Vera Felicidade de Almeida Campos

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Psicoterapeuta
Vera Felicidade em 1997
Nascimento 18 de Agosto de 1942
Irará Bahia, Brasil
Nacionalidade Brasileira
Ocupação Psicoterapeuta
Escola/tradição Fenomenologia, Gestalt
Principais interesses Psicoterapia, Epistemologia, Ontologia, materialismo dialético
Ideias notáveis homem-no-mundo é uma gestalt, vida psicológica é vida perceptiva, mudando a percepção muda-se o comportamento, perceber é conhecer, o ser é possibilidade de relacionamento, fundadora da Psicoterapia Gestaltista

Vera Felicidade de Almeida Campos conhecida como Vera Felicidade (Irará, Bahia, 18 de agosto de 1942) é uma psicóloga brasileira, criadora da psicoterapia gestaltista, teoria psicoterápica baseada na psicologia da Gestalt. É uma das pioneiras do gestaltismo no Brasil, conhecida por ter desenvolvido uma prática clínica e uma teoria que a suporta, fundamentada na gestalt e na fenomenologia,[1] rompendo com conceitos psicanalíticos que influenciam praticamente todas as abordagens da psicologia clínica, mesmo as abordagens gestálticas. A Psicoterapia Gestaltista (termo cunhado por Vera Felicidade para designar sua teoria) é diferente da Gestalt Therapy (Fritz Perls), tanto na metodologia quanto na fundamentação teórica, principalmente no que concerne à negação do inconsciente, aceito por F.Perls e negado por Vera Felicidade.[2] A prática clínica é individual e baseada no diálogo entre o psicoterapêuta e o cliente. Seus oito livros expõem o desenvolvimento dos conceitos fundamentantes da teoria, tais como: perceber é conhecer;[3] vida psicológica é vida perceptiva; o ser humano é possibilidade de relacionamento;[4] não aceitação; autoreferenciamento[5] etc

Biografia[editar | editar código-fonte]

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Vera Felicidade nasceu em Irará, cidade próxima a Salvador (Bahia), em 18 de agosto de 1942. É a filha mais velha de Aristeu Nogueira Campos e Odete de Almeida Campos, que tiveram mais três filhos: Diógenes de Almeida Campos, Antônia Tereza A. Campos (falecida aos 9 meses) e Mariana Campos Meira. Em 1945 a família muda-se para Salvador onde Vera permaneceu até 1961.

Desde cedo interessou-se pela filosofia e seus problemas gerais e fundamentais (epistemologia, ontologia, materialismo, existencialismo etc) e pela psicologia, chegando a trabalhar no Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira em Salvador (2 anos), onde, com apenas 19 anos de idade, com a supervisão de médicos, era responsável pelo setor de praxiterapia e pelo confronto de diagnósticos clínicos mediante o teste de Rorschach, desenho livre, etc. No mesmo hospital atuou também na aplicação de vários testes de inteligência (determinação de problemas psicológicos) e cooperou com o setor de Assistência Social.

Depois da experiência no Hospital Juliano Moreira, continuando seu interesse pelo trabalho e estudo em hospitais psiquiátricos, Vera foi para a Universidade Russa da Amizade dos Povos Patrice Lumumba em Moscou (1962), onde permaneceu por meio ano em cursos no Departamento de Medicina.

Em 1963, mudou-se para o Rio de Janeiro, trabalhou em serviço de aplicação de testes para seleção na área de Psicologia Industrial na General-Electric, no Instituto Técnico de Orientação e Seleção (ITOS), nos cursos TED etc (de 1962 a 1966) e em 1968 se forma em Psicologia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). No Rio, foi também fundadora e professora do Curso Pré-Vestibular Kafka (1965 a 1968), que preparava alunos para o vestibular de Psicologia; realizou uma pesquisa sobre percepção, com cegos, no Museu do Indio,[6] participou de várias pesquisas e trabalhos na área de elaboração e aplicação de testes psicológicos: SENAC, Colônia Juliano Moreira do Rio de Janeiro, Sociedade Pestalozzi do Brasil e 6º Distrito de Orientação Psicológica do Rio de Janeiro. Foi responsável pela seleção de pessoal para o Consórcio Construtor Rio-Niteroi (Ponte Rio-Niteroi). Estruturou e organizou o Serviço de Psicologia da Clinica Bela Vista, uma das primeiras clínicas particulares a oferecerem esse serviço. Foi também responsável pelo Serviço de Psicologia da Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro no Hospital Universitário Gaffrée e Guinle.

