Santa Luzia d'Oeste

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Município de Santa Luzia D'Oeste
"Sant Loise"
Bandeira de Santa Luzia D'Oeste
Brasão de Santa Luzia D'Oeste
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 11 de Maio
Fundação 11 de maio de 1986
Gentílico santaluziense
Prefeito(a) Jurandir de Oliveira[1] (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Santa Luzia D'Oeste
Localização de Santa Luzia D'Oeste em Rondônia
Santa Luzia D'Oeste está localizado em: Brasil
Santa Luzia D'Oeste
Localização de Santa Luzia D'Oeste no Brasil
11° 51' 20" S 61° 47' 00" O11° 51' 20" S 61° 47' 00" O
Unidade federativa  Rondônia
Mesorregião Leste Rondoniense IBGE/2008[2]
Microrregião Cacoal IBGE/2008[2]
Municípios limítrofes Norte: Rolim de Moura; Oeste: Alta Floresta D'Oeste e Parecis; Sul: Alto Alegre dos Parecis; Leste: São Felipe D'Oeste,
Distância até a capital 498 km
Características geográficas
Área 1 197,781 km² [3]
População 8 886 hab. IBGE/2010[4]
Densidade 7,42 hab./km²
Altitude 260 m
Clima Equatorial Af
Fuso horário UTC−4
Indicadores
IDH-M 0,679 médio PNUD/2000[5]
PIB R$ 110 193,948 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 11 519,33 IBGE/2008[6]
Página oficial

Santa Luzia D'Oeste é um município brasileiro do estado de Rondônia. Localiza-se a uma latitude 11º51'20" sul e a uma longitude 61º47'00" oeste, estando a uma altitude de 260 metros. Sua população estimada em 2010 era de 8.886 Habitantes. Possui uma área de 1.187,75 km².

História[editar | editar código-fonte]

Em 1978 surgiu o loteamento da área urbana com o nome de "Vila Bambu", lançado pelo INCRA em outubro de 1978, Decreto Lei nº 80.511.

Em dezembro de 1979 a então "Vila Bambu" passou a chamar-se Santa Luzia, cuja denominação foi dada pelo Governador do Território Federal de Rondônia, o Sr. Coronel Jorge Teixeira de Oliveira, o qual, ao curar-se de uma moléstia acometida em sua visão, procurou homenagear a Santa Luzia, que é considerada a protetora dos olhos.

Em 1979 foi construído o primeiro prédio de pau-a-pique, para funcionar como igreja e escola, na qual trabalharam as primeiras professoras: Josefina Rodrigues Soares e Soeli Duarte Dias.

O Governador Cel. Jorge Teixeira de Oliveira nomeou o Sr. Catarino Cardoso o primeiro administrador da cidade.

O município de Santa Luzia do Oeste foi criado no dia 11 de maio de 1986, através da Lei Estadual nº 100, publicada no Diário Oficial do Estado em 14 de maio de 1986, sendo desmembrado de Rolim de Moura em tal data.

Após a emancipação do município, o primeiro administrador foi César Cassol, então nomeado pelo Governador Ângelo Angelim.

Pedro Lima Paz foi o primeiro prefeito, eleito em 15/11/1986, cujo mandato findou-se em 31/12/1988. O vice-prefeito foi Armando Marcelino

Na sequência, foi eleito prefeito César Cassol, o qual governou o município no quadriênio 1989 a 1992.

César Cassol foi eleito novamente prefeito para o quadriênio 2013/2016, ao lado do vice-prefeito Luizão do Trento.

Reditário Cassol, pai do prefeito César Cassol, ex-deputado estadual, ex-deputado federal e Senador da República por Rondônia, foi o líder da corrente migratória que ocupou esta região de Rondônia (dentre outras regiões). Por isso, deve ser tido e considerado o fundador de Santa Luzia do Oeste. Reditário Cassol tinha muita aproximação política e pessoal com o ex-governador Jorge Teixeira (1979/1985) e muito esforçou-se para a criação do novo povoado, inicialmente chamado Vila Bambu, e posteriormente Santa Luzia do Oeste. Sem o esforço do Senador Reditário Cassol, Santa Luzia do Oeste não teria sido criada em 1986, mas somente em época bem posterior, o que teria impedido o desenvolvimento da cidade e da região.

