Revista Orpheu

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Folha de rosto do fascículo n.º 1,
Janeiro–Fevereiro–Março de 1915.

Orpheu foi uma Revista Trimestral de Literatura editada em Lisboa. Apenas teve dois números publicados, correspondentes aos primeiros dois trimestres de 1915, sendo o terceiro número cancelado devido a dificuldades de finaciamento. Apesar disso, a revista exerceu uma notável e duradoura influência: o seu vanguardismo inspirou movimentos literários subsequentes de renovação da literatura portuguesa. Mau grado o impacto negativo que Orpheu causou na crítica do seu tempo, a relevância desta revista literária advém de ter, efectivamente, introduzido em Portugal o movimento modernista, associando nesse projecto importantes nomes das letras e das artes, como Fernando Pessoa,

Orpheu, um projecto luso-brasileiro[editar | editar código-fonte]

Em finais de Março de 1915 surgia o primeiro número da revista Orpheu, propriedade da firma Orpheu, Lda., destinada a Portugal e Brasil, com 83 páginas impressas em excelente papel e tipo agradável, tendo como directores Luiz de Montalvôr (para Portugal) e Ronald de Carvalho (para o Brasil), e como editor o jovem António Ferro. Entre outros, contava com a colaboração de Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro e José de Almada Negreiros. Na «Introducção», Luiz de Montalvôr tentava explicar os princípios programáticos e a orientação estética da revista, apresentando-a como «um exilio de temperamentos de arte» baseado num «principio aristocratico», oferecendo «harmonia esthética» aos leitores com «desejos de bom gosto e refinados propositos em arte».

Recepção de Orpheu[editar | editar código-fonte]

ze Orpheu não foi pacífica, bem pelo contrário, desencadeando uma controvérsia pública que se propagou pela imprensa portuguesa da época. As críticas e comentários eram sobretudo jocosos, sendo os escritores ridicularizados e apontados como doidos varridos, sobretudo devido aos poemas «16», de Mário de Sá-Carneiro, e «Ode Triunfal», de Álvaro de Campos, um dos heterónimos de Fernando Pessoa. Aproveitando o escândalo que se gerara com o lançamento da revista[1] , Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro, que figuram como directores no seu segundo número, acentuam o seu carácter provocador e contrafactual, revelando nomes como Santa-Rita Pintor, artista plástico "futurista" e Ângelo de Lima, poeta marginal internado no manicómio de Rilhafoles desde 1900.

Na carta que escreveu a Camilo Pessanha, então funcionário do Estado Português em Macau, Fernando Pessoa pedia-lhe autorização para publicar poemas dele, assumindo já a direcção de Orpheu, e descrevendo a revista da seguinte forma:

Santa-Rita Pintor (1889-1918), Orpheu nos Infernos,
óleo sobre tela reproduzido na revista Portugal Futurista, publicada em Novembro de 1917.
«Sou um dos directores da revista trimestral de literatura Orpheu. Não sei se V. Ex.ª a conhece; é provável que não a conheça. Terá talvez lido, casualmente, alguma das referências desagradáveis que a imprensa portuguesa nos tem feito. Se assim é, é possível que essa notícia o tenha impressionado mal a nosso respeito, se bem que eu faça a V. Ex.ª a justiça de acreditar que pouco deve orientar-se, salvo em sentido contrário, pela opinião dos meros jornalistas. Resta explicar o que é Orpheu. É uma revista, da qual saíram já dois números; é a única revista literária a valer que tem aparecido em Portugal, desde a Revista de Portugal, que foi dirigida por Eça de Queirós. A nossa revista acolhe tudo quanto representa a arte avançada; assim é que temos publicado poemas e prosas que vão do ultra-simbolismo ao futurismo. Falar do nível que ela tem mantido será talvez inábil, e possivelmente desgracioso. Mas o facto é que ela tem sabido irritar e enfurecer, o que, como V. Ex.ª muito bem sabe, a mera banalidade nunca consegue que aconteça. Os dois números não só se têm vendido, como se esgotaram, o primeiro deles no espaço inacreditável de três semanas. Isto alguma coisa prova -- atentas as condições artisticamente negativas do nosso meio -- a favor do interesse que conseguimos despertar. E serve ao mesmo tempo de explicação para o facto de não remeter a V. Ex.ª os dois números dessa revista. Caso seja possível arranjá-los, enviá-los-emos sem demora.»
Fernando Pessoa, «carta a Camilo Pessanha» in Correspondência 1905-1922,
edição Manuela Parreira da Silva, Lisboa: Assírio & Alvim, 1998, pp. 184-185.

