Marcha militar

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Soldados chineses do Exército de Libertação Popular marchando.

A marcha militar é o modo organizado, uniforme, constante e rítmico de andar, normalmente associado com tropas militares.

A marcha está frequentemente associada a desfiles militares e música de marcha.

Marchar é parte do treinamento básico nas institutições militares na maioria dos países. Em grande parte dos casos, marchar usa um sistema de ordem unida. Aprender a marchar obedecendo comandos é considerado uma forma de ensino da disciplina aos soldados.

Na Irlanda do Norte, marchar é uma parte significativa da cultura, com centenas de marchas ocorrendo todos os anos. Estas são normalmente organizadas por grupos como a Ordem de Orange, que traz a maior parte dos participantes. Música é feita pelas bandas marciais. Marchar é frequentemente visto como um símbolo de controle sobre uma área particular e também como uma atividade sectarista.[1]

História[editar | editar código-fonte]

O passo estável e regular da marcha foi uma característica marcante das legiões romanas. Vegécio, o autor do único estudo sobrevivente sobre a instituição militar no Império Romano, De Re Militari, reconheceu a importância da "constante prática da marcha conjunta e rápida. Nada é mais importante na marcha ou na fila do que a necessidade de manter seus postos com exatidão grandiosa. Para as tropas que marcham de maneira irregular e desordenada sempre há grande perigo de derrota. Elas devem marchar com o passo militar comum vinte milhas em cinco horas de um verão, e com o passo completo, que é mais rápido, vinte e quatro milhas no mesmo número de horas. Se passarem deste ritmo, não mais estão marchando, mas correndo, e nenhuma frequência certa pode ser fixada."[2]

A marcha de formações militares terrestres na batalha foi uma prática comum na maioria dos países europeus por séculos e foi até trazida para o novo mundo, já presente na Guerra da Independência dos Estados Unidos. Desde então, tem desaparecido pelos avanços na tecnologia e táticas militares.

Referências

  1. Dominic Bryan. Orange Parades: The Politics of Ritual, Tradition and Control. [S.l.: s.n.], 2000. ISBN 0745314139.
  2. De Re Militari, Livro I: The Selection and Training of New Levies (A Seleção e Treinamento de Novos Impostos)