Primeiros vereadores: Valdemir Sebastião Constantino, Sebastião Cherubim Barbosa, Licério Geraldo Senn, Anael Ferreira Clara, Alberto Matte, Geovane Pereira Franco, Vilson Bacon Soares, Manoel Procópio de Souza, Luiz Vieira do Nascimento, Sebastião Barros da Silva e Emir Rodrigues.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

A rede hidrográfica do município pertence à baicia do rio Ji-Paraná ou Machado, compondo-se por afluentes e subafluentes, dentre os quais destacam-se: rio Branco, rio Bambu, rio Córgão, rio Uimeerê e vários iguarapés permanentes e intemitentes, dentre os quais o iguarapé Anta Atirada, além do Córrego Bamburro e o ribeirão Antônio João.

Clima[editar | editar código-fonte]

O Clima da região é caracterizado por duas estações: o verão, que se estende entre os meses de abril a setembro e correspondem a um período seco, com baixa precipitação pluviométrica, e o inverno, caracterizado por elevados índices pluviométricos de outubro a março. A variação térmica na região é praticamente inexistente, onde a temperatura média anual é de 25°C, sendo que a média das mínimas é de 19°C e a média das máximas fica em 40°C. A umidade relativa do ar também é característica da região, cuja média anual atinge 90%.

Relevo[editar | editar código-fonte]

O relevo do município apresenta-se predominante ondulado com regiões de relevo acidentado. A área do município é porção integrante do Planalto dos Parecis, caracterizada por um relevo do tipo serrano, com morros ligeiramente abaulados e vales em forma de "U".

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A floresta equatorial densa ocupa uma porção significativa da região, revestindo ambientes distintos como planícies e terraços quaternários, interfluviais terciários, assim como deficientes formas de relevo dos terrenos pré-cambarianos. Nas áreas próximas aos rios são observados tipos de vegetação nos estágios graminóide, arbustivo e arbóreo aberto.

Solo[editar | editar código-fonte]

Associação de podzólico vermelho-amarelado distrófico textura média/argilosa, fase floresta tropical, ou densa, relevo ondulado a suave ondulado, mais solos litólicos álico, textura indiscriminada, fase floresta senidecidual, relevo suave ondulado, todos (A) moderados. São solos regulares para a lavoura e recomenda-se cuidados com a erosão em área de relevo ondulado.

Aspectos econômicos[editar | editar código-fonte]

A economia está centrada na população agrícola e pecuária. Na safra 98/99, no contexto estadual, o município contribuiu com a 3ª maior produção de milho, 4ª maior produção de feijão e expressiva produção de café está sendo intensificada por iniciativa dos próprios produtores e a CEPLAC contribuindo com a ampliação da plantação do cacau, que esperava-se expandir até 100ha de plantação do produto para o ano 2000.

A maioria dos lotes do município são minifúndios localizados em linhas desde a época do assentamento promovido pelo INCRA.

Apesar de sua população ser predominante rural e suas terras consideradas de alta e média fertilidade, próprias de qualquer tipo de cultura, o município vem reduzindo sua população, por vários fatores, dentre eles a distância entre os grandes centros, as dificuldades de escoamento dos produtos, a falta de armazenagem e a falta de apoio dos órgãos oficiais aos produtos do município. Essa situação inclusive está levando um crescente números de famílias a emigrar para outras localidades, principalmente para o município de Buritis e para os municípios do estado do Amazonas que fazem fronteira com o estado de Rondônia.

No aspecto da pecuária, o plantel bovino está em franco crescimento, notadamente a pecuária de leite que abastece os dois laticínios existentes no município.

A não ser pela existência de 2 laticínios, que empregam 42 pessoas, as madeireiras e fábrica de móveis que empregam 80 pessoas e 3 cerealistas que empregam 26 pessoas, o município não industrializa duas matérias-primas, praticamente inexistindo agroindústrias, que poderiam alavancar seu desenvolvimento econômico.

O setor terciário é indicipiente e deficiente e, em grande parte, depende do comércio e serviços de Rolim de Moura, principalmente, para onde se dirige grande parte da população quando necessita de bons serviços, bom atendimento, melhor preço, variedade de produtos e condições de pagamento, conforme levantamento efetuado junto aos domicílios urbanos e rurais.