Iniciou o trabalho clínico, em consultório próprio, em 1968 ainda no Rio de Janeiro e mudou-se para Salvador em 1974, continuando o trabalho psicoterápico. Na Universidade Federal da Bahia (UFBA) ministrou cursos de Extensão em Psicoterapia Gestaltista no início dos anos oitenta. Em 1998 foi criada, no Departamento de Psicologia da UFBA, a matéria A Psicoterapia Gestaltista de Vera Felicidade[7] (aprovada pelo MEC).

Criação da psicoterapia gestaltista[editar | editar código-fonte]

Durante o curso de Psicologia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Vera se sentia insatisfeita com as teorias existentes no campo da Psicologia Clínica.[8] Ela já conhecia o trabalho dos pesquisadores e teóricos da Gestalt Psychology, Koffka, Koehler e Wertheimer e suas pesquisas sobre percepção e sensação, leis da percepção, isomorfismo[9] etc; conhecia Kurt Lewin e sua Teoria de Campo[10] e tinha uma crítica à abordagem dualista e baseada na Teoria de Classe, características da psicanálise, behaviorismo e demais escolas funcionalistas na Psicologia.[11]

Os gestaltistas alemães não desenvolveram uma psicoterapia, esse trabalho precisava ser feito e Vera Felicidade, beneficiada tanto pelos conceitos gestaltistas quanto pela Fenomenologia - Edmund Husserl - iniciou o desenvolvimento da Psicoterapia Gestaltista, termo por ela cunhado.[12] É preciso notar que sua teoria se fundamenta exclusivamente no gestaltismo, na fenomenologia e no materialismo dialético. Em nenhum momento lança mão de conceitos psicanalíticos, como faz por exemplo, a Gestalt Therapy de Fritz Perls. Uma das idéias mais combatidas por Vera Felicidade, por ser a mais difundida não só na Psicologia mas também em diversas áreas de conhecimento, é a idéia da existência do inconsciente. O conceito de inconsciente na obra de Freud é o coração da Psicanálise, é um conceito fundamental com implicações na abordagem e maneira de pensar o homem, seu psiquismo, seu comportamento. Com a grande divulgação da Psicanálise após a II Guerra Mundial, esse foi um dos seus conceitos mais divulgados não só nas ciências humanas mas para o público leigo, o senso comum. Vera, desde seu primeiro livro, expressa sua negação do inconsciente em capítulo intitulado O Mito do Inconsciente.[13]

Primeira Edição do livro Psicoterapia Gestaltista Conceituações, 1972

Vera Felicidade sempre teve uma preocupação epistemológica e deixa claro em sua obra as incoerências e contradições dos autores que pretendem desenvolver uma psicoterapia baseada na Gestalt Psychology, mas continuam assumindo conceitos oriundos da matriz teórica psicanalítica. Para ela, as visões de homem implícitas na Psicanálise (Freud) e na Gestalt Psychology, são incompatíveis.

Em 1972 Vera publicou seu primeiro livro com as conceituações básicas da Psicoterapia Gestaltista:

Este livro resulta de uma visão global unitária do fenômeno humano. Neste sentido ele se insere e se fundamenta no gestaltismo como teoria a respeito do comportamento humano, na fenomenologia e no materialismo dialético (que não deve ser confundido com o marxismo, como ideologia), enquanto abordagem metodológica. Esta visão global e unitária ultrapassa os seus constituintes fundamentantes - o gestaltismo, a fenomenologia, o materialismo dialético -, à medida que os sincroniza em suas unicidades mediadoras totalizantes. Atingimos essa sincronização partindo de uma atitude fenomenológica - conhecer o fenômeno, no caso o homem, sem a priori, através de sua evidência, pela apreensão de sua essência. Este ponto de partida nos explicitou, revelou um todo - o homem-no-mundo. A percepção disto nos remeteu a questionamentos de como se percebe, do que é percebido ou não, enfim, das leis da percepção, de seu significado e organização, intrínsecos ao processo do estar-no-mundo, contextuado no tempo e no espaço.


