Refinaria Potiguar Clara Camarão

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A Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC) é uma refinaria brasileira localizada em Guamaré, na região da Costa Branca, no estado do Rio Grande do Norte. Está localizada no Polo Industrial de Guamaré.

A refinaria teve suas obras iniciadas em agosto de 2009[1] e tem a capacidade para processar 30 mil barris de petróleo por dia , além de produzir 4,5 mil barris de gasolina por dia. A Petrobras realizará aprimoramentos no polo para produzir óleo diesel com teor de enxofre de 50 ppm e incremento da logística de escoamento marítimo que resultarão numa estrutura de movimentação de óleo e produtos equivalente à da Refinaria de Mataripe (BA). A refinaria funcionará com a adequação das instalações existentes do Polo Industrial de Guamaré, que já produz gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha, diesel e querosene de aviação (QAV), e vai produzir, a partir de 2010, gasolina e diesel com qualidade internacional, além de nafta petroquímica. A RPCC terá operação plena em 2010, e as alterações demandarão investimentos de cerca de US$ 200 milhões.[2]

A Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC) é uma das cinco unidades de refino projetadas pela Petrobras para elevar em 1,2 milhões de barris/dia, até 2015, a capacidade de refino da Petrobras no Brasil que, atualmente, é de 1,9 milhões de barris/dia, volume que é superior à demanda nacional de derivados, atualmente em torno de 1,8 milhão de barris/dia. Com isso, o Brasil terá capacidade excedente de derivados, principalmente óleo diesel de alta qualidade, para exportação. Como todas as refinarias da Petrobras, a Clara Camarão poderá refinar tanto petróleo pesado da Bacia de Campos como petróleo leve do pré-sal. Entretanto, nesta primeira fase, o petróleo que será processado pela refinaria será o produzido no Rio Grande do Norte.

Desde a sua implantação, o Polo Industrial de Guamaré recebeu um montante de investimentos de US$ 1,65 bilhão. O investimento na ampliação das instalações será de US$ 215 milhões, totalizando US$ 1,86 bilhão. Após as obras, a Clara Camarão contará com um novo quadro de boias com capacidade para atracar navios de 50 mil toneladas, além de uma unidade de produção de gasolina automotiva. Assim, o Rio Grande do Norte terá uma refinaria moderna, que produzirá, após a sua conclusão, 18 mil m3 de gasolina, 42 mil m3 de diesel, 7.500 m3 de QAV, 11.700 m3 de GLP e 3 mil m3 de nafta petroquímica.

A refinaria Clara Camarão vai transformar o Rio Grande do Norte no único estado do país com autossuficiência na produção de todos os tipos de combustíveis derivados do petróleo.[1] A partir de estudos que serão desenvolvidos no âmbito do Termo de Compromisso firmado entre o Estado e a Petrobras no dia 19 de novembro de 2009, na presença do Presidente Lula, a RPCC deverá ser ampliada em fases, buscando atingir a autossuficiência do RN em refino até 2015 (120 mil barris por dia de capacidade de processamento).

Trata-se da primeira refinaria no Brasil batizada com o nome de uma mulher.[3] , em homenagem a Clara Camarão, índia brasileira que liderou um grupo de nativas na luta contra os holandeses durante a colonização. O batalhão feminino comandado por Clara Camarão teve atuação decisiva na batalha ocorrida na cidade de Porto Calvo em 1637.

Frequentemente denominada com o termo incorreto de “minirrefinaria”, a Refinaria Potiguar Clara Camarão não pode ser considerada como tal. Tecnicamente, uma minirrefinaria processa até 2 mil barris/dia de petróleo e, além disso, é construída em localidades remotas onde ocorre a produção de petróleo, como por exemplo o Alasca, a Sibéria ou o Saara. "O minirrefino local visa o auto-abastecimento das instalações de produção remotas, facilitando a logística de abastecimento das frotas e equipamentos nestes lugares distantes. Certamente este não é o caso de Guamaré, que irá produzir derivados de alta qualidade para o mercado regional do Nordeste." - esclarece o Secretário de Energia do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Jean-Paul-Prates.[4]

A Refinaria Clara Camarão deverá atingir 60 mil barris/dia com as expansões planejadas (2011) e, no futuro, poderá chegar aos 120 mil barris diários de petróleo processado, caso seja solucionado o escoamento de granéis através de terminal oceânico ora em estudo (Porto do Mangue ou Areia Branca). As licenças ambientais para a expansão e aprimoramento da RPCC foram concedidas pela Governadora Wilma de Faria em outubro de 2009, cf.[5]

Referências