Nome coreano

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Nome coreano
A maioria dos nomes coreanos se apelidam de Kim (21%), Lee (15%) e Park (9%).
Nome em coreano
Hangul 이름 / 성명
Hanja 姓名
Romanização Revisada Ireum / Seongmyeong
McCune-Reischauer Irŭm / Sŏngmyŏng

O nome coreano consiste em um nome de família (patronímico ou apelido), seguido por um nome pessoal. Na Coreia do Sul, ambos se compõem geralmente de Hanja, que são caracteres chineses na pronúncia coreana. Oficialmente não usa mais Hanja para ser escrever na Coreia do Norte, ainda que seja entendido, seu uso se restringe a aproximadamente 5 mil caracteres na Coreia do Sul.

Na maioria dos casos, o nome da família consiste em sua só sílaba, enquanto que o nome pessoal consiste em dois. Ao usar idiomas europeus, alguns coreanos guardam na ordem original, e outros invertem o nome para emparelhar a ordem ocidental.

Os nomes pessoais coreanos se compõem geralmente de dois caracteres ou sílabas. Poucas pessoas têm nome com uma ou três sílabas, como o político Goh Kun e o ditador militar Yeon Gaesomun. Frequentemente, as pessoas com apelidos de duas sílabas têm nomes pessoais de apenas uma, como o cantor Seomoon Tak.

Os coreanos usam cerca de aproximadamente 250 apelidos.[1] Destes Kim, Lee, e Park são os mais comuns. Ainda que estes nomes de família sejam comuns, a maioria das pessoas assim chamadas não estão relacionadas. Os nomes de família atuais têm a sua origem no sistema de linhagem usados em períodos históricos anteriores. Cada clã é associado com um lugar específico, como em Gimhae Kim. Na maioria dos casos, esta clã remonta sua origem a um antepassado patrilineal comum.

No curso da história coreana, o uso dos nomes têm evoluído. Alguns nomes registrados cedo de acordo com o idioma coreano se registram desde o período dos Três Reinos da Coreia (57 a.C. - 668 d.C.), mas foram substituídos gradualmente por nomes baseados em caracteres chineses com a adoção cada vez maior da cultura deste país. Durante os períodos mongol e da denominação manchu, a classe predominante mudava seus nomes coreanos por outros mongóis e manchus. Durante a ocupação japonesa na Coreia, entre 1910 e 1945, os coreanos foram forçados a adotar nomes japoneses.

Nomes de família[editar | editar código-fonte]

Atualmente se usam 250 apelidos, mais ou menos. Cada um destes se divide em um ou mais clãs bon-gwan), identificados pela cidade original do clã. Por exemplo, o clã mais populoso é Gimhae Kim. O clã Kim da cidade de Gimhae. Como no caso de outras culturas asiáticas do leste, as mulheres coreanas guardam seus nomes de família depois do matrimônio, mas seus filhos tomam o nome do pai. Segundo a tradição, cada clã publica uma geneologia compreensiva (jokbo) a cada 30 anos.[2]

Os apelidos coreanos foram influenciados pela onomástica chinesa, e em quase todos eles consistem um Hanja e, portanto, de uma só sílaba. Existem aproximadamente duas dezenas de apelidos com duas sílabas, que com frequência não entram sequer entre os cem apelidos mais comuns, como nos apelidos chineses. Os cinco apelidos mais comuns são levados por mais da metade da população coreana, umas 20 milhões de pessoas para cada caso na Coreia do Sul.[3]

Romanização e pronúncia[editar | editar código-fonte]

Apesar dos sistemas coreanos oficiais de romanização usarem nomes geográficos entre outros nas duas Coreias, os nomes pessoais se romanizam geralmente segundo a preferência pessoal. assim, um apelido como "Li" pode ser encontrado como Lee (por influência da língua inglesa), "I", "Yi", "Rhi", "Rhee" (outra vez seguindo a grafia anglo-saxônica) e "Rhie".[4]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. U.S. Library of Congress, Traditional Family Life.
  2. Nahm, pág. 33-34.
  3. National Statistical Office.
  4. Although the "I" romanization is uncommon, it does follow the strict Revised Romanization of Korean, and is used by Yonhap (2004) and others due to its clear representation of the underlying hangul.