Vera Felicidade trabalha em psicologia clínica desde o final dos anos 60 e vem consistentemente desenvolvendo sua teoria, exposta em seus vários livros, artigos e relatórios de pesquisas, ao longo de quatro décadas, desde o primeiro livro publicado em 1972 até o mais recente publicado em 2004 (A Realidade da Ilusão, a Ilusão da Realidade, Editora Relume Dumará, Rio de Janeiro), ambos catalogados na Biblioteca do Congresso em Washington (Library of Congress - EUA)[14] . Livros seus tamabém são encontrados em Bibliotecas de universidades americanas (Yale e Harvard)[15] assim como em Bibliotecas de universidades brasileiras (Universidade de Brasilia, Unb[16] e outras) e na Biblioteca Nacional (Rio de Janeiro).

Pesquisas realizadas[editar | editar código-fonte]

  • Um Estudo sobre a Equivalência entre a Percepção Visual e a Percepção Táctil - Experiência realizada com cegos, no Museu do Indio, Rio de Janeiro, em colaboração com os museólogos Marília Dante Nunes (Museu do Indio) e F. dos Santos Trigueiros (Museu do Banco Central). Publicada em 1968, Rio de Janeiro-GB.[17]
  • Relações Funcionais e Implicações Teóricas de um Serviço de Psicologia em Hospital Psiquiátrico - Clínica Bela Vista (Jacarepaguá - Rio de Janeiro-GB), apresentado no IX Congresso Nacional de Neurologia, Psiquiatria e Higiene Mental, Rio de Janeiro-GB, 1969.
  • Como é Percebido o Ilê Ohun Lailai (Museu do Ilê Axé Opó Afonjá), pesquisa sobre os estruturantes perceptivos, realizada em março de 1981 e maio de 2002, por ocasião da inauguração e reinauguração do Museu, Salvador-BA.[18]
Vera Felicidade em 2011

Cursos ministrados[editar | editar código-fonte]

  • Cursos de Extensão - Coordenação Central de Extensão da Universidade Federal da Bahia - Departamento de Psicologia da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA:
    • Terapia Gestaltista - Conceituações , no período de 16 de março a 22 de junho de 1981;
    • Perspectiva Gestaltista Acerca de Vivências e Problemáticas do Homem, nos períodos de 14 de abril a 30 de julho e 21 de setembro a 19 de outubro de 1982;
    • Fundamentos Conceituais da Psicoterapia Gestaltista, no período de 18 de abril a 06 de junho de 1983.

Livros publicados[editar | editar código-fonte]

  • Psicoterapia Gestaltista - Conceituações, Edição da Autora, Rio de Janeiro-RJ, 1972
  • Mudança e Psicoterapia Gestaltista, Zahar Editores, Rio de Janeiro-RJ, 1978
  • Individualidade, Questionamento e Psicoterapia Gestaltista, Editora Alhambra, Rio de Janeiro-RJ, 1983
  • Relacionamento - Trajetória do Humano, Edição da Autora, Salvador-BA, 1988
  • Terra e Ouro são Iguais - Percepção em Psicoterapia Gestaltista, Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro-RJ, 1993
  • Desespero e Maldade - Estudos Perceptivos - Relação Figura/Fundo, Edição da Autora, Salvador-BA, 1999
  • A Questão do Ser, do Si Mesmo e do Eu, Relume Dumará, Rio de Janeiro - RJ, 2002
  • Mãe Stella de Oxóssi – Perfil de uma Liderança Religiosa, Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro-RJ, 2003
  • A realidade da ilusão, a ilusão da realidade, Relume Dumará, Rio de Janeiro – RJ, 2004

Artigos Publicados[editar | editar código-fonte]

Revista Boca Bilingue[editar | editar código-fonte]

  • Boca Bilingue - Revista de Cultura en Español y Portugués - Ensayo: Paixão e Razão: Vivência e Significado, Vera Felicidade de Almeida Campos, pag.80, Consejeria de Educacion de la Embajada de España en Lisboa, Portugal, 1994

Boletim da SBEM[editar | editar código-fonte]