Vida e morte de Orpheu[editar | editar código-fonte]

Em Julho de 1915 Alfredo Guisado e António Ferro anunciavam publicamente o seu afastamento da revista e Mário de Sá-Carneiro partia precipitadamente para Paris. Em 13 de Setembro, Sá-Carneiro escreveu a Fernando Pessoa, informando que o seu pai não podia continuar o mecenato involuntário da revista, esfumando-se assim o projectado terceiro número de Orpheu.

No ano seguinte ocorreria o trágico suicídio de Mário de Sá-Carneiro, em Paris, e Santa-Rita Pintor, que colaborou com quatro hors-texte no segundo número da revista, morreria também, bem como o pintor Amadeu de Souza-Cardoso, de quem Fernando Pessoa chegou a projectar inserir trabalhos no terceiro número de Orpheu. A «publicação eventual» Portugal Futurista, dirigida por Carlos Filipe Porfírio, continuou a tradição vanguardista, contrafactual e provocadora de Orpheu, com trabalhos dos seus colaboradores, designadamente Raul Leal, Mário de Sá-Carneiro, Fernando Pessoa, Álvaro de Campos, Almada Negreiros e Santa-Rita Pintor, bem como de Amadeu de Souza-Cardoso. Para alguns críticos, o único número de Portugal Futurista, publicado em Novembro de 1917 e apreendido de seguida pelas autoridades, seria a herdeira de Orpheu e o seu real terceiro número.

Orpheu marcou a história da literatura portuguesa do século XX, sendo considerada o marco inicial do modernismo em Portugal e os seus protagonistas ficaram conhecidos como «geração de Orpheu». Apenas doze anos depois, a importância desta publicação começaria a ser reconhecida pela «segunda geração modernista» nas páginas da revista Presença, publicada em Coimbra de 1927 a 1940, a qual contou também com grandes nomes da literatura portuguesa, como José Régio, Miguel Torga e Vitorino Nemésio.

Primeiro número - Janeiro–Fevereiro–Março de 1915[editar | editar código-fonte]

Contribuíram para o primeiro número de Orpheu Luís de Montalvor, Ronald de Carvalho, Mário de Sá-Carneiro, Fernando Pessoa, Alfredo Pedro Guisado, Almada Negreiros, Armando Côrtes-Rodrigues e José Pacheko, que desenhou a capa e foi responsável pela direcção gráfica. O nome do jovem António Ferro consta também neste primeiro número da revista como editor. No final da introdução a esta primeira edição, assinada pelo seu director Luís de Montalvor, o grupo manifesta o propósito de ir ao encontro de alguns desejos de bom gosto e refinados propósitos em arte que isoladamente vivem por aí, convictos de que a revista, pelo seu carácter inovador, revela um sinal de vida no ambiente literário português manifestando esperança na adesão do «público leitor de selecção» a este projecto literário. Se, nesses leitores de «selecção», o primeiro número da revista encontrou «contentamento e carinho», no público em geral causou escândalo e polémica. A revista abalou decididamente o ambiente literário português pela ousadia e vanguardismo de alguns dos seus textos. Foi, sem dúvida, um sinal de vida que rompeu com as tradições literárias e significou o advento do modernismo em Portugal. O próprio Pessoa, em carta a Armando Côrtes-Rodrigues, revela o sucesso da revista e o escândalo que esta provocou, nomeadamente pelo poema 16 de Mário de Sá-Carneiro e a Ode Triunfal, de Álvaro de Campos heterónimo de Fernando Pessoa.

