Éowyn

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Éowyn
Personagem da Terra Média
Raça Homens
Divisão Rohirrim
Família Casa de Eorl
Tiítulos Senhora de Rohan, Princesa de Ithilien, Senhora Branca de Rohan
Outros Nomes Dernhelm
Data de Nascimento 2995 da 3ª Era do Sol
Data de Falecimento Data da morte desconhecida
Primeira aparição
em Livro
O Senhor dos Anéis, As Duas Torres
Primeira aparição
em Filme
O Senhor dos Anéis, As Duas Torres
Intérprete Miranda Otto
Personagems Criados por J.R.R. Tolkien


Éowyn, dentro da trilogia "O Senhor dos Anéis", criada por J.R.R. Tolkien, é a sobrinha do Rei Théoden de Rohan, filha de Théodwyn e Éomund, e irmã de Éomer. Sob o pseudônimo de Dernhelm, cavalgou para a Batalha nos Campos de Pelennor, onde destruiu, com a ajuda de Merry Brandebuque, o poderoso Senhor dos Nazgûl, Rei-Bruxo de Angmar. Ficou conhecida, em Rohan como "Senhora do Braço do Escudo".

No início da Quarta Era, casou-se com Faramir, Príncipe de Ithilien e Regente de Gondor.

História [editar]

Éowyn nasceu em 2995 da Terceira Era, em Rohan, filha de Théodwyn, a amada irmã do Rei Théoden, e de Éomund, um dos grandes Marechais da Terra dos Cavaleiros. Era também a irmã mais nova de Éomer, que viria a tornar-se o Terceiro Marechal da Terra dos Cavaleiros e Rei de Rohan.

Descrita como uma mulher bela, com longos cabelos louros, olhos cinzentos e pele branca como a neve, era esguia e alta, tendo uma graça e uma altivez herdadas do sul, de Morwen de Lossarnach, a quem os rohirrim haviam chamado Brilho do Aço.

Seu pai, Éomund, odiava os orcs e amava os cavalos. Em 3002, Éomund atacou um grupo de orcs que atravessavam suas terras com um grupo pequeno e sem cautela. Isto o conduziu a uma armadilha, na qual foi morto.

Sua mãe, Théodwyn,ficou doente e morreu pouco depois, para a grande tristeza do rei, que acolheu em sua casa os filhos da irmã, chamando-os de filho e filha.O filho do Rei,Théodred, na época com 24 anos, recebeu bem seus primos e tratou-os como irmãos mais novos, tendo nascido uma grande amizade entre eles. Todavia, ao crescer num ambiente tão masculino e militarizado quanto Edoras, Éowyn começou a demonstrar grande interesse a respeito de espadas e cavalos. Alguns anos depois, ela já sabia cavalgar e empunhar uma espada com destreza.

Todos estavam felizes, até o dia em que Gríma Língua de Cobra, um servo de Saruman, assumiu o posto de conselheiro do rei. Éowyn esteve sempre ao lado de Théoden e assistiu com tristeza a decadência física e mental de seu tio. O homem forte e orgulhoso que ela amava como um pai estava cada vez mais fraco, e isso a entristecia e fazia nascer em si um ódio secreto, mas forte, contra Gríma, que ela via como o principal responsável pela decadência de Théoden.

Quando Gandalf veio a Edoras, em 3019, Éowyn tinha poucas esperanças de que algo mudasse. Mas o mago curou o rei de sua apatia, e lhe mostrou como o mundo caminhava a passos largos para a guerra contra Mordor. Théoden mandou que o exército dos rohirrim fosse preparado, e deu a regência do Reino de Rohan para Éowyn, e nisso demonstrou mais amor por ela do que em qualquer outro gesto, pois nunca antes uma mulher havia ocupado o posto de regente naquele reino. O Rei Théoden e o exército de Rohan foram para o Abismo de Helm esperar o ataque dos orcs. Éowyn nada teve a ver com essa batalha, pois estava ajudando o povo de Rohan a se esconder dos orcs. Os exércitos do Oeste foram vitoriosos e os orcs dizimados.

Todos festejaram a vitória, mas ainda havia uma batalha para se travar. Uma batalha que denominaria o destino de todos. Os rohirrim partiriam novamente para lutar, mas dessa vez nos Campos de Pellenor, em Gondor. Um dia antes da partida dos exércitos de Rohan para a guerra, Aragorn, Gimli, Legolas, o guardião do norte Halbarad e os filhos de Elrond, Elrohir e Elladan partem para as Sendas dos Mortos. Neste ponto, Éowyn já sentia uma grande admiração por Aragorn, e quando soube que ele desejava usar tal caminho tentou dissuadi-lo de todas as formas, e chegou até a se oferecer a acompanhá-los, mas isso lhe foi negado.

O rei ordenou novamente que Éowyn fosse a regente e protegesse o povo durante sua ausência. Mas ela já estava decidida que lutaria e, secretamente, vestida como um homem e usando o pseudônimo de Dernhelm, cavalgou com o exército de Rohan em direção a capital de Gondor, Minas Tirith, juntamente com Meriadoc Brandebuque, um hobbit e integrante da Sociedade do Anel que nada sabia sobre sua verdadeira identidade. Quando os rohirrim atacaram as hordas de orcs, Éowyn estava entre eles, e lutou com bravura (mas anonimamente) até o momento que o rei foi abatido. O Rei dos Bruxos de Angmar, o capitão dos Nazgûl, atacou Théoden e ela se pôs entre eles. O Nazgûl riu de sua valentia, já que pensava tratar-se de um homem, mas quando tirou seu capacete e revelou ser mulher, irrompeu em fúria e medo, pois uma antiga profecia diria que ele nunca poderia ser morto pela mão de um homem, e Éowyn não era um homem. Conta-se que nesse feito Éowyn teve ajuda de seu companheiro, Merry.

Éowyn matou o Nazgûl, mas caiu vítima do hálito negro e ficou às portas da morte. Quando a guerra termina, seu irmão Éomer acha seu corpo e pensa que ela está morta, entretanto, o Príncipe Imrahil de Dol Amroth vem ao auxílio dos rohirrim e diz que Éowyn não faleceu. Éomer já havia partido, e só descobre que sua irmã estava viva quando ela chegou às Casas de Cura. Foi o próprio Aragorn que a curou, usando a erva chamada athelas ou folha-do-rei.

Alguns dias após a partida dos exércitos de Rohan e Gondor em direção ao Portão Negro, Éowyn levanta-se da cama e exige falar com o diretor, pois queria lutar ao lado de seu povo e morrer com dignidade. O diretor então a leva ao regente de Gondor. Foi nessa ocasião que Éowyn conheceu Faramir, e durante sua estadia nas Casas de Cura, os dois se apaixonam. Ela renuncia ao trono de Rohan para que pudessem se casar e os dois beijaram-se sobre as muralhas de Minas Tirith

Foi em 3020 da Terceira Era, que ocorreu o casamento de Éowyn e Faramir. Em 3019, ela era conhecida no Reino de Gondor como “Senhora Branca de Rohan” e passou a viver nas colinas de Emyn Arnen. Viveu como Princesa de Ithilien e amiga do Rei Elessar. Não existem registros de sua morte, apenas de seu único filho: Elboron.

Ver também [editar]

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