Rustamidas

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الرستميون ; ar-Roustoumiyoune
Dinastia Rustamida
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Ifren drapeau.png
767 – 909 Fatimid flag.svg
Localização de Dinastia Rustamida
Mapa dos estados argelinos ca. 815–915
Dinastia Rustamida
Outra versão da extensão territorial do reino rustamida
Continente África
Região Magrebe central
País  Argélia
 Tunísia
 Líbia
Capital Tahert
Língua oficial árabe e línguas berberes
Religião islão carijita ibadita; cristianismo, judaísmo
Governo imanato (teocracia), monarquia
Imã
 • 776 Abd ar-Rahman ibn Rustam
Período histórico Idade Média
 • 767 Fundação
 • 909 Dissolução

Os Rustamidas, Rustumidas, Rostemidas ou Banu Rustam (em árabe: الرستميون) foram uma dinastiade imãs carijitas ibaditas de ascendência persa que governaram o Magrebe central como uma teocracia muçulmana entre 961 e 909 a partir da sua capital Tahert,[nt 1] no que é hoje a Argélia central.[1] [2] A dinastia for extinta e a capital foi destruída pelos califas fatímidas em 909.

Não há certezas sobre os limites dos territórios controlados pelos Rustamidas. A sua autoridade era reconhecida, pelo menos nominalmente, por diversas regiões onde o ibadismo era predominante, nomeadamente na Tripolitânia (atualmente o noroeste da Líbia e no Jerid (centro-nordeste da Argélia e oeste da Tunísia)[3] e frequentemente o território rustamida aparece nos mapas históricos no que é hoje o centro da Argélia.[4] [5] Aparentemente o controlo da parte ocidental do Magrebe central (atualmente a Argélia ocidental) foi muito parcial, e coexistiu com diversos principados Alids.[3] [nt 2]

História[editar | editar código-fonte]

O Ibadismo chegou ao Norte de África em 719, quando o missionário Salma ibn Sa'd foi enviado da mesquita (jama´a) de Baçorá para Cairuão. Em 740, tinham conseguido converter as importantestribos berberes dos Huwwara, em volta de Trípoli, Nafusa nas montanhas homónimas e os Zenata da Tripolitânia ocidental. E 757, um grupo de missionários formados em Baçorá, entre os quais se incluía Abd ar-Rahman ibn Rustam, o fundador da dinastia rustamida, proclamaram um imanato ibadita, iniciando o efémero estado liderado por Abul-Khattab Abdul-A'la ibn as-Samh, que durou até os Abássidas o suprimirem em 761 e Abul-Khattab ter sido morto. Os ibaditas da Tripolitânia elegeram então Abul-Hatim al-Malzuzi como imã; este foi morto em 772, depois de ter lançado uma segunda revolta sem êxito em 768.

Depois disso, o centro do poder transferiu-se para a Argélia e em 777, ‘Abd ar-Rahman ibn Rustam, que tinha sido um dos quatro fundadores do imanato, foi eleito imã. ‘Abd ar-Rahman era provavelmente um nativo da Tunísia de origem persa que se converteu ao ibadismo. Contrariamente ao princípio de que os fiéis eram livres de escolher um imã, os sucessores de ‘Abd ar-Rahman instituiram um poder dinástico hereditário, o que causou grandes dissenções políticas e releigiosas que enfraqueceram o poder rustamida. Quando o filho do fundador da dinastia, ‘Abd al-Wahhab, subiu ao poder em 784, alguns ibaditas recusaram-se a reconhecer a sua legitimidade, revoltando-se e formando o movimento Nukkarita, uma das principais seitas do ibadismo no Magrebe.[3]

Supostamente a justificação para a sucessão hereditária era o facto dos Rustamidas não pertecerem a tribo alguma, pelo que a família era imparcial em relação a qualquer das tribos que formavam o estado.

Genealogia da dinastia Rustamida

O novo imanato centrou-se na recém-construída Tahert, para onde várias tribos ibaditas da Tunísia e Tripolitânia se mudaram e onde foram construídas pesadas fortificações. Tahert tornou-se um ponto de paragem importante nas rotas mercantis com a África subsariana e o Médio Oriente que então conheciam um novo desenvolvimento.[carece de fontes?]

O estado rustamida foi descrito por visitantes como o sunita ibn as-Saghir como notavelmente multirreligioso, com uma minoria significativa e leal de cristãos e um número substancial de sunitas e judeus, onde o debate religioso aberto era encorajado.[carece de fontes?] Ganhou fama como um local onde viviam cristãos, muçulmanos não carijitas e aderentes a diferentes carijitas.[6]

Ibn as-Saghir também descreveu o imã como notavelmente ascético, que reparava a sua própria casa e recusava presentes. Os cidadãos criticavam-na duramente se considerassem que a sua conduta não condizia com os seus deveres. A ética religiosa era imposta de modo estrito pelas leis.[carece de fontes?]

Os Rustamidas combateram os Aglábidas de Ifriqiya (cuja capital era Cairuão) em 812, mas à parte disso atingiram um modus vivendi com os seus vizinhos. Esta situação desagradou à tribos ibaditas da fronteira aglábida, que lançaram algumas rebeliões. Depois de After Abdu l-Wahhab, os Rustamidas enfraqueceram militarmente e foram facilmente conquistados pelos xiitas fatímidas em 909. Na sequência disso, muitos ibaditas, incluindo o último imã, procuraram refúgio na tribo Sedrata de Ouargla, de onde acabariam por emigrar para Mzab.[carece de fontes?]

Imãs rustamidas[editar | editar código-fonte]

Imã Reinado [carece de fontes?]
Abd ar-Rahman ibn Rustam ibn Bahram 776-784
Abd al-Wahhab ibn Abd ar-Rahman 784-832
Aflah ibn Abd al-Wahhab 832-871
Abu Bakr ibn Aflah 871
Muhammad Abul-Yaqzan ibn Aflah 871-894
Yusuf Abu Hatim ibn Muhammad Abil-Yaqzan 894-897
Yaqub ibn Aflah 897-901
Yusuf Abu Hatim ibn Muhammad Abil-Yaqzan, again 901-906
Yaqzan ibn Muhammad Abil-Yaqzan 906-909

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Tahert, também grafada Tahirt e Tihert, situava-se no que é atualmente a comuna de Tagdemt, na província de Tiaret, no centro-norte da Argélia.
  2. Designam-se por Alids as dinastias árabes descendentes de Ali, o genro de Maomé, que existiram em locais tão diversos como o Tabaristão, a sul do mar Cáspio, até à península Ibérica.

Referências

  1. Encyclopædia Britannica
  2. Wheatley 2010, p. 210
  3. a b c Qantara
  4. History and territories (em inglês) www.qantara-med.org.. Página visitada em 29 de abril de 2013.
  5. Europe en l'an 800 (em francês) www.euratlas.net. (2009). Página visitada em 29 de abril de 2013.
  6. Entelis 1986, p. 10

Bibliografia[editar | editar código-fonte]


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