Rio Ebro

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Rio Ebro
Comprimento 930 km
Nascente Fontibre, Cordilheira Cantábrica
Altitude da nascente 1980 m
Débito médio 426 m³/s
Foz Mar das Baleares, Mar Mediterrâneo
Altitude da foz 0 m
Área da bacia 85 362 km²
País(es)  Espanha

O rio Ebro (grego: Ίβηρ, latim: Iberus, catalão: Ebre) é um dos maiores rios da Espanha e da Península Ibérica. Nasce em Fontibre, na Cordilheira Cantábrica (Cantábria), e percorre Miranda do Ebro, Logroño, Saragoça, Flix, Tortosa, Amposta e acaba num delta a desaguar no mar das Baleares (parte do mar Mediterrâneo), na província de Tarragona.

O seu nome latino: Hiberus Flumen, parece estar relacionado com o nome da península e o dos seus habitantes pré-romanos, os Iberos. Ebro em árabe deve ser transcrito como Ibru[1] . Pode também estar relacionado com a palavra basca ibar (que significa «vale»).

De acordo com um antigo plano hidrológico espanhol, entretanto rejeitado, as águas do Ebro deveriam ser canalizadas e desviadas em parte para abastecer as comunidades autónomas de Valência e Múrcia.

Durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939) foi travada nas suas margens uma das mais decisivas batalhas - a batalha do Ebro.


Características[editar | editar código-fonte]

O Ebro perto de Miravet, província de Tarragona.
O Ebro em Saragoça.
O Ebro em La Rioja.

Nasce em Fontibre, perto de Reinosa, na Cantábria, percorrendo Miranda de Ebro, Haro, Logroño, Calahorra, Alfaro, Tudela, Alagón, Utebo, Zaragoza, Caspe, Tortosa e Amposta. Os principais maciços montanhosos que delimitam a sua bacia são os Pirenéus a norte, o Sistema Ibérico a sul e os Picos de Europa na sua origem.

O Ebro percorre o Valle de Campoo e a localidade cantábrica de Reinosa, até chegar a norte da província de Burgos, onde banha Miranda de Ebro. Posteriormente entra em La Rioja por Las Conchas, lugar onde antigamente se encontrava a laguna de Bilibio ao ficar o rio bloqueado pelos Montes Obarenes; continua o seu percurso entre amplos meandros por Haro e Labastida para se dirigir depois para Logroño, Calahorra, Alfaro e entrar na Comunidade Foral de Navarra banhando Castejón, Tudela, El Bocal, Ribaforada, Cabanillas, Fustiñana e Buñuel até entrar em Aragão, onde banha as localidades de Gallur, Alagón, Torres de Berrellén, Utebo, Saragoça, Caspe e Mequinenza; e por último chega à Catalunha atravessando Riba-roja de Ebro, , Flix, Ascó, Mora de Ebro, Cherta, Tortosa, Amposta, San Jaime de Enveija e Deltebre (La Cava e Jesús i Maria) (La Cava y Jesús i Maria), onde desagua.

Desagua assim no mar Mediterrâneo (Deltebre vem de Delta do Ebro), próximo a Tortosa e a Amposta, última cidade por onde passa, ambas na província de Tarragona, formando um delta onde a ilha de Buda divide a corrente em dois braços principais (Golas Norte e Sul). O delta do Ebro cobre 330 km² - 20% são áreas naturais e a área restante é agrícola e urbana; os campos de arroz no delta cobrem sobre cerca de 21 000 ha.

O Ebro sofre as suas enchentes mais frequentes na estação fria, de outubro a março, mas por vezes prolongam-se no trecho final até maio; as de estação fria costumam estar ligadas ao regime pluvial oceânico, enquanto as ocorridas na primavera provêm do degelo dos Pirenéus. As secas produzem-se no verão, de julho a outubro, em Miranda de Ebro e de fins de agosto e inícios de setembro em Tortosa.

As águas do Ebro aproveitam-se em numerosos pontos para o regadio mediante os canais Imperial e o de Tauste. O seu caudal é regulado pelas represas de Ebro, Mequinenza e Ribarroxa. Estas fazem com que presentemente o delta sofra um fenómeno geológico chamado regressão, porque detêm os sedimentos que deveriam chegar à foz.

O Ebro é um rio caudaloso mas com um caudal irregular, tendo em finais do verão fortes estiagens e na primavera, com o degelo pirenaico, apresenta o seu máximo caudal. Em Tortosa chegou a ter caudal de 32 m³/s em período de seca e mais de 10 000 m³/s em algumas enchentes.

Afluentes principais[editar | editar código-fonte]

Margem esquerda[editar | editar código-fonte]

Margem direita[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. La traducción periodística. [S.l.]: Univ de Castilla La Mancha, 2005. 190– p. ISBN 978-84-8427-379-0 Página visitada em 21 January 2013.

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