Pilocarpina

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Estrutura química de Pilocarpina
Pilocarpina
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Nome IUPAC (sistemática)
(3S,4R)-3-ethyl-4- [(3-methylimidazol-4-yl) methyl]oxolan-2-one
Identificadores
CAS 92-13-7
ATC N07AX01
PubChem 5910
DrugBank APRD00382
Informação química
Fórmula molecular C11H16N2O2 
Massa molar 208.257 g/mol
Farmacocinética
Biodisponibilidade  ?
Metabolismo  ?
Meia-vida 0.76 horas
Excreção  ?
Considerações terapêuticas
Administração  ?
DL50  ?

A pilocarpina é um alcalóide extraído das folhas do jaborandi (Pilocarpus microphyllus), uma planta conhecida há tempos pelos índios tupi-guarani, que habitavam o Brasil e tiravam proveito de suas propriedades de produzir suor. Foi introduzida na prática clínica pelo médico brasileiro Sinfrônio Coutinho, em 1874, através de extratos da folha do jaborandi para obter efeito diaforético (produção de suor) e sialogogo (produção de saliva).[1] Trata-se de um agonista muscarínico seletivo para os receptores do subtipo M3, lentamente degradado e sem efeitos sobre os receptores nicotínicos.

A pilocarpina é usada como agente miótico (provoca a contração da pupila) e no tratamento do glaucoma, sendo empregada na forma de colírio. É possível que a pilocarpina possua efeitos psicoativos, o que ainda não foi bem elucidado.

A pilocarpina pode ser administrada por via intravenosa para exercer efeito antídoto contra envenenamento por atropina, um antagonista dos receptores colinérgicos muscarínicos.

A pilocarpina é um fármaco parassimpaticomimético, com efeitos semelhantes aos da acetilcolina e como tal é capaz de aumentar a produção de secreções pelas glândulas exócrinas no organismo. Por este motivo ela é usada atualmente como primeira linha de tratamento em doentes com xerostomia (produção insuficiente de saliva), que pode ocorrer como efeito colateral da radioterapia em cabeça e pescoço para o tratamento de neoplasias.

Referências

  1. Holmstedt, B; Wassén SH, Schultes RE. (Jan 1979). "Jaborandi: an interdisciplinary appraisal". J Ethnopharmacol 1: 3-21. PMID 397371.

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