Rei na Prússia

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Rei na Prússia (alemão: König in Preussen) era um título usado pelos Eleitores de Brandemburgo de 1701 a 1772. Após esse período eles usaram o título de Rei da Prússia.

O Príncipe-eleitor de Brandemburgo era um súdito do Sacro Imperador Romano. Além de seu eleitorado que fazia parte do Sacro Império Romano-Germânico, ele também governava o Ducado da Prússia que ficava fora das fronteiras do Império. Em 1701 o Eleitor Frederico III quis mostrar a sua grandeza adotando o título de rei. Naquele tempo havia apenas três títulos reais no interior do Império: "Rei dos Germanos" (um título pertencente ao Imperador), "Rei da Boêmia" (geralmente pertencente também ao Imperador) e "Rei dos Romanos" (pertencente ao herdeiro do Imperador).

Em troca da ajuda dos Hohenzollern na Guerra da Sucessão Espanhola, o Imperador Leopoldo I permitiu que Frederico se coroasse "Rei na Prússia", não "Rei da Prússia"; Frederico era apenas um eleitor em seus domínios dentro da fronteira do Império, não um rei. Mesmo assim, essa decisão foi contestada e somente foi amplamente aceita depois do Tratado de Utrecht em 1713. O título de "Rei da Prússia" implicaria no domínio sobre toda a região da Prússia, não apenas sobre o Ducado da Prússia e a posse de tal título pelos marqueses de Hohenzollern traria apreensão por parte de seus vizinhos poloneses; uma vez que a província da Prússia Real fazia parte do Reino da Polônia, os Reis da Polônia se auto-intitulavam Reis da Prússia até 1742.

Ao longo do século XVIII o poder dos Reis na Prússia continuou a crescer. Eles se saíram vitoriosos contra a monarquia austríaca dos Habsburgos nas três Guerras da Silésia, aumentando grandemente seu poder através da aquisição da Silésia. O Rei Frederico II adotou o título de Rei da Prússia em 1772, no mesmo ano ele anexou a maior partew da Prússia Real na Primeira Partição da Polônia.

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