Tigre-do-sul-da-china

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Tigre-do-sul-da-china

Tigre-do-sul-da-china
Estado de conservação
Status iucn3.1 CR pt.svg
Em perigo crítico
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Felidae
Género: Panthera
Espécie: P. tigris
Subespécie: P. t. amoyensis
Nome trinomial
Panthera tigris amoyensis
( Hilzheimer, 1905)
Distribuição geográfica
pequena região no sul da China
pequena região no sul da China

O tigre do sul da China (Panthera tigris amoyensis), também conhecido como tigre Amoy, tigre de Xiamen ou Tigre-da-China-meridional, é uma das 6 subespécies de tigre ainda existentes e uma das mais ameaçadas.

Características[editar | editar código-fonte]

Tigre azul. Criação livre de artista, mostrando como seria um Tigre azul.

Os machos pesam entre 130 a 175 quilos, medindo entre 2,30 a 2,60 metros de comprimento total, e as fêmeas pesando entre 100 a 115 quilos, medindo entre 2,20 a 2,40 metros de comprimento total.

Há relatos de avistamentos de tigres azuis na china, estes seriam tigres de coloração cinza azulada com listras escuras. A existência dessa cor não é confirmada.

Distribuição geográfica[editar | editar código-fonte]

Durante muito tempo o tigre do sul da China habitava as florestas da região leste e sudeste da China, sendo muito reverenciado e respeitado pelos chineses antigos, tendo desempenhado importante papel na arte, pintura, literatura e superstições chinesas, a ponto de ser um dos doze signos do zodíaco chinês.

Situação atual[editar | editar código-fonte]

Tigres do projeto "Save China's Tigers" brigando.

Até os anos 1950 os tigres chineses eram 4000, sendo mais numerosos até que os tigres siberiano e de Bengala. Tudo mudou em 1959, quando Mao Zedong, em meio ao fracassado Grande Salto Adiante, os declara pragas. Seguiu-se então uma brutal perseguição, na qual foram reduzidos a aproximadamente 200 em 1976, ano da morte de Mao. No ano seguinte tal situação foi revogada por parte do governo chinês, proibindo a matança de tigres selvagens. Porém os números continuaram a decrescer. Em 1982 as populações selvagens eram estimadas entre 150 a 250 indivíduos, e o governo chinês instituiu o programa "Salve o tigre".

O último tigre do sul da China selvagem conhecido foi morto em 1994. Estima-se que ainda existam em liberdade entre 20 a 30 indivíduos.

Em cativeiro[editar | editar código-fonte]

O zoológico de Berlim chegou a ter, por volta dos anos 1900, tigres da subespécie chinesa, e ainda nos anos 1960 havia tigres chineses em alguns zoológicos da Europa Oriental, tais como Berlim Oriental, Praga, Kiev e Moscou. Segundo dados do final de 2008, existem apenas 81 exemplares de tigres do sul da China em cativeiro, todos eles na China, descendentes de um grupo de apenas 6 indivíduos. Isto significa que esta subespécie irá dentro de alguns anos se tornar extinta, devido a falta de uma diversidade genética necessária.

Relação com povos nativos[editar | editar código-fonte]

Os camponeses vêem o tigre como um devorador de homens e de gado doméstico. Na década de 1950 para cada tigre morto era paga uma recompensa. Poucos entenderam a súbita mudança de situação quando o governo proibiu por lei em 1977 a matança de tigres. Como resultado têm sido muito difícil a aceitação da lei e para cumpri-la. A caça extensiva têm continuado. Além disso os tigres chineses também têm sofrido com os efeitos da poluição e envenenamento vindo de fertilizantes químicos, perda de seu habitat original (para se ter ideia da situação 99% das florestas chinesas originais já foram destruídas, e as áreas frequentadas pelos tigres se encontram muito fragmentadas com os maiores tendo não mais do 500 quilômetros quadrados) e a redução no número de suas presas, o que muitas vezes leva os tigres a atacarem o gado dos fazendeiros (ou mesmo a atacar seres humanos), os quais em represália matam o tigre, seja a bala, seja por envenenamento, seja por armadilhas.

Resgate da subespécie[editar | editar código-fonte]

tigre amoy
Tigre-do-sul-da-china do projeto Save China's Tigers.

A organização Save China's Tigers tenta reabilitar tigres-do-sul-da-china, com um programa de reprodução e treinamento na África do Sul (bem longe do habitat original, que é na ásia).[1]

Tigres nascidos em cativeiro, foram levados para o Tiger Canyons, na África do Sul, para aprenderem a caçar e viverem sozinhos na natureza. Anteriormente, no mesmo local, conseguiram ensinar um casal de irmãos de Tigre-de-bengala a caçarem e viverem sozinhos, isso pode ser visto no documentário "living with tigers" ("Operação tigres-de-bengala", no Brasil) produzido pela Discovery Channel em 2003.[2]

A intenção é, posteriormente, repovoar o habitat original do tigre, mas ainda nenhum tigre foi levado de volta à China.[3]

Referências[editar | editar código-fonte]

http://english.caixin.com/2013-12-12/100616834.html

  1. http://english.caixin.com/2013-12-12/100616834.html
  2. http://english.caixin.com/2013-12-12/100616834.html
  3. http://english.caixin.com/2013-12-12/100616834.html