José Pacheko (1885-1934), capa de Orpheu,
fascículo n.º 1, Janeiro–Fevereiro–Março de 1915.
"ORPHEU" - Revista Trimestral de Literatura
Ano I - 1915, N.º 1, Janeiro - Fevereiro - Março.
Propriedade de: Orpheu, Lda.
Editor: Antonio Ferro
Direcção: Luiz de Montalvôr e Ronald de Carvalho
Oficinas: Tipografia do Comércio - 10, Rua da Oliveira, ao Carmo - Lisboa.
capa desenhada por José Pacheco


Sumario:
Luiz de Montalvôr - Introducção
Mario de Sá-Carneiro - Para os "Indicios de Oiro" (poemas)
Ronald de Carvalho - Poemas
Fernando Pessoa - O Marinheiro (drama estático)
Alfredo Pedro Guisado - Treze Sonetos
José de Almada-Negreiros - Frizos (prosas)
Côrtes-Rodrigues - poemas
Alvaro de Campos - Opiário e Ode Triunfal

Segundo número - Abril–Maio–Junho de 1915[editar | editar código-fonte]

Do segundo número da revista, sob a direcção de Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro, constam textos de Ângelo de Lima, Mário de Sá-Carneiro, Raul Leal, Violante de Cysneiros, Luís de Montalvor, Fernando Pessoa e Álvaro de Campos. Esta edição contou ainda com a colaboração plástica do futurista Santa-Rita Pintor, de quem são reproduzidos 4 trabalhos:

1. Estojo scientífico de uma Cabeça + aparelho ocular + sobreposição dynamica visual + reflexos de ambiente * luz,
(sensibilidade mechanica), Paris anno 1914.
2. Compenetração estática interior de uma cabeça = complementarismo congénito absoluto, (sensibilidade lithographica),
Paris anno 1913.
3. Syntese geometral de uma cabeça * infinito plastico de ambiente * transcendentalismo phisico, (sensibilidade radiographica),
Paris anno 1913.
4. Decomposição dynamica de uma mesa + estylo do movimento, (interseccionismo plástico), Paris anno 1913.


Orpheu, fascículo n.º 2,
Abril–Maio–Junho de 1915.
"ORPHEU" - Revista Trimestral de Literatura
Ano I - 1915, N.º 2, Abril - Maio - Junho
Propriedade de: Orpheu, Lda.
Editor: Antonio Ferro
Direcção: Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro
Redacção: 190, Rua do Ouro - Livraria Brasileira
Oficinas: Tipografia do Comercio, 10, Rua da Oliveira ao Carmo - Telefone 2724, Lisboa
Colaboração especial do futurista Santa Rita Pintor


Sumario:
Angelo de Lima - Poemas Inéditos
Mario de Sá-Carneiro - Poemas sem Suporte
Eduardo Guimaraens - Poemas
Raul Leal - Atelier (novela vertígica)
Violante de Cysneros (?) - Poemas
Alvaro de Campos - Ode Marítima
Luís de Montalvôr - Narciso (poema)
Fernando Pessôa - Chuva oblíqua (poemas interseccionistas)

O atribulado desfecho de Orpheu 3[editar | editar código-fonte]

O número 2 da revista trimestral de literatura anunciava que:

«O 3º numero de ORPHEU será publicado em Outubro, com atraso dum mês, portanto — para que a sua acção não seja prejudicada pela época morta.»