  • SBEM - Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - Regional Bahia/Sergipe
ANO 1, Nº 2, Jan/Mar/99 - Tolerância é Doença, pags.55 a 62, Salvador - Bahia - Brasil, 1999
ANO 1, Nº 4, Jul/Set/99 - Sexualidade Humana - Aspectos Psicológicos, pags.55 a 62, Salvador - Bahia - Brasil, 1999
ANO 2, Nº 5, Out/Dez/99 - Doença: Onipotência e Indisciplina, pags.57 a 59, Salvador - Bahia - Brasil, 1999
ANO 2, Nº 6, Jan/Mar/00 - Sobre a Morte - Realidade e Cogitação, pags.71 a 72, Salvador - Bahia - Brasil, 2000
ANO 2, Nº 7, Abr/Jun/00 - O Prazer, pag.50 a 51, Salvador - Bahia - Brasil, 2000
ANO 2, Nº 8,Jul/Set/00 - Impotência é a integração de limites, pags.43 a 46, Salvador - Bahia - Brasil, 2000
ANO 3, Nº 9,Out/Dez/00 - Vergonha e Síndrome de Pânico, pags. 37 a 38, Salvador - Bahia - Brasil, 2000
ANO 3, Nº 11, Abril/Junho/01 - Dependência, hábito e medo, pag.42-43, Salvador - Bahia - Brasil, 2002
ANO 3, Nº 12,julho/setembro/02 - Coerência e Legitimidade, pag.46-47, Salvador - Bahia - Brasil, 2002
ANO 4, Nº 14, jan/março/02 - Drogas, pag.47-48, Salvador - Bahia - Brasil, 2002
ANO 5, Nº 17, out/dez/02 - Impactos e descobertas ou sobre marcas, trajetórias e resíduos de nosso viver, pag.54-55, Salvador - Bahia - Brasil, 2002
ANO 7, Nº 22, jan/dez/06 - Vontade, Desejo e Psicoterapia Gestaltista, pag.42-44, Salvador - Bahia - Brasil, 2006

Artigo em Livro[editar | editar código-fonte]

  • Estruturação de atitudes - individualidade cultural, Vera Felicidade de Almeida Campos in: Faraimará - o caçador traz alegria: Mãe Stella 60 anos de iniciação, Orgs. Cléo Martins e Raul Lody, Pallas, Rio de Janeiro-RJ, 2000, pags.167 a 173

Citada em[editar | editar código-fonte]

  • [7]Psicoterapia e mudança - uma reflexão - Patricia Valle de Albuquerque Lima, Tese de Doutorado, UFRJ, Rio de Janeiro, 2005 - www.cipedya.com/web/FileDownload.aspx?IDFile=168337
  • [8]História da Gestalt Terapia no Brasil contada por seus "primeiros atores: um estudo historiográfico no eixo São Paulo-Brasília - Danilo Suassuna Martins Costa, Tese de Mestrado, Universidade Católica de Goias, Goiânia, 2008
  • [9]Por que Fisicalismo?, Betty Malin, Revista Litteris, Número 4, março de 2010


Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. "Mas, em que medida o que é psíquico pode ser considerado de fato interno? Watson, o grande iniciador do Behaviorismo, defensor de uma psicologia totalmente reduzida ao orgânico, que por isso mesmo nem mais se chamaria Psicologia, e sim Behaviorismo - estudo do comportamento - , dizia: “dentro do homem só existem órgãos, tecidos, líquidos, não existe nada como idéias, sentimentos, pensamentos”. Consideramos essa colocação de Watson definitiva, apesar de não advogarmos em favor da psicologia que criou. Que propriedades mentais não fenomenais, então, seriam essas? Ao pensarmos em processos psicológicos internos – e a palavra “mentais” remete essencialmente a isso -, estamos mais uma vez no terreno do mais elementar dualismo cartesiano. Idéia e matéria, dentro e fora, interno e externo. As correntes derivadas da Fenomenologia de Husserl têm evitado, ou mesmo abandonado inteiramente esse tipo de divisão. Veja-se, especialmente, toda a abordagem dada à questão pela psicóloga gestaltista Vera Felicidade de Almeida Campos, criadora da Psicoterapia Gestaltista - Indicamos aqui, a propósito, alguns de seus livros, apesar de a questão, por ser básica, perpassar toda a sua obra: Psicoterapia Gestaltista – Conceituações, Rio de Janeiro, Ed da Autora, 1973 ; Individualidade, Questionamento e Psicoterapia Gestaltista, Rio de Janeiro, Ed.Alhambra, 1984; Terra e Ouro: são iguais, Rio de Janeiro, Ed Jorge Zahar, 1994; A questão do ser, do si mesmo e do eu, Rio de Janeiro, Ed Relume Dumará, 2002 - veja-se também seu site [1]Psicoterapia Gestaltista - Esta citação é do artigo: Por que Fisicalismo?, Betty Malin, Revista Litteris, Número 4, março de 2010
  2. ver reportagem do Jornal A Tarde, 19 de junho de 2002, a jornalista Iza Calbo diz: "Vera Felicidade resolveu desenvolver uma teoria própria por não concordar com a explicação do comportamento humano a partir do inconsciente. No prefácio (de seu livro A Questão do Ser, do Si Mesmo e do Eu feita por) José Planells Puchades, doutor em Psicologia pela Universidade de Valência (Espanha) e professor de Filosofia no Liceo Espanhol de Roma, lemos uma observação sobre a teoria de Vera Felicidade que merece ser levada em conta: "(...) a vertigem que produz sua leitura tem também a ver com a possibilidade que oferece o texto de 'vislumbrar' a totalidade comportamental humana, uma visão da natureza inquietante pelo que tem de desestabilizadora, porém na qual dificilmente deixará de reconhecer-se, como em um espelho, o atento leitor".
  3. perceber é conhecer é um conceito cunhado em seu primeiro livro e desenvolvido no livro Desespero e Maldade, capítulo: Estruturação do Processo Perceptivo, página 15, Vera Felicidade de Almeida Campos, Edição da Autora, Salvador, 1999
  4. vida psicológica é vida perceptiva; o ser humano é possibilidade de relacionamento são conceitos desenvolvidos ao longo de seus livros mas especialmente desdobrados na obra A Questão do Ser, do Si Mesmo e do Eu, capítulo: Vida Psicológica é Vida Perceptiva, página 23, Editora Relume Dumará, Rio de Janeiro, 2002
  5. não aceitação e autoreferenciamento são conceitos que são explicados ao longo de todos os livros da autora, desde o primeiro Psicoterapia Gestaltista Conceituações, no capítulo V, página 90, Rio de Janeiro, 1972.
  6. Pesquisa catalogada na Biblioteca do Congresso, Washington, ver: [2]Library of Congress Catalog Record - http://lccn.loc.gov/75405332 - Um estudo sôbre a equivalência entre a percepção visual e percepção tactil; experiência realizada com cegos no Museu do Indio-GB [por] Véra Felicidade de Almeida Campos, Marília Duarte Nunes, F. dos Santos Trigueiros.
  7. Instituto de Psicologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Disciplinas Optativas do curso de Psicologia: Código: FCH397 Disciplina: Psicoterapia Gestaltista de Vera Felicidade - Pré requisito: FCH046
  8. ver entrevista de Vera Felicidade ao Jornal A Tarde de 16 de maio de 1988, concedida à jornalista Rosane Santana, onde ela afirma: "Quando eu estudava Psicologia, em 64, a Psicanálise não respondia e não satisfazia aos questionamentos sobre o humano, na medida em que me parecia uma coisa totalmente literária, que se fundamentava no constructum do inconsciente, que era uma hipótese e não tinha nada de científico. A questão do inconsciente não permitia nenhuma comprovação a não ser através dele próprio. Para isso, influíram bastante minhas fundamentações filosóficas de Materialismo, Materialismo Dialético, minha preocupação muito grande com Epistemologia. Isso também estava ligado à minha idéia de que a Psicologia tinha de conhecer o homem e não ajudar, como pensava aquela geração de psicólogos. Então, fui tentando respostas ao que era o ser humano, até que, em 1970, eu consegui responder a essa pergunta e fiz um livro.- Foi como se todo o conhecimento de Gestalt deixasse claro para mim que, para se entender o humano, tinha de ser em termos do que ele era no mundo, enfim, como ele percebia. Procurei transpor todas as leis da percepção, dadas em experimentos, e fazer uma dinâmica".
