Sodoma e Gomorra

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A Destruição de Sodoma e Gomorra, John Martin, 1832.

Sodoma e Gomorra (do hebraico סְדוֹם Sodom e עֲמוֹרָה Amorah ) são, de acordo com a Bíblia judaica, duas cidades que teriam sido destruídas por Deus com fogo e enxofre descido do céu. Segundo o relato bíblico, as cidades e os seus habitantes foram destruídos por Deus devido a prática de actos imorais. Entretanto, arquelogistas nunca encontraram nenhuma evidência significativa da existência de Sodoma e Gomorra.[1]

A expressão "Sodoma e Gomorra" se aplica, por extensão, às cinco cidades-estado do Vale de Sidim, no Mar Salgado ou Mar Morto. Eram elas: Sodoma, Gomorra, Admá, Zebolim e Bela (também é chamada de Zoar[2] ).

O Vale de Sidim ("Vale dos Campos") era descrito como um lugar paradisíaco.[3] Ocupava uma área aproximadamente circular no vale inferior do Mar Salgado, actualmente submerso pelas suas águas salgadas. A região é chamada em hebraico de Kikkár que significa "bacia". A pequena península na margem oriental do Mar Salgado, é chamada em árabe de El-Lisan que significa "a língua". Desde a península de El-Lisan ao extremo sul, se estenderia o Vale de Sidim. O seu fundo registra uma profundidade de 15 a 20 metros, enquanto para norte da península, o fundo desce rapidamente para uma profundidade de 400 metros.

Os Crimes de Sodoma[editar | editar código-fonte]

Vale de Sidim, a Sul de "El-Lisan", Mar Morto

Após o retorno de Abraão do Egipto, o relato bíblico menciona que os habitantes de Sodoma eram grandes pecadores contra Deus.[4] Porém, isso não impediu uma coexistência pacífica entre os habitantes de Sodoma com o patriarca Abraão, e com o seu sobrinho, .

Alguns escritos judaicos clássicos enfatizam os aspectos de crueldade e falta de hospitalidade com forasteiros. Uma tradição rabínica, exposta na Mishnah, afirma que os pecados de Sodoma estavam relacionados à ganância e ao apego excessivo à propriedade, e que são interpretados como sinais de falta de compaixão. Alguns textos rabínicos acusam os sodomitas de serem blasfemos e sanguinários.

Outra tradição rabínica indica que Sodoma e Gomorra tratavam os visitantes de forma sádica. Um dos crimes cometidos contra os forasteiros é quase idêntico ao de Procusto, na mitologia grega, dizendo respeito à "cama de Sodoma" (midat sdom) na qual os visitantes eram obrigados a dormir. Se os hóspedes fossem mais altos, eram amputados, se eram mais baixos, eram esticados até atingirem o comprimento da cama.

A Destruição das Cidades[editar | editar código-fonte]

Segundo o livro de Gênesis, dois anjos de Deus dizem a Abraão que "o clamor de Sodoma e Gomorra se têm multiplicado, e porquanto o seu pecado se têm agravado muito". Abraão então intercede consecutivas vezes pelo povo sodomita, e Deus ao final lhe responde que, se houvesse em Sodoma dez justos na cidade, ela não seria destruída.[5]

Nesse mesmo dia, os dois anjos que visitaram Abraão descem à cidade e são hospedados na casa de Ló.[6] Antes de se deitarem, os homens da cidade cercaram a casa de Ló para terem relações sexuais com seus dois hóspedes. Ló então sai na defesa dos anjos,[7] oferecendo suas filhas virgens para saciar o desejo da multidão.

Ferindo com cegueira os homens que estavam junto á porta da casa de Ló, os anjos retiram o patriarca e sua família da cidade e lhes dá a ordem de seguirem sempre em direção das montanhas sem olharem para trás. A mulher de ló desobedeceu a ordem dada pelos anjos e olhou para trás e foi transformada em estatua de sal. Então, de acordo com Gênesis, inicia-se a destruição de Sodoma e de toda a planície daquela região.

Em 2008 o "Planisfério" descoberto por Henry Layard em meados do século XIX, foi analisado pelos pesquisadores Alan Bond, da empresa Reaction Engines e Mark Hempsell, da Universidade de Bristol, e eles descobriram que a placa foi escrita por um astrônomo sumério onde os relatos datavam da noite do dia 29 de junho de 3123 a.C. no calendário Juliano.

Os pesquisadores afirmam que metade da placa contém informações sobre posições planetárias e de nuvens e a outra metade é uma observação de um asteroide com dimensões maiores de 1 quilômetro.

Segundo Mark Hempsell, de acordo com o tamanho e rota descritos, há a possibilidade deste asteroide ter se chocado contra os Alpes austríacos, região de Köfels. Não houve cratera que pudesse evidenciar explosão, pelo fato deste ter voado próximo ao chão, deixando um rastro de destruição causados pela onda supersônica. Seu rastro teria gerado uma bola de fogo com temperaturas próximas a 400°C, e devastado aproximadamente uma área de 1 milhão de quilômetros quadrados.

Hempsell sugere que a nuvem de fumaça consequente da explosão do asteroide atingiu o monte Sinai, algumas regiões do oriente médio e o norte do Egito, vitimando diversas pessoas. A escala de devastação se assemelha com o relatado no antigo testamento na destruição das cidades de Sodoma e Gomorra.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. The Palace of King David (Or Not) (em inglês). Slate (15 de janeiro de 2008). Página visitada em 22 de agosto de 2011. "Archaeologists have discovered no significant evidence for Noah's flood, Sodom and Gomorrah, Abraham, Isaac, or Jacob. They don't believe Jews were enslaved in Egypt, wandered in the desert, or conquered the Promised Land. Plenty of evidence has survived about later parts of the Hebrew Bible—the cut-rate monarchs and latecomer generals in the books of Kings—but the great Bible heroes remain stuck in the world of myth.)"
  2. Gênesis 14:2
  3. Gênesis 13:10
  4. Génesis 13:13
  5. Gênesis 18:20-33
  6. 19:1-3
  7. 19:4-9