A partida precipitada de Mário de Sá-Carneiro para Paris, em Julho de 1915, não interrompeu o projecto da revista. Ele e Fernando Pessoa continuaram a trabalhar para a publicação, chegando a ter planeado um sumário para o terceiro número, de acordo com a carta de Sá-Carneiro a Pessoa, de 31 de Agosto de 1915. Contudo, a recusa do pai de Sá-Carneiro (que emigrara para Moçambique) em continuar o seu mecenato involuntário da revista, iria obrigá-los a desistir, tendo em conta a carta de Sá-Carneiro para Pessoa, de 13 de Setembro de 1915. [2]

«Custa-me muito a escrever-lhe esta carta dolorosa — dolorosa para mim e para você. Mas por mim já estou conformado. A dor é pois neste momento sobretudo pela grande tristeza que lhe vou causar. Em duas palavras: temos desgraçadamente de desistir do nosso ORPHEU

Apesar do suicídio de Sá-Carneiro em Paris, no dia 26 de Abril de 1916, Fernando Pessoa não desistiu. Na carta que escreveu a Côrtes-Rodrigues, em 4 de Setembro desse ano, revelava que:

«Vai sair Orpheu 3. É aí que, no fim do número, publico dois poemas ingleses meus, muito indecentes, e, portanto, impublicáveis em Inglaterra. Outra colaboração do número: Versos do Camilo Pessanha (a propósito não cite isto a ninguém), versos inéditos do Sá-Carneiro, A Cena do Ódio do Almada-Negreiros (que está actualmente homem de génio em absoluto, uma das grandes sensibilidades da literatura moderna), prosa do Albino de Meneses (não sei se v. conhece) e, talvez, do Carlos Parreira, e uma colaboração variada do meu velho e infeliz amigo Álvaro de Campos.
Orpheu 3 trará, também quatro hors-texte do mais célebre pintor avançado português - Amadeu de Sousa Cardoso.»

Tivesse ou não Côrtes-Rodrigues revelado os planos de Fernando Pessoa, eles seriam frustrados por Luís de Montalvôr, em Dezembro de 1916, ao publicar 16 poemas de Camilo Pessanha na revista Centauro (incluindo os que Pessoa tinha em mente para Orpheu 3), para a qual, aliás, Fernando Pessoa também contribuiu com o poema "Passos da Cruz". Mais tarde, em 11 de Julho do ano seguinte, Fernando Pessoa escreveu uma carta a José Pacheco, arquitecto e responsável gráfico de Orpheu, na qual pedia ao amigo:

«Temos que nos encontrar para discutirmos as páginas de resguardo e o prospecto a distribuir, assim como a forma de reclame, definitivamente: são cousas, todas ellas, que temos de combinar e tratar conjunctamente.
O Serra (encarregado da tipografia do Falcão) pediu que lhe dessem mais umas folhas de papel para Orpheu, para tirar mais uns 6 ou 7 exemplares a mais.»

A publicação do sempre adiado Orpheu 3 seria anunciada mais uma vez numa nota ao Ultimatum de Álvaro de Campos, edição em separata da revista Portugal Futurista, publicada em 1917:

«Saudação a Walt Whitman in Orpheu 3 a aparecer em Outubro de 1917»

A verdade porém é que, aparentemente, a capa não foi impressa. Apenas chegaram até nós as provas de página, impressas, tudo leva a crer, na "tipografia do Falcão". Contudo, o sumário de Orpheu 3 seria muito diferente do inicialmente projectado. Os dois poemas ingleses, "muito indecentes, e, portanto, impublicáveis em Inglaterra", foram publicados, separadamente, por Fernando Pessoa, em Lisboa, no ano de 1918: Antinous [3] e 35 Sonnets[4] .

