Maria de Padilla

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Dona Maria de Padilla, filha de Juan Garcia de Padilla e Maria González de Henestrosa, nasceu em Palencia, por volta de 1334, e faleceu em 1361, na mesma cidade.[1]

O Encontro com Dom Pedro I de Castela[editar | editar código-fonte]

Maria de Padilla foi apresentada a Dom Pedro I por intermédio de João Afonso de Albuquerque, o senhor de Alburquerque, mordomo-mor de Maria de Portugal ( rainha de Castela) e artífice do casamento de Dom Pedro I de Castela, com Branca de Bourbon. Maria de Padilla tornou-se amante de Dom Pedro e passou a influenciá-lo nas mais importantes decisões. Foi graças a Maria de Padilla, em 1353 que Dom Pedro I de Castela, o jovem rei de 19 anos, escolheu governar como um autocrata apoiado no povo, casando-se com Branca de Bourbon como forma de fortalecer os laços políticos criando um aliança entre Castella e França.

O Casamento de Dom Pedro I e Branca de Bourbon[editar | editar código-fonte]

Mesmo contra a vontade da própria Branca de Bourbon, no dia 25 de fevereiro de 1353, ela chega em Valladolid, com seu séquito chefiado pelo Visconde de Narbona, para assumir seu lugar como esposa de Dom Pedro I de Castela, mas Pedro I encontrava-se em Torrijos com Maria de Padilla prestes a dar à luz. Em 3 de junho, do mesmo ano, houve a cerimônia da boda de Pedro I de Castela com Branca de Bourbon, apadrinhada por Dom Juan Afonso de Albuquerque e sua tia Leonor de Aragão. Três dias mais tarde, após romper a aliança com a França, o rei Dom Pedro I abandona sua esposa e volta se dirige a Puebla de Montalbán, onde Maria de Padilla se encontrava.

O Casamento Secreto de Maria de Padilla[editar | editar código-fonte]

Após uma breve reconciliação com seu amado Dom Pedro I, Maria de Padilla parte, juntamente com Dom Pedro I de Castela, para Olmedo, onde se casaram secretamente.

Os Filhos de Maria Padilla e Dom Pedro I de Castela[editar | editar código-fonte]

María de Padilla e Dom Pedro I de Castela tiveram quatro filhos.

O Assassinato de Branca de Bourbon[editar | editar código-fonte]

O partido político, adverso a Pedro I de Castela, descobre que ele havia se casado, secretamente, com Maria Padilla e exerce pressão política contra o reinado de Dom Pedro I. Don Beltran de la Sierra, núncio do papa, intimou o rei a retomar Branca como sua esposa. O rei, entretanto, preferiu mantê-la afastada, mandando-a de Siguenza para Jerez de la Frontera e, mais tarde, para Medina Sidonia até que em 1361 Branca de Bourbon é envenenada e morta, aos vinte e cinco anos, pelo ballestero Juan Perez de Rebolledo.

A Morte de Maria Padilla[editar | editar código-fonte]

Alguns meses após a morte de Branca de Bourbon, em Medina Sidonia, Maria Padilla morre durante a pandemia da peste bubônica de 1361 e seus restos mortais são sepultados em Astudillo, onde ela havia fundado um convento.

Dom Pedro I de Castela nunca se conformou com a morte prematura de sua amada, a eterna Maria Padilla, tanto que um ano depois, em uma Corte celebrada em Sevilha, declarou diante dos nobres que sua primera e única esposa havía sido Dona Maria Padilla. Com o Arcebispo de Toledo considerando justas e honrozas as razões que levaram Dom Pedro I de Castela a abandonar Branca de Bourbon, tendo em vista os conflitos com os Franceses, Pedro I deparou-se com uma Corte disposta a ratificar a afirmação de seu rei e assumir Maria Padilla como a legítima rainha.

Com a confirmação de que Maria Padilla foi a única esposa do rei Dom Pedro I de Castela, seus restos mortais foram transferidos para a Capela dos Reis na Catedral de Sevilla.

Bibliografias Consultadas[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. MAZENOD, Lucienne; SCHOELLER, Ghislaine. Diccionario de Mujeres Célebres. Editorial: Anaya & Mario Muchik. Madrid, 1996. (1996, p. 785)
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