Catedral de Sevilha

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Pix.gif Catedral, Alcazar e Arquivo das Índias em Sevilha *
Welterbe.svg
Património Mundial da UNESCO

Sevila10.JPG
Catedral de Sevilha
País Espanha
Critérios i, ii, iii, vi
Referência [1]
Coordenadas 37.23.1,8 N 5.59.29,6 O
Histórico de inscrição
Inscrição 1987  (11ª sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.

A Catedral de Sevilha, também conhecida como Catedral de Santa Maria da Sede, é a maior da Espanha, e o terceiro templo maior do mundo atrás do San Pedro do Vaticano no Vaticano e São Paulo em Londres.

A catedral foi declarada Património da Humanidade pela UNESCO, no ano de 1987, integrado no sítio Catedral, Alcazar e Arquivo das Índias em Sevilha.

Segundo a tradição, a construção começou em 1401, embora não haja constância documental do começo dos trabalhos até 1433. Foi edificada no solar que ficou após a demolição da antiga Mesquita Alfama de Sevilha.[1]

Em 2008, foi encontrado o plano mais antigo que se conhece da Catedral de Sevilha no Mosteiro de Bidaurreta de Oñate (Guipúscoa), o qual foi realizado cerca de 1490.[2] Este plano, uma vez estudado, contribuíu com importantes dados sobre a construção do edifício.[3]

Um dos seus primeiros mestres-de-obras foi Maese Carlin (Charles Galter), procedente da Normandia (França), que trabalhara previamente em outras grandes catedrais góticas europeias e poderia ter chegado à Espanha fugindo da Guerra dos Cem Anos. Em 10 de outubro de 1506 foi colocada a pedra postreira na parte mais alta do zimbório, com o que simbolicamente a catedral ficava finalizada, embora na realidade continuassem os trabalhos ininterrompidamente por séculos, tanto para a decoração interior, como para acrescentar novas dependências ou consolidar e restaurar os estragos do passar do tempo, ou circunstâncias extraordinárias, como o terramoto de Lisboa de 1755 que apenas produziu danos menores apesar da sua intensidade.[4] Nestas obras intervieram os arquitetos Diego de Riaño, Martín de Gainza e Assénsio de Maeda. Também nesta etapa Hernán Ruiz edificou o último corpo da Giralda. A catedral e as suas dependências ficaram terminadas em 1593.[5]

O Cabido Metropolitano mantém a liturgia diária e a celebração das festividades do Corpus Christi, a Imaculada e a Virgem dos Reis. Neste templo encontra-se o corpo do famoso navegante Cristóvão Colombo e o do rei Fernando III de Castela (1199-1252), canonizado em 1671 como São Fernando, sendo papa Clemente X.[6]

A última obra de importância realizada aconteceu em 2008 e consistiu na substituição de 576 silhares que moldavam um dos grandiosos pilares que sustentam o templo, por novos blocos de pedra de características similares mas com maior resistência. Este trabalho foi possível graças ao emprego de novos sistemas tecnológicos que demonstraram que o edifício sofria diariamente umas oscilações de 2 cm como consequência da dilatação dos seus materiais. [7]

Sepultados na Catedral[editar | editar código-fonte]

Interior da Catedral de Sevilha.

Referências

  1. Aula Hernán Ruiz (2010). fidas.es: La montaña hueca.
  2. González, Marian (21 de julho de 2008). elcorreodigital: Un tesoro entre las piedras.
  3. ABC de Sevilla (24 de abril de 2009). abcdesevela.es: Los diseñadores originales de la Catedral pensaron e derruir la Giralda.
  4. Lineros Ríos, Manuel; Pereja López, Enrique F.. Iglesias y Conventos de Sevilla. [S.l.: s.n.], 2008. OCLC 304341880.
  5. Navascués Palacio, Pedro; Sarthou Carreres, Carlos. Catedrales de España. [S.l.: s.n.], 1997. OCLC 9683540.
  6. Agencia EFE (31 de julho de 2006). eluniversal.com: Restos de Colón están en Sevilla, según estudio de ADN.
  7. Gómez Palas, José (29 de setembro de 2009). La Catedral se mueve al día hasta 2 centímetros.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este(a) artigo sobre capela, igreja ou catedral é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.


O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Catedral de Sevilha