Sauron

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Sauron, O Senhor da escuridão
Personagem da Terra Média
Concepção cinematográfica de Sauron
Concepção cinematográfica de Sauron
Raça Ainur
Divisão Maiar de Aulë
Família Servos de Morgoth
Tiítulos A Mão Negra, O Senhor do Escuro, Senhor de Mordor, O Senhor dos Anéis,O Terror Inominável, O Grande Olho, O Fazedor de Anéis, Senhor dos Presentes
Outros Nomes Annatar, Gorthaur, Necromante
Arma O Um Anel
Data de Nascimento Entrou em Arda antes do início dos tempos
Data de Falecimento Destruído em 25 de março de 3019 da 3ª Era do Sol
Primeira aparição
em Livro
O Silmarillion
Primeira aparição
em Filme
O Senhor dos Anéis, A Sociedade do Anel (Em 2001)
Personagems Criados por J.R.R. Tolkien


Sauron é um personagem do universo fictício da Terra-média criado por J.R.R. Tolkien, antagonista da trilogia: O Senhor dos Anéis.[1] Sauron também aparece como o Necromante no Hobbit e como tenente de Morgoth no Silmarillion.

Em sua homenagem, a NASA chamou a galáxia NGC 4151 como Olho de Sauron.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

No início dos tempos, antes que os Valar entrassem em Arda (a Terra), Sauron era um dos mais poderosos maiar, aprendiz de Aulë.

Sauron se sentiu atraído por Melkor, ou Morgoth, tornando-se seu tenente mais fiel e sendo o segundo depois dele, mesmo quando o Vala foi derrotado e aprisionado nos confins do mundo.

Na Primeira Era, ele aparece como antagonista de Beren e Lúthien na Balada de Leithian. Após a derrota de Morgoth, os Valar intimaram Sauron a comparecer em julgamento, onde seria tratada a sua pena. Depois que ela fosse cumprida, ele seria liberto e voltaria a viver em paz. Mas, com medo, Sauron fugiu da presença deles. Em pouco tempo Sauron, talvez pela ausência de seu senhor, tornou-se razoavelmente bom. Mas na solidão e numa espécie de exílio, começou a maquinar o mal.

Forjadura dos Anéis[editar | editar código-fonte]

A mão de Sauron e o Um Anel.

Então conseguiu a amizade de alguns na Terra-Média (usando a identidade de Annatar, que significa o Senhor dos Presentes), adotou uma bela aparência, e simulou amizade com os Elfos, sendo uma destas amizades o grande artífice élfico da época, Celebrimbor (Filho de Curufin que por sua vez era filho de Fëanor), de Azevim (em élfico Eregion). (Foi este quem desenhou os portões de Moria). A este, Sauron deu a ideia de fazer-se anéis muito belos, mas que tinham como característica principal um determinado poder, e com eles consertar os danos causados pela disputas dos Valar e tornar a Terra-média tão bonita quanto Valinor. O elfo aceitou. Celebrimbor forjou, sem a ajuda de Sauron os Três Anéis: Narya, o Anel de Fogo, Nenya, o Anel da Água, e Vilya, o Anel do Ar. Mas, secretamente, Sauron forjou em Orodruin (Montanha da Perdição), o Um Anel, mais forte e mais poderoso que qualquer um, e com um laço, um encantamento que dava-lhe o poder de controlar todos os outros, assim como aqueles que os usasse. Com ele, Sauron planejava controlar os demais anéis e assim ostentar todos seus poderes. Então, invadiu Eregion e tomou os Anéis, distribuindo Nove aos Homens e Sete aos anões. Mas Celebrimbor descobriu os seus planos, e por isso conseguiu esconder os Três. Assim, uma nova guerra começava, onde Sauron buscaria os Anéis até onde conseguisse.

Os Nove[editar | editar código-fonte]

Os Nove, Sauron tomou para sí facilmente, pois o coração dos homens é facilmente corrompido, e os homens que os detinham tornaram-se seus mais poderosos servos e escravos de sua vontade, os Espectros do Anel (na língua negra, Nazgûl (Nazg = anel)).

Sauron em Númenor[editar | editar código-fonte]

Em pouco tempo, Sauron estava quase dominando a Terra-Média, chegando a aparecer perto dos Portos Cinzentos. Mas Gil-galad, o senhor daquele lugar, chamou os Númenorianos, os habitantes da ilha Númenor. Estes eram espantosamente fortes e muito hábeis, detendo longas espadas e arcos de aço, descendentes daqueles das Três Casas Amigas dos Elfos. Atravessaram a Terra-média para confrontar Sauron com um exército tão grande que muitos julgaram ser os Exércitos dos Valar. Mas Sauron, contrariando as expectativas, simulou medo e rendeu-se sem opor resistência, e foi levado cativo pelo rei Ar-Pharazôn. Foi então levado prisioneiro para a ilha de Númenor, e a Terra-Média conheceu um pouco de paz.

