Sabinópolis

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Município de Sabinópolis
"Terra da Mandioca"
Bandeira desconhecida
Brasão de Sabinópolis
Bandeira desconhecida Brasão
Hino
Fundação 24 de fevereiro de 1924
Gentílico sabinopolense
Prefeito(a) Carlos Roberto Barroso Mourão
(2013–2016)
Localização
Localização de Sabinópolis
Localização de Sabinópolis em Minas Gerais
Sabinópolis está localizado em: Brasil
Sabinópolis
Localização de Sabinópolis no Brasil
18° 39' 57" S 43° 05' 02" O18° 39' 57" S 43° 05' 02" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Vale do Rio Doce IBGE/2008[1]
Microrregião Guanhães IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes São João Envangelista, Guanhães, Materlândia, Senhora do Porto, Dom Joaquim e Serro.
Distância até a capital 270 km km
Características geográficas
Área 919,397 km² [2]
População 15 707 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 17,08 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,689 médio PNUD/2000[4]
PIB R$ 82 057,339 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 5 023,71 IBGE/2008[5]
Página oficial

Sabinópolis é um município brasileiro do estado de Minas Gerais.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Criado em 1901, a partir do município do Serro, Sabinópolis está situado numa vargem de clima ameno, na zona do Vale do Rio Doce. Tem como vizinhos os municípios de São João Evangelista, Paulistas, Guanhães, Serro, Materlândia, Dom Joaquim e Senhora do Porto.

O nome do município é uma homenagem ao político Sabino Barroso (deputado, senador e ministro).

Além da sede, o município possui atualmente dois distritos: Euxenita, que recebeu esse nome devido à existência na região do minério assim chamado e de outras pedras preciosas; e Quilombo, cuja denominação se deve à presença de escravos no local por ocasião do movimento abolicionista, no final do século XIX.

Sabinópolis também dispõe de rico acervo histórico, constituído principalmente de bens imóveis tombados pelo Patrimônio Histórico Municipal. Entre eles, pode-se destacar o prédio da Escola Municipal de 2º Grau e o Sobrado Barroso, residência onde nasceu o pai do famoso compositor Ari Barroso.

O município caracteriza-se ainda por possuir uma grande área rural, responsavél pela expansão econômica da cidade.

Turismo[editar | editar código-fonte]

A principal atração do município é a Festa de Nossa Senhora do Rosário, que acontece no mês de agosto. A "Festa de Agosto", como é conhecida pela população, conta com o cortejo de reinado, caboclos, marujos, bumba-meu-boi e tococru, além de variados espetáculos em praça pública. Vale a pena conferir.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Tudo começou aqui, hoje é a matriz de São Sebastião, já foi uma pequena capela protegida pelo mesmo santo e em volta dela se formou o arraial de São Sebastião dos Correntes. Em 1924 virou Sabinópolis, uma homenagem ao bom filho Sabino Barroso que levou o nome da cidade aos quatro cantos do país.O tempo passou! Tá certo que aqui um pouco mais devagar, ainda bem que essa gente não esqueceu como é bom um dedinho de prosa. O futuro chegou, mas o passado está presente em cada cantinho de Sabinópolis, em cada passo do nosso povo, em cada sorriso da nossa juventude, temos orgulho sim, desta terra. Foi graças a este espírito de resistência que Sabinópolis, mantêm viva as tradições que estão se perdendo por este mundo afora.

A festa de nossa senhora do rosário foi fundada em 15 de agosto de 1943 e todos os anos a cidade recebe visitantes, os filhos, os amigos dos filhos para homenagear nossa Senhora do Rosário, com passos acelerados, ritmos alegres ao som da sanfona e dos tambores, são os grupos folclóricos participando da festa. Para nós, agosto é tempo de festa. Os primeiros festeiros foram Lermino Caldeira e Maria Roque Abreu. A Festa foi celebrada pelo Padre José Amantino dos Santos, Vigário da Paróquia de São Sebastião de Sabinópolis naquela época.

Pirotecnia[editar | editar código-fonte]

Não há festas sem fogos de artifício. Tem sido assim desde a antiga Roma e em Sabinópolis à pirotecnia tem história.

O interesse do homem pelos fogos de artifício é muito antigo.

Os chineses e egípcios já se dedicavam a pirotecnia bem antes do império romano. Antes da invenção da pólvora os fogos volantes e os estrondos eram produzidos com o emprego do salitre, quando ainda eram desconhecidos seus efeitos e propriedades.

Com a pólvora, tomaram novo incremento pela aplicação que se dá a esse explosivo e transformou-se em atração das festas romanas daquela época.

