Thorin II Escudo-de-Carvalho

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Thorin II
Personagem da Terra Média
Thorin II Escudo de Carvalho, antes de ser rei, numa forja nas montanhas azuis
Thorin II Escudo de Carvalho, antes de ser rei, numa forja nas montanhas azuis
Raça Anão
Divisão Povo de Durin
Tiítulos Rei do Povo de Durin, Rei sob a Montanha
Outros Nomes Escudo de Carvalho
Arma Orcrist
Data de Nascimento 2746 da 3ª Era
Data de Falecimento 2941 da 3ª Era
Primeira aparição
em Livro
O Hobbit
Primeira aparição
em Filme
The Hobbit: An Unexpected Journey
Intérprete Richard Armitage
Personagems Criados por J.R.R. Tolkien


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Thorin Escudo-de-Carvalho, nascido Thorin II Escudo-de-Carvalho (no original: Thorin Oakenshield) é um personagem fictício da obra O Hobbit, de J. R. R. Tolkien. Ele era o líder da Companhia de Anões que visam recuperar a Montanha Solitária de Smaug, o Dragão. Thorin é um anão, membro do Povo de Durin, ele é filho de Thráin II e neto do grande Rei Thrór.

Nome e títulos[editar | editar código-fonte]

Tolkien empregou o nome de Thorin do poema nórdico antigo "Völuspá", parte da Edda poética.[1] O nome "Thorin" (Þorinn) aparece na estrofe 12, onde é usado para um anão, e o nome "Oakenshield" (Eikinskjaldi) na estrofe 13.[2] Os nomes também aparecem na Edda em prosa de Snorri Sturluson.[3] [nota 1]

Como ele era o rei de Erebor, ele era chamado de rei sob a montanha. O título passou a Dáin após sua morte.

Biografia[editar | editar código-fonte]

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Nascido no ano 2746 da Terceira Era, Thorin foi mandado para o exílio pelo dragão Smaug em 2770, juntamente com os outros anões sobreviventes. Na batalha de Azanulbizar em 2799, quando tinha apenas 53 anos (uma idade nova para um anão) marchou com um exército anão poderoso em Nanduhirion abaixo da Leste-porta de Moria. O escudo de Thorin era quebrado e usou galhos de árvore para defender-se, assim ganhando o apelido ou sobrenome "Oakenshield" que significa Escudo-de-Carvalho.

Thorin tornou-se Rei no exílio dos povos de Durin como Thorin II Escudo-de-Carvalho após seu pai, Thráin II, que havia desaparecido. Não demorou nem um século para que Thorin decobrisse que seu pai tinha sido capturado e torturado até a morte por Sauron. Trabalhou duro, fazendo muitas vezes coisas que até o momento não tinha experiência para saber e teve uma dose de prosperidade nas Montanhas Azuis. Entretanto nunca foi muito feliz lá, uma vez que o dragão e Erebor não saíam de seus pensamentos.

Em O Hobbit, ele e outros doze anões, na maior parte seus parentes ou membros da tribo de Durin, visitaram Bilbo Bolseiro.[4] O conselho de Gandalf era empregá-lo como um assaltante, para roubar de volta o tesouro dos anões de Smaug. Além do tesouro, Thorin queria em especial a Pedra Arken, o coração da montanha. No terceiro livro da saga O Senhor dos Anéis é mencionado que Gandalf se encontrou com Thorin em Bree, em um dia completamente ao acaso e que aí decidiram se empreender na questão do tesouro.

Thorin é descrito como sendo muito sério e raramente sorrindo. Fala de seu repouso nas Montanhas Azuis como sendo um "alojamento pobre no exílio". Mesmo sendo mais velho na época de O Hobbit, ainda era muito capaz e um ótimo guerreiro. Foi o único, que no episódio, não foi pego totalmente de surpresa pelos Trolls, e ele lutou bravamente junto com Gandalf contra os goblins. Mesmo assim, sua liderança não é particularmente distinta, e então ele não mostra muita sabedoria. Thorin é o primeiro a ser capturado pelos Elfos Silvestres e insiste que os outros anões não divulguem sua captura. É o primeiro a emergir dos tambores na Cidade do Lago e dos marços até aos líderes da cidade, declarando-se como o rei Sob a montanha.

Thorin ficou furioso quando Bilbo roubou a Pedra Arken para ser usada como troca com um arqueiro chamado Bard. O conflito chamado A Batalha dos Cinco Exércitos começou com o ataque da montanha dos anões por goblins e wargs. Assim os anões tiveram que se unir com os Homens, os Elfos e as Grandes Águias. Durante a batalha Thorin foi ferido fatalmente, mas antes de morrer fez as pazes com Bilbo,[5] elogiando sua bravura e seu bom caráter. Suas últimas palavras foram:

Se mais de nós dessem mais valor a comida, bebida e música do que a tesouros, o mundo seria mais alegre. Mas, triste ou alegre, agora devo partir. Adeus!

Thorin recuperou a espada Élfica de nome Orcrist durante a história. Ele usou-a durante quase toda sua aventura, porém quando foi pego pelo Rei Élfico da Floresta das Trevas, a espada lhe foi confiscada. Após sua morte, tal espada foi colocada junto ao seu corpo, (a Pedra Arken foi colocada em um túmulo próprio) de modo que sempre sua lâmina incandesceria azul para que os inimigos nunca se aproximem da montanha de surpresa. Seu sucessor com Rei sobre a Montanha foi seu primo Dáin II, Pé-de-ferro.

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Retratos em adaptações[editar | editar código-fonte]

Na versão animada de 1977 de O Hobbit, ele foi dublado por Han Conreid.

Na adaptação de três filmes de O Hobbit (2012-2013), ambos dirigidos por Peter Jackson, Thorin é interpretado por Richard Armitage.[6]

Notas

  1. Os nomes aparecem como Thorinn e Eikinskjaldi. O nome deriva finalmente ao deus nórdico Thor.

Referências

  1. Solopova, Elizabeth. Languages, Myths and History: An Introduction to the Linguistic and Literary Background of J.R.R. Tolkien's Fiction (em inglês). Nova Iorque, NI: North Landing Books, 2009. p. 20. ISBN 0-9816607-1-1
  2. Poetic Edda (em inglês). Página visitada em 13 de janeiro de 2013.
  3. Sturluson, Snorri; Arthur Gilchrist Brodeur. The Prose Edda (em inglês). [S.l.]: American-Scandinavian Foundation, 1916. 266 p. Página visitada em 13 de janeiro de 2013.
  4. Tolkien 2009, p. 4-14
  5. Tolkien 2009, p. 281
  6. Josh Winning (18 de julho de 2011). See Richard Armitage as Thorin Oakenshield in The Hobbit (em inglês). totalfilm.com. Página visitada em 13 de janeiro de 2013.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]