Monodia (música)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Capa do tratado de Caccini, Le Nuove Musiche


Monodia (do gr. monodía, pelo lat. monodia), em Música, (i) é o canto a uma só voz, sem acompanhamento ou, (ii) no Século XVI, é o canto a uma só voz, com acompanhamento de alaúde ou de baixo contínuo.
Na etimologia entendemos que significa uma canção cantada por uma pessoa. O estilo monódico, depois de 1600, refere-se ao recitativo, à ária de corte, à cantata, à ópera, ao Lied, à melodia, à Canção Artística em geral.
Na poesia, o termo monodia se tornou referência a um poema qual uma pessoa lamenta a morte de outra. Já no contexto de literatura da Grécia antiga, monodia podia simplesmente ser uma referência a poesia cantada por um cantor , em vez de um coral.

Monodia e Monofonia[editar | editar código-fonte]

Monodia pode, em parte, ser sinônimo de monofonia, quando esta segunda refere-se à: Música constituída por uma única linha melódica, sem acompanhamento. Existe uma similaridade entre esta definição de monofonia com a primeira definição de monodia, acima ("i"). Contudo, monodia está em oposição a homofonia e a polifonia.

Monodia na História[editar | editar código-fonte]

Embora tal gênero ser encontrado em várias culturas através dos tempos, o termo monodia é especificamente aplicado a canção Italiana do início do Século XVII. Monodia contrasta com polifonia em que cada parte é igualmente importante, e na homofonia, em que o acompanhamento não é ritimicamente independente. O termo é usado tanto para o estilo quanto para canções individuais (assim alguém pode falar de monodia como um todo, ou como uma monodia específica somente). O termo é uma invenção dos acadêmicos: nenhum compositor do Século XVII classificou alguma obra uma monodia. Composições do gênero monódico podem ser madrigals, motetos, ou até concertos.
Na monodia, que desenvolveu em 1580 pela tentativa da Camerata Fiorentina em restaurar idéias da Grécia Antiga de melodia e declamação (provavelmente com pouca precisão histórica), uma voz solo canta uma parte melódica, em geral com bastante ornamentação, por cima da parte de um baixo ritmicamente independente. Os instrumentos de acompanhamento podiam ser um alaúde, chitarrone, Teorba, o cravo, órgão e até, em certas ocasiões, o violão. Enquanto algumas monodias foram arranjos escritos para pequenos grupos das músicas originalmente escritas para grupos grandes que eram mais comum no fim do Século XVI, especialmente da escola veneziana, a maior parte das monodias foi escrita individualmente e com um balanço melhor entre as partes dos instrumentos.
Outros segmentos que surgiram na monodia foram o madrigal, e o moteto, ambos desenvolvidos como formas para solo depois de 1600 e idéias emprestadas da monodia.
Em monodia, as passagens de maiores contrastes podiam ser mais melódicas ou mais declamatórias; estes dois estilos de apresentações eventualmente desenvolveram-se na ária e no recitativo e a forma resultante integrou-se na cantata, por volta de 1635.
O desenvolvimento paralelo da canção solo com acompanhamento, na França, era chamado de aria de cour: o termo monodia não é normalmente dado a estas canções mais conservatistas, entretanto, quais preservaram muitas características da chanson da Renascença.
Um tratado antigo e importante sobre monodia se encontra na coleção de canções de Giulio Caccini, Le Nuove Musiche (Florença, 1601).

Os Principais Compositores de Monodias[editar | editar código-fonte]

Referências e leituras posteriores[editar | editar código-fonte]

  • Nigel Fortune, "Monody", in The New Grove Dictionary of Music and Musicians, ed. Stanley Sadie. 20 vol. Londres, Macmillan Publishers Ltd., 1980. ISBN 1-56159-174-2em Inglês
  • Gustave Reese, Music in the Renaissance. Nova Iorque, W.W. Norton & Co., 1954. ISBN 0-393-09530-4em Inglês
  • Manfred Bukofzer, Music in the Baroque Era. Nova Iorque, W.W. Norton & Co., 1947. ISBN 0-393-09745-5em Inglês