Through the Looking-Glass
| Through the Looking-Glass | |
|---|---|
| Alice Através do Espelho - E o Que Ela Encontrou Lá | |
| Jabberwocky, um personagem de Alice do outro lado do espelho. | |
| Autor (es) | Lewis Carroll |
| País | Reino Unido |
| Género | infantojuvenil |
| Ilustrador | John Tenniel |
| Editora | Macmillan |
| Formato | capa dura |
| Lançamento | 1871 |
| Páginas | 224 |
Through the Looking-Glass and What Alice Found There (publicado no Brasil como Alice Através do Espelho e O Que Ela Encontrou Por Lá, e em Portugal como Alice do Outro Lado do Espelho) é um livro de 1871, a continuação do célebre Alice's Adventures in Wonderland (Alice no País das Maravilhas), de 1865. O autor é Charles Lutwidge Dogson, conhecido como Lewis Carroll (1832-1898).
Em Alice no País das Maravilhas, a menina protagonista segue o Coelho Branco, cai no País das Maravilhas e conhece os mais variados e estranhos personagens. Nesta continuação, Alice tem de ultrapassar vários obstáculos - estruturados como etapas de um jogo de xadrez - para se tornar rainha. À medida que ela avança no tabuleiro, surgem outros tantos personagens instigantes e enigmáticos. O livro exalta essa esperteza que os adultos tantas vezes tomam por insolência. Sem tal qualidade, Alice não sobreviveria ao País das Maravilhas e ao estranho mundo do outro lado do espelho. Esses são, afinal, universos de pesadelo, povoados por essas criaturas esquisitas que vivem aprisionadas em paradoxos lógicos e argumentos circulares.
Carroll, apaixonado por crianças, elaborou as duas narrativas como um contraponto fantasioso e feérico que ridicularizava a compostura exigida às histórias edificantes e moralistas que eram lidas para os pequenos súditos da Inglaterra vitoriana. Um claro exemplo é o momento em que a sentenciosa Rainha Vermelha diz: "Fale só quando falarem com você". Alice observa que, se essa regra fosse seguida por todos igualmente, a conversa deixaria de existir.1 Porém, tanto Alice no País das Maravilhas quanto Alice Através do Espelho mostraram ser muito mais do que histórias infantis: são obras-primas da literatura fantástica de todos os tempos, para leitores de todas as idades.
No Brasil, uma das traduções mais conhecidas - com uma linguagem dirigida ao público infantil, foi feita por Monteiro Lobato; outra, mais erudita e fiel ao original, é de Augusto de Campos.
Referências
- ↑ No subterrâneo da fantasia (em português). Veja (21-04-2010). Página visitada em 07-05-2010.