Sebastian Vrancx

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Cena de cidade, Rijksmuseum, 1622
Vista interior da Igreja jesuíta em Antuérpia, 1630

Sebastian Vrancx, ou Sebastiaan ou ainda Sebastiaen, (Antuérpia, 23 de janeiro de 157319 de maio de 1647) foi um pintor e gravurista da escola pré-barroca flamenga.

Foi aprendiz no atelier de Adam van Noort, o qual «colecionou» alunos célebres como Peter Paul Rubens, Jacob Jordaens, entre outros. Em Roma, perto de 1600, terá também visitado o estúdio de Paul Brill, de quem se tornou amigo.

Conhecido pelas suas extremas precisão e habilidade e estimado como um dos melhores pintores da sua época, Rubens, na sua própria colecção de arte, tinha em bom plano alguns trabalhos de Vrancx. A maioria dos seus quadros representam vertiginosas cenas de batalha, saques a cidades ou cavalaria em combate, temas com os quais se identificava principalmente. A alegoria era um estilo que lhe puxava a atenção e, quase todo o seu trabalho está baseado na alegoria.

Curioso é o facto de, na sua obra, em geral, as cores não variarem muito. O verde seco e o oliva, em associação com o cinzento, são das cores mais presentes nas suas telas. São também conhecidos na sua extensa obra, muitos esboços, sanguíneas e inúmeros desenhos e estudos.

Trabalhou com Jan Brueghel, o Velho, Hendrick van Balen e, no seu estúdio, o seu melhor aluno foi Pieter Snayers.

A sua obra representa na sua totalidade uma efémera passagem do alto-Renascimento para o período Barroco. No início ods seus anos de trabalho seria um pintor ainda ligado ao Renascimento, inserido neste período, visto que o Barroco ainda era vago na Itália e, como período artístico, inexistente na Flandres. Contudo, a arte da própria Flandres caminhava a passos largos numa busca desenfreada por um novo estilo, o Barroco, o qual chega nos anos primeiros do novo século, o século XVII. Esta época, na Flandres chamar-se-á de pré-Barroco, que simboliza basicamente a existência de um estilo semelhante, mas prematuro, que só se viria a consolidar quase nos mados do mesmo século, naquele território. Enquanto isto, a Itália já vivia numa intensa época barroca, e a própria França, a Espanha e o Sacro Império davam largos passos neste estilo.

A obra de Vrancx representa o que foi supra-apresentado. A procura pelo barroco e a passagem da era renascentista - e a suave queda desta - para a era barroca, que trouxe ao palco exímios artistas como Peter Boel, Peter Paul Rubens, Jacob Jordaens, entre outros.

Especula-se que o ano da sua morte seja [1647]. Porém, historiadores de arte crêem que Vrancx tenha falecido posteriormente.

Alguns dos seus trabalhos podem ser apreciados no Museu Real de Belas-Artes, em Antuérpia, no Museu Groeninge, em Bruges (ambos na Bélgica) e no Museu Noordbrabants em 's-Hertogenbosch, e no Rijksmuseum em Amsterdã (na Holanda). Diversos desenhos e pinturas de Vranx estão expostos no Museu do Hermitage, em São Petersburgo, nos museus de artes da Universidade de Harvard, no Museu do Louvre, em Paris, e em vários outros museus.