Salienta-se que o setor primário (agricultura e pecuária) é de longe o maior empregador do município, concentrando 50,33% (1.278 empregados em 1999) da mão de obra disponível.

Setor primário[editar | editar código-fonte]

Agricultura[editar | editar código-fonte]

A agricultura ao lado da pecuária se constitui na principal atividade econômica do município.

Dentre os produtos cultivados, destacam-se o milho, o feijão, a mandioca, a banana e a crescente produção de café. O cultivo do cacau está sendo impulsionado pela CEAPLAC que espera dobrar dobrar a atual área plantada do município ainda este ano (2000).

A qualidade do solo da região, considerado de alta e média fertilidade, poderá transformar o município em um importante pólo produtor agrícola da região.

Além da ampliação dos investimentos nas culturas já existentes, podem ser implantados outros tipos de culturas, a exemplo do que já vem ocorrendo com as frutas e hortaliças, já praticadas em termos de manutenção e subsistência, cuja a comercialização já é efetuada no mercado principal do produtor, localizado na zona urbana do município.

O maior entrave nos desenvolvimentos das culturas agrícolas é a falta de apoio e de incentivos oficiais, tanto na infra-estrutura para escoamento e armazenagem da produção, quento para a comercialização e acesso ao crédito diferenciado para pequenos produtores.

Ressalta-se também que existem projetos na Prefeitura, beneficiando as 15 associações de produtores rurais para o cultivo da pupunha para extração do palmito e construção de um viveiro municipal, com o objetivo de fornecer ao produtor mudas de café e mudas para reflorestamento, além de consórcios agroflorestais com pupunha e teca.

Pecuária[editar | editar código-fonte]

É outro setor de suporte da economia de Santa Luzia d'Oeste, aparada principalmente pelos dois laticínios existentes no município que absorvem toda sua produção leiteira e estimulam o aumento da produção. Os produtos derivados do leite, basicamente queijo, destinam-se a mercado de fora do Estado de Rondônia.

Da mesma maneira que na área agrícola, observa-se também nesse segmento produtivo a falta de apoio oficial, seja em infra-estrutura, seja em crédito ou em comercialização (tanto "boi em pé" quanto de seus derivados).

Entretanto, a própria conscientização de produtores torna-se necessária, tanto na implantação de novas tecnologias que melhorem a qualidade mantendo a produtividade bovina, quanto na absorção de métodos administrativos eficientes baseados principalmente na efetiva atuação da associação comunitária.

Constatou-se nos levantamentos e pesquisas realizadas que a Prefeitura Municipal dispõe de projeto para construção de 90 tanques de piscicultura, procurando diversificar a produção primária do produto, principalmente o tambaqui, além de contribuir para o equilíbrio ecológico.

-Funcionalismo Público- Uma outra parte dos moradores do município sobrevivem do serviço público , quer na esfera estadual e municipal. /

Pontos de Lazer[editar | editar código-fonte]

  • Praça em frente a Rodoviaria
  • Lanchonete e Sorveteria Tropical
  • Praça ao lado da escola JK
  • Espeto e CIA
  • Lanchonete do Maurão
  • Lanchonete Esquinão
  • Casa do Consulado ( ou casa do Diego)

Pontos turisticos[editar | editar código-fonte]

  • Pastelzinho da Xunã
  • Micro cristoredentor
  • Lan house do Teixeira
  • Bar do pinafo
  • Bar do Tucano
  • Bar do Prego
  • Bar do Tucano
  • Morro da Teleron
  • Balneario Riacho Doce

Escolas[editar | editar código-fonte]

O município possui seis escolas distribuídas da seguinte forma: três escolas estaduais e três municipais. Sendo a Escola Juscelino Kubitschek a única que atende o ensino regular de nível médio , além da Escola de Ensino de Jovens e Adultos-CEEJA. A escola Marechal Rondon que atende o nível básico, até o 5° ano do Ensino Fundamenta.O município ainda possui as escolas mantidas pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura- SEMEC, uma infantil(Escola Manoel Lima e Paz) e duas que atende o nível fundamental, uma delas na sede do muncipio(Escola Ronaldo Aragão) e outra no setor rural(Escola Expedito Gonçalves Ferreira).

Referências

  1. Todos os prefeitos eleitos em Rondônia - Eleições 2012. Página visitada em 19/01/2013.
  2. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  3. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  4. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  5. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
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