águas da África Austral, sendo que o Rio Kafubu corre para o norte (Lago Mweru), enquanto os rios já citados correm para o sul do continente. Os outros rios que correm na cidade são: Rio Kampemba, Rio Karavya, Rio Lubumbashi, Rio Lwano, Rio Navyundu e Rio Rwashi. O clima é subtropical úmido, de verões quentes e chuvosos(novembro a março) e invernos secos (abril a outubro). A média de temperatura é de 20ºC, com a máxima de 38ºC e mínima de 10ºC. O solo é rico em minérios (Cobre).


História[editar | editar código-fonte]

A cidade foi fundada por belgas, com o nome de "Elisabethville", em honra à rainha Isabel da Baviera, esposa do rei Alberto I. Sua localização era privilegiada, pois se encontrava próxima a mina "Etoile du Congo", e dos fornos da Union Miniére du Haut-Katanga, um consórcio anglo-belga. Em 1906 a empresa semiprivada "Comité Special du Katanga" começou a operar nas minas de Lubumbashi. Nos anos 20 a cidade chegou a ser uma das maiores exploradoras de cobre do mundo. Era a segunda cidade mais importante do Congo Belga, depois da capital, Leopoldville (hoje Kinshasa). Em 1911 foram criadas duas escolas: o Institut Marie-José e o Collège Saint-François de Sales. No início do século XX houve uma grande migração de europeus para a cidade, a maioria deles belgas, judeus, italianos e britânicos. Na época o centro da cidade era reservado aos europeus, enquanto que a maioria da população congolesa morava na periferia, em uma localidade chamada "Cité Indigene (Quartier Albert)" (hoje Kamalondo). Boa parte das pessoas que moravam nesta localidade também eram imigrantes, porém, eram procedentes da Rodésia do Norte (hoje Zâmbia) e da Ruanda, que na época também era colônia belga. [1] Mais tarde, com o aumento da população, mais três "Cités Indigenes" foram criadas: Kenia, Katuba e Ruashi. Em 1941 houve uma greve de mineiros, dado que o governo belga, em nome do "esforço de guerra", praticava condições subumanas no serviço das minas.[2] . Muitos grevistas foram mortos. Em 1944 houve outra revolta, com o motim da força pública em Luluaburg[3] . Em 1955 foi inaugurada a Universidade de Elisabethville, hoje Universidade de Lubumbashi. Após a independência da República Democrática do Congo, houve a separação do Estado de Katanga, sob a liderança de Moise Tshombe com sua capital em Lubumbashi. A Crise do Congo, como foi chamada, foi uma época bastante conturbada, com uma guerra civil para a retomada do território pelas autoridades do governo central, além da contribuição belga para a separação do Katanga. Em 1963 o Katanga voltou a fazer parte da República Democrática do Congo, que depois se transformaria em Zaire. Em 1967 Mobutu Sese Seko nacionaliza a Union Miniére du Haut-Katanga, transformando-a na companhia Gecamines. Nos combates contra a ditadura de Mobutu Sese Seko, Laurent-Désiré Kabila chega em 1997 em Lubumbashi, onde se declarou presidente do país quando Mobutu saiu de Kinshasa.

Economia[editar | editar código-fonte]

Lubumbashi é uma grande produtora de cobre e exportadora de zinco, estanho, cobalto e carvão mineral. Possui um parque industrial têxtil e de alimentação, além de olarias. Também é um grande centro comercial.

Esportes[editar | editar código-fonte]

Lubumbashi entrou para a história do futebol mundial no dia 14 de Dezembro de 2010, a partir do apito final do árbitro holandês Bjorn Kuipers, na partida do Mazembê contra o S.C. Internacional, do Brasil, onde venceu o jogo pela contagem de 2 X 0, recebendo, assim, o direito de disputar a final do Mundial de Clubes da FIFA, inédita para o futebol africano. Em Lubumbashi, o Mazembe joga no Estádio Frederic Kibassa Maliba, também conhecido como "Municipal".

Cultura e turismo[editar | editar código-fonte]

Além da Universidade de Lubumbashi, também existe a Universidade Protestante de Lubumbashi e os institutos: (Instituto Superior Pedagógico, Instituto Superior de Estatística, Instituto Superior de Estudos Sociais). Na cidade existe um zoológico, um jardim botânico e o Museu Nacional de Lubumbashi.

Transporte[editar | editar código-fonte]

A cidade é servida pelo Aeroporto Internacional de Lubumbashi. Por terra, há saídas para o norte Route Nationale 05, em direção a Bukavu, e para o litoral (Route Nationale 01), que também leva a capital, Kinshasa. Essa mesma rota vai em direção a Zâmbia (via Sakania). Outra rota para a Zâmbia é pela Route Nationale 37, via Kipushi. O transporte ferroviário em Lubumbashi é feito pela Ferrovia Lubumbashi-Ilebo, de propriedade da Sociedade dos Caminhos de Ferro do Congo. Ali também havia um ramal para o Caminho de Ferro de Benguela, que hoje está desativado.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Lubumbashi é dividida em 5 comunas: Annexe, Kamalondo, Kampemba, Katuba, Kenya, Lubumbashi e Rwashi.

Línguas[editar | editar código-fonte]

Embora a Língua francesa seja oficial no país, também é muito falado a língua bemba.

Saúde[editar | editar código-fonte]

A cidade possui vários hospitais, dentre os mais importantes são o Hospital Gecamines Sud e o Hospital Sendwe.

Cidades irmãs[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Fetter, Bruce (1976), The Creation of Elisabethville, 1910-1940, Stanford: Hoover Institution Press.
  2. Dibwe dia Mwembu, Donatien (2001), Histoire des conditions de vie des travailleurs de l’Union Minière du Haut-Katanga et Gécamines, 1910-1999, Lubumbashi : Presses Universitaires de Lubumbashi.
  3. Rubens, Antoine (1945), Dettes de guerre, Lubumbashi: L'essor du Congo.