Vaga-lume

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Lampyris noctiluca na Alemanha

Lampyris noctiluca na Alemanha
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Coleoptera
Infraordem: Elateriformia
Superfamília: Elateroidea
Família: Elateridae, Fengodidae e Lampyridae
Gêneros
Curtos

Cyphonocerus

Drilaster

Ellychnia

Hotaria

Lampyris

Lucidina

Luciola

Photinus

Photuris

Pristolycus

Pyractomena

Pyrocoelia

Stenocladius

Vaga-lumes ou pirilampos (também conhecidos como caga-lumes, caga-fogos, cudelumes, luzecus, luze-luzes, lampírides, lampírios, lampiros, lumeeiras, lumeeiros, moscas-de-fogo, noctiluzes, piríforas, salta-martins e uauás)[1] são denominações comuns de insetos coleópteros das famílias Elateridae, Fengodidae ou Lampyridae, notórios por suas emissões de luz fosforescente. As suas larvas alimentam-se principalmente de vegetais e outros insetos menores.[2] A espécie mais comum no Brasil é a Lampyris noctiluca, na qual apenas os machos são alados.

Luminosidade[editar | editar código-fonte]

Seus órgãos bioluminescentes localizam-se na parte inferior dos segmentos abdominais . A luciferina é oxidada pelo oxigênio nuclear, com mediação da enzima luciferase, resultando em oxiluciferina que perde energia, fazendo assim o inseto emitir luz.[3]

Famílias[editar | editar código-fonte]

  • Os elaterídeos (Elateridae), também chamados salta-martins ou besouros tec-tec têm cor variante do castanho escuro ao marrom avermelhado. Na parte anterior do tórax, duas manchas que, quando apagadas, têm coloração alaranjada. Usa-se achar que essas manchas são os olhos do pirilampo. Mas são suas "lanternas". Uma terceira lanterna fica no abdómen e só entra em actividade quando o insecto está voando. É tão desenvolvida que chega a emitir um facho de luz de quase um metro de diâmetro. Esses vaga-lumes costumam voar muito alto, acima da copa das árvores. A luz que emitem é contínua. Na lanterna torácica, a luz tem uma tonalidade esverdeada. Na lanterna abdominal, é amarelo-alaranjada. O ciclo de vida dos elaterídeos é longo: dois ou mais anos. Os adultos vivem somente no verão, períodos em que se acasalam. Os ovos são postos em madeiras semi-apodrecidas no interior das matas. Após cerca de quinze dias, surgem as primeiras larvas (chamadas larvas-arame), que passarão quase dois anos comendo outros insectos e crescendo, até se transformarem nas pupas, que irão depois converter-se em insectos adultos.
  • Nos fengodídeos (Fengodidae), também chamados trenzinhos, as fêmeas sempre têm aspecto larvar. São somente conhecidas como bondinho eléctrico ou trem de ferro. Algumas espécies de fengodídeos emitem luz vermelha, na região da cabeça, e esverdeada no corpo. Outras emitem luz esverdeada em todo corpo. Os machos, alados, têm pontinhos luminosos em posição e número variáveis, todos no abdómen. Sabe-se que as larvas gostam de comer gongolos, o popular piolho-de-cobra. E são muito vorazes; sugam toda a parte mole do corpo do bicho, dispensando as partes duras. Emitem luz contínua e vivem no chão, à procura de suas presas.
  • Os lampirídeos (Lampyridae) têm um ciclo biológico longo. Variam muito de cor, do castanho-claro ou escuro ao castanho-amarelado ou avermelhado. As lanternas ficam no ventre e variam de tamanho e disposição. Emitem luz esverdeada intermitente durante as poucas horas do entardecer. Habitam matas, campos e cerrados, preferindo os lugares úmidos e alagadiços como os brejeiros. Adultos e larvas alimentam-se com frequência de caramujos. Em algumas espécies as fêmeas também têm aspecto de larvas, que emitem sua luz por órgãos luminescente situados no abdómen.

Nomes[editar | editar código-fonte]

O nome "pirilampo" tem origem no grego, pyris (pyros)=fogo e lampis= Luz, tendo sido supostamente empregue pela primeira vez na língua portuguesa por dona Joana Josefa de Meneses, Condessa da Ericeira. "Vaga-lume", segundo o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, é eufemização de "caga-lume", sinónimo de formação popular. São também conhecidos os nomes "lampíride", "lampírio", "lampiro', "lumeeira", "lumeeiro", "mosca-de-fogo", "pirífora", "salta-martim". Desses sinônimos, vários são brasileiros, alguns de origem lusitana. "Lampíride" vem do grego lampyrís, através do latim lampyride[4] . "Noctiluz" vem do latim nox, noctis (noite) e do português "luz"[5] . "Pirífora" vem da junção dos gregos pÿr, pyrós (calor, fogo)[6] e phorós, ós, ón ("que leva, que conduz")[7] . "Uauá" é um termo de origem tupi[8] .

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Notas e referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 338
  2. Superinteressante ed.111/dez 96
  3. Brasil Escola. A luz do Vaga-lume. Visitado em 12/07/2009.
  4. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 007
  5. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 196
  6. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 338
  7. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.802
  8. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 732

Bibliografia[editar | editar código-fonte]