  9. para estes tópicos e outros problemas objeto de estudos dos gestaltistas, ver os clássicos da Gestalt Psychology, A Source Book of Gestalt Psychology, vários artigos no tópico Special Problems - Perception and Organization, páginas 71 a 136, prepared by Willis D. Ellis, Routledge and Kegan Paul LTDA, London, 1969; ver também o livro Readings in Perception, capítulo Principles of Perceptual Organizationwritten by Max Wertheimer, book organized by David C. Beardslee and Michael Wertheimer, D.Van Nostrand Company Inc. New York, 1964; e o livro Thinking: from Association to Gestalt, capítulo: The Unity of Thought, página 222, organized by Jean Matter Mandler and George Mandler, John Wiley and Sons Inc. New York, 1964
  10. ver o livro Teoria de Campo em Ciência Social, Kurt Lewin, Livraria Pioneira Editora, São Paulo, 1965
  11. ver o verbete Functional Psychology: http://en.wikipedia.org/wiki/Functional_psychology (em inglês)
  12. em reportagem no Jornal A Tarde, 16 de maio de 1988, Vera Felicidade diz: "Tinha uma série de conceitos da Psicanálise; "ato falho", por exemplo, que era explicado pelo inconsciente, que a Lei da Proximidade pode explicar; associação de idéias, que Freud e Jung levaram tempos fazendo, pode-se explicar por Proximidade, Boa Forma, Continuidade - leis da percepção. Mas a minha preocupação maior foi a de colocar conceituações. Escrevi, a partir daí, o primeiro livro, que é o fundamento de todo o trabalho, onde eu defino o que é o ser humano, pegando o problema da temporalidade, mostrando que o passado não influi, porque se ele influi, é presente, e mostrando também que o futuro não existe, se ele existe é uma meta e como meta é desestruturador. Nesse sentido, minha visão é bastante fenomenológica, mas com uma divergência da Fenomenologia, porque leva em consideração a estrutura. Uma outra questão que precisava ser respondida era a da carência afetiva, porque era considerada uma coisa ruim, uma doença. Mostrei que a carência é intrínseca ao ser humano, mas, quando percebi isso, percebi níveis de estruturação do humano, que chamo de necessidades e possibilidades".
  13. ver o livro Psicoterapia Gestaltista Conceituações, O Mito do Inconsciente, página 71, Vera Felicidade de Almeida Campos, Rio de Janeiro, 1972 e reportagem no Jornal A Tarde, 16 de maio de 1988, "Formada em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, a psicoterapeuta gestaltista baiana Vera Felicidade, 45 anos, lança seu quarto livro, intitulado "Relacionamento-Trajetória do Humano". Há 20 anos, ela revolucionou a Psicologia ao negar a idéia de inconsciente no livro "Psicoterapia Gestaltista-conceituações" (agora relançado) e criou um método psicoterápico próprio, a partir dos fundamentos da Gestalt alemã e da Fenomenologia de Husserl. Nesse seu mais recente trabalho, desenvolve o conceito de que "todo relacionamento gera posicionamentos, geradores de novos relacionamentos que, por sua vez, geram novos posicionamentos, indefinidamente", além de conceituar o que é desejo, dúvida, escolha, angústia, disponibilidade, ilusão e realidade, e amor. Numa entrevista exclusiva para A TARDE, ela fala de sua teoria e faz antítese a uma série de conceitos da Psicologia atual"..
  14. ver lista de livros e pesquisa de Vera Felicidade, no Catálogo da Library of Congress, Washington[3]
  15. ver os livros de Vera Felicidade catalogados na Biblioteca de Yale [4]Yale University Library Catalog e na Biblioteca de Harvard[5] Harvard University Libraries
  16. ver o catálogo da Biblioteca Central da Unb[6]
  17. essa pesquisa foi também publicada no livro Desespero e Maldade, capítulo: Transponibilidade Perceptiva, páginas 52 a 61, Vera Felicidade de Almeida Campos, Edição da Autora, Salvador, 1999
  18. essa pesquisa está descrita no livro Mãe Stella de Oxossi Perfil de uma Liderança Religiosa, página 83, Vera Felicidade de Almeida Campos, Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro, 2003