Nessa época os Númenorianos estavam insatisfeitos com sua nova terra e suas limitadas viagens pelos mares liberados pelos Valar e muito invejavam a imortalidade dos elfos em Aman, e como Sauron era astuto, e em pouco tempo tornou-se conselheiro do rei, conseguiu com isso que Númenor declarasse guerra contra os Valar, pois assim "teriam" suas imortalidades. A minoria tentou evitar (os Fiéis, depois chamados de Dúnedain), mas a maioria já estava envenenada por Sauron (e por sua própria vontade). Então o rei enviou uma poderosa frota para invadir Valinor e conquistar Aman (As Terras Imortais), pois lá ninguém morria. Os Valar, que haviam proibido os númenorianos de ir ao lado oeste (Aman), só os permitindo ir a leste (Terra-Média), como pagamento por aquele ato, invocaram Ilúvatar, que afundou não só a frota, mas toda a ilha de Númenor, assim como modificou o formato da Terra-média. Uma fenda enorme foi aberta sob o mar, entre Númenor e Aman. Houve grande tormenta em Arda. Sauron, enquanto ria do povo númenoriano no topo de Meneltarma, afogou-se na queda de Númenor, e seu corpo ficou desfigurado. Assim, ele voltou em forma sinistra para Mordor, e lá criou uma armadura similar a de melkor (para prender seu espírito ao corpo) e lá ficou escondido. Mas eis que nem todos os númenorianos morreram. Elendil, o Alto, e parte do povo, juntamente com seus filhos Isildur e Anárion, que eram chamados de "amigos-dos-elfos", ou Fiéis, escaparam e foram para a Terra-média. Lá fundaram o reino de Gondor e Arnor, e estabeleceram um curto reinado de paz, onde Sauron começou a atacar, pois descobriu que um dos novos reinos dos numenoreanos Fiéis (Gondor) ficava em suas fronteiras, achando aquilo uma ousadia grande. Construiu Barad-dûr (fazendo uma cópia a grande torre do conselho de Elendil- Orthanc) e fez exércitos enormes de orcs. Houve várias guerras onde Sauron dizimou muitos elfos e homens.

A Última Aliança[editar | editar código-fonte]

Quando os elfos já não suportavam mais, uniram-se aos homens e a alguns anões formaram a Última Aliança, na qual todos os exércitos disponíveis marchariam contra Mordor e destruiriam por vez Sauron. Assim o fizeram, e estavam vencendo. Mas depois de sete anos sitiando a Torre de Sauron, o exército estava cansado e morrendo de fome naquela terra infértil. Então o próprio Sauron se apresentou e lutou contra Gil-galad, Alto-Rei dos Noldor exilados na Terra-Média e Elendil. Jogou Elendil, que caiu com tanto impacto sobre sua espada Narsil, que a quebrou; Gil-Galad então perfurou Sauron com sua Aeglos, mas Sauron caiu por cima de Gil-Galad e o matou. Assim Isildur pegou o toco da Narsil e arrancou o Anel Governante do dedo de Sauron. Ele enfraqueceu-se e fugiu para Dol Guldur, ao sul da Floresta das Trevas por 400 anos, não mais atormentando. Como havia prometido há muito tempo, Isildur destrói então pedra por pedra em Barad-dûr. Gondor então construiu torres de vigia em Mordor no caso de um remoto retorno de Sauron

O Anel se Perde[editar | editar código-fonte]

Enquanto Sauron desaparecera, o Anel passou a Isildur, que se recusou a destruí-lo, alegando herança de seu reino. Deixou o reino de Gondor para os herdeiros de seu irmão Anárion, pois ele ficaria com Arnor ao norte. Mas quando retornava, foi emboscado por orcs. Pôs o Anel, ficando invisível, e quando tentava atravessar o Anduin, o Anel o traiu, saindo de seu dedo e fazendo-o ser visto. Foi então morto.

2500 anos depois, um pescador ribeirinho chamado Déagol pescava com seu primo Sméagol, quando caiu na água e encontrou o Anel. Sméagol cobiçou o objeto e matou Déagol enforcado, permanecendo assim com o Um Anel por volta de 500 anos. Então Bilbo, numa aventura com os treze anões, se perdeu, indo parar na caverna de Sméagol (Gollum). Assim encontra o Anel e o guarda. Após vários infortúnios, Bilbo conseguiu escapar da perseguição de Gollum, até que o Anel foi parar no Condado, chegando às mãos de Frodo. Alguns anos antes, a vigilância das torres plantadas em Mordor perdeu sua eficácia. Sauron retorna a Mordor, domina o Portão Negro e as torres, reconstrói Barad-dûr, recruta os Nazgûl, e a Montanha da Perdição torna a explodir em chamas. Sauron recomeça a atacar a Terra-Média, agora com o objetivo de simplesmente dominá-la com seu poder sombrio.

A Guerra do Anel[editar | editar código-fonte]

Na Guerra do Anel, onde descreve-se este final da Terceira Era, Frodo, no Conselho de Elrond, em Valfenda (Rivendell), é designado a levar O Anel até a Montanha da Perdição, em Mordor, para lá jogá-lo e acabar definitivamente com o poder de Sauron. Pois somente lá, onde o Anel foi feito, poderia ser destruído. No momento de destruir o Anel a vontade de Frodo (quase sob o controle do Anel), vacila e Gollum, quando luta com Frodo no túnel que leva ao centro de Orodruim (a Montanha da Perdição), sem querer cai na lava e o anel se desfaz. Assim, Sauron perdeu todo o seu poder e fugiu definitivamente para nunca mais voltar, dando início à Quarta Era, a Era dos homens.

Como podemos ver, o fim de Sauron foi diferente daquele que Melkor, seu mestre, recebeu, pois este foi lançado do planeta e nunca mais poderá ser livre (até o juízo final, quando diz-se que ele voltará e confrontará os outros Valar e destruirá a Arda). Já Sauron fora ferido a tal ponto ao final da Terceira Era, que não tinha poder para voltar a não ser que o próprio Melkor o cure e ele possa voltar a lutar.

Referências

  1. a b O Globo (11/03/2011). Nasa revela 'Olho de Sauron' em galáxia espiral. Visitado em 22/10/2013.
Ícone de esboço Este artigo sobre a obra de J. R. R. Tolkien é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.