Varíola dos macacos

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Varíola dos macacos
Erupções cutâneas características da varíola.
Classificação e recursos externos
CID-10 B04.b
CID-9 059.01
Star of life caution.svg Aviso médico

Var/aíola dos macacos (do inglês Monkeypox), é uma doença tropical exótica, nativa da região central e ocidental africana, em espec*ial na região da Floresta do Congo, causada por um vírus do tipo orthopoxvirus, um parente da varíola. Tem sintomas similares, porém mais brandos. Apesar do nome, parece ser mais comum em roedores do que em primatas.1

Em 2003 um surto nos EUA, especialmente no Texas, foi causado por ratos importados da Gâmbia. No total 71 pessoas foram infectadas e felizmente não houveram mortes. Mais recentemente ocorreu também um surto no Sudão.2

Sintomas[editar | editar código-fonte]

O período de incubação é entre 6 e 16 dias (em média 12). Após esse período os sintomas iniciais são ocasionados pela reação do organismo a uma infecção viral:

  • Febre;
  • Dor de cabeça;
  • Dores musculares;
  • Dores nas costas;
  • Inchaço dos gânglios linfáticos;
  • Mal-estar;
  • Exaustão.

O que a diferencia de outras doenças são as erupções cutâneas papulares características e suas fases de formação de vesículas, pústulas e cicatrização. O extremo inchaço de gânglios linfáticos também pode ajudar a diferenciá-lo de outras doenças virais. Os sintomas costumam durar de 2 a 3 semanas.2

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

A análise clínica não é capaz de diferenciá-lo de diversas outras doenças virais. Um exame conclusivo pode ser feito por:

  • ELISA;
  • PCR;
  • Teste de detecção do antígeno;
  • Ou isolando o vírus em uma cultura de células infectadas;

Transmissão[editar | editar código-fonte]

Através de contato com sangue, fluídos corporais ou erupções cutâneas de pessoas ou animais contaminados. É possível também a infecção por objetos contaminados e ao respirar gotículas de saliva durante a fase contagiosa (mais sintomática).2

Tratamento[editar | editar código-fonte]

A vacina contra varíola dá 85% de proteção contra a cepa da bacia do Congo e pode ajudar na cura durante os primeiros 14 dias após a infecção inicial. O caso americano parece ter sido de uma cepa diferente. A mortalidade é de cerca de 10% na África. Não há outra medicação específica para essa doença, assim como pra maioria das viroses, pois o próprio corpo elimina os vírus em algumas semanas e mantem linfócitos de memória preparados para eliminar re-infecções. O importante é evitar que o paciente infecte outros com seus fluídos corporais (saliva, suor, sangue...) durante as fases infecciosas. 3

Referências