Zé Pelintra

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Zé Pelintra

Zé Pelintra (também Zé Pilintra) é uma personagem folclórica e espiritual das mitologias afro-brasileiras e regionais da umbanda e do catimbó (ou catimba) )[1].

Bastante considerado, especialmente entre os umbandistas, como o espírito patrono dos bares, locais de jogo e sarjetas (embora não alinhado com entidades de cunho negativo), é uma espécie de transcrição arquetípica do "malandro". No seu modo de vestir, bastante típico, Zé Pelintra é representado trajando terno completo na cor branca, sapatos de cromo, gravata grená ou vermelha e chapéu panamá de fita vermelha ou preta.

Apesar de ter importância religiosa tanto para os praticantes de catimbó quanto de umbanda, Zé Pelintra é entidade originária desta última[2]. A absorção da entidade de uma religião por outra se processou quando os grandes centros urbanos do sudeste do