Entrou em decadência com a queda do império e renasceu a partir dos séculos XI e XII com novas composições e misturas, voltando a alcançar grande aceitação nos festejos públicos em toda a Europa.

Alvorada[editar | editar código-fonte]

Às 5:00 h da manhã do Sábado da "Festa de Agosto", bandas de música percorrem as ruas da cidade tocando e acordando a população, ou melhor, acordando aqueles que já conseguiram dormir. É a "Alvorada", uma dentre as muitas tradições da Festa, que ajuda a enfeitar e alegrar o amanhecer do dia. Durante o cortejo, são prestadas homenagens a cada músico ausente.

A banda pára por alguns segundos em frente à casa do músico, tocando somente seu respectivo instrumento, como lembrança. Um grande número de pessoas (na maioria das vezes aquelas que estão na rua desde a noite anterior) acompanha a banda no seu trajeto pela cidade. Após desfile e homenagens, é servido o tradicional caldo, num momento de descontração e confraternização.

Caboclos[editar | editar código-fonte]

É provavelmente, um dos bailados mais antigos do Brasil. Sua origem encontra-se entre as danças que os curumins executaram na presença dos catequistas. Foi através de bailados como este que, de norte a sul do Brasil, ensinou-se, entre outras coisas, a tese da ressurreição. Largamente utilizado na catequese pelos Jesuítas, criadores do teatro religioso, serviu de instrumento para a conversão dos índios, do negro e porque não dizer, do próprio português que para aqui veio. Merece especial destaque neste bailado a atuação dos elementos musicais.

Neste sentido, ganha importância a atuação dos Pifeiros e Gaiteiros (sanfoneiros) que, utilizando-se de acordes simples, mas com grande identidade regional, enriquecem o espetáculo. Usam colar e saiotes de penas coloridas e adornos, bijuterias, fitas, pinturas, brincos, braceletes e arco-e-flecha que lhes dão um visual bonito, colorido e agradável.

Bumba meu Boi[editar | editar código-fonte]

O boi é tema de bailado nacional e, em nosso país, não se restringe apenas à região da "Civilização do Couro". Ele é encontrado tanto na área da pesca quanto na agrícola.

O Bumba-Meu-Boi é, portanto, um bailado muito praticado no Brasil. Entretanto, a sua manifestação tem características peculiares a cada região, podendo o boi ser feito de jacá (balaio) ou de armação.

Como figura absolutamente popular, foi utilizado pelo catequista para ensinar a teste da ressurreição para índios, portugueses e mestiços.

A composição dramática é de grande simplicidade, sendo que o fundamental é a ressurreição do animal.

No Bumba-Meu-Boi, predomina a atuação do mestiço, mas todos têm seu papel nesse bailado. O branco é o dono do boi, o negro é quem vai roubá-lo na fazenda, com a conivência da capataz (mulato) e o índio (representado pelo pajé) é quem irá ressuscitar o animal.

Personagens principais: Donos da fazenda, feitor ou capataz, vaqueiros, negros ladrões, pajé, índios, mãe Catarina, padre sacristão, além das figuras de bichos como: sapo, ema, cavalo marinho, etc.

Instrumentos utilizados: Sanfona, cavaquinhos, violões, caixas, pandeiros, berrantes, etc.

Bandas[editar | editar código-fonte]

As bandas existem desde as épocas mais remotas. Entretanto, os conjuntos organizados só apareceram com o surgimento e aperfeiçoamento dos instrumentos musicais. O aperfeiçoamento dos instrumentos foi gradativo e, de maneira geral, resultou do desenvolvimento das formas de criação musical, principalmente entre os séculos XV e XVII. Isso levou ao desenvolvimento e divulgação das bandas. Sabe-se que a organização das bandas atuais remonta da época de Frederico, o Grande, da Prússia, e que, posteriormente, Itália, Inglaterra, França e outros países organizaram suas bandas.

No Brasil, principalmente em Minas Gerais, existem as bandas de música que tocam nos coretos em festas religiosas, cívicas e folclóricas, enchendo os corações de música, alegria e emoção. São chamadas carinhosamente de "Fanfarras", e são corporações que resistem a todas as dificuldades e que se alicerçam nos ideais e, sobretudo, na sensibilidade e coragem de seus componentes, que fazem de tudo para manter viva a tradição.

Em Sabinópolis, as bandas existem desde 1890, e atualmente são duas: a Banda Maria Imaculada e a Banda São Sebastião. Essas são responsáveis por proporcionar alegria e entretenimento, além de sustentarem essa tradição mineira.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
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