Muito mais tarde, em 6 de Junho de 1931, numa carta para João Gaspar Simões, editor da revista coimbrã Presença e seu biógrafo, Fernando Pessoa escreveria sobre o poema de Mário de Sá-Carneiro «Canção do Declínio»:

«Desconta-se, claro está, a publicação no Orpheu 3 que nunca saiu, mas de que foram impressas algumas folhas».[5]

Em Novembro de 1935 saiu o terceiro número da revista dirigida por Almada Negreiros, Sudoeste, edição evocativa do vingésimo aniversário de Orpheu que incluia contribuições de quase todos os colaboradores dos dois números publicados da revista trimestral de literatura. Esta edição iniciava-se com o pequeno texto «Nós os de "Orpheu"» de Fernando Pessoa, que terninava com um «Orpheu Acabou. Orpheu continua». Esse número da revista Sudoeste informa também o leitor que «Brevemente "ORPHEU 3"». Contudo, Fernando Pessoa faleceu em 30 de Novembro de 1935, pelo que Orpheu 3 ficaria mais uma vez adiada sine dia.

O terceiro número de Orpheu apenas seria compilado por Arnaldo Saraiva e publicado em 1984.

"ORPHEU" - Revista Trimestral de Literatura
N.º 3, a publicar em Outubro de 1917.


PROVAS DE PÁGINA:
Mario de Sá-Carneiro - Poemas de Paris
Albino de Menezes - Apoz o Rapto (composição)
Fernando Pessoa - Gladio e Além-Deus (poemas)
Augusto Ferreira Gomes - Por Esse Crepusculo a Morte de um Fauno...
José de Almada-Negreiros (poeta sensacionista e narciso do Egypto) - A Scena do Odio
D. Thomaz de Almeida - Olhos
C. Pacheco - Para Alem Doutro Oceano (notas)
Castello de Moraes - Névoa (composição)


«De resto, Orpheu não acabou. Orpheu não pode acabar. Na mitologia dos antigos, que o meu espírito radicalmente pagão se não cansa nunca de recordar, numa reminiscência constelada, há a história de um rio, de cujo nome apenas me entrelembro, que, a certa altura do seu curso, se sumia na areia. Aparentemente morto, ele, porém, mais adiante -- milhas para além de onde se sumira -- surgia outra vez à superfície, e continuava, com aquático escrúpulo, o seu leve caminho para o mar. Assim quero crer que seja -- na pior das contingências -- a revista sensacionista Orpheu
Fernando Pessoa, «carta a Santa-Rita Pintor», Lisboa, 21 de Setembro de 1915,
in Correspondência 1905-1922, edição Manuela Parreira da Silva, Lisboa: Assírio & Alvim, 1998, pp. 172-173.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Fonte: Nuno Júdice. A Era de "Orpheu". Lisboa: Editorial Teorema, 1986.
  2. Fonte: ORPHEU 3. Preparação do texto, introdução e cronologia de Arnaldo Saraiva. Lisboa: Edições Ática, 1984.
  3. Antinous
  4. 35 Sonnets
  5. Fonte: Fernando Pessoa, Correspondência 1923-1935, edição Manuela Parreira da Silva. Lisboa: Assírio & Alvim, 1999, p. 239.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • ORPHEU: Edição Facsimilada. 1.ª edição: Junho de 1989, 2.ª edição: Janeiro de 1994. Lisboa: Contexto, Editora, Lda.
  • ORPHEU 3. Preparação do texto, introdução e cronologia de Arnaldo Saraiva. Lisboa: Edições Ática, 1984.
  • HILÁRIO, Fernando (2008). Orpheu: Percursos e Ecos de um Escândalo. Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa. ISBN 978-989-643-004-7
  • JÚDICE, Nuno (1986). A Era de "Orpheu". Lisboa: Editorial Teorema
  • MARTINS, Fernando Cabral (coord.) (2008). Dicionário de Fernando Pessoa e do Modernismo Português. Alfragide: Editorial Caminho. ISBN 978-972-21-1985-6
  • PESSOA, Fernando (1994). Páginas de Estética e de Teoria e Crítica Literárias, textos estabelecidos e pefaciados por Georg Rudolf Lind e Jacinto do Prado Coelho. Lisboa: Edições Ática. ISBN 972-617-103-2
  • SARAIVA, António José & LOPES, Óscar (1993). História da Literatura Portuguesa, 17ª ed. Porto: Porto Editora, ISBN 972-0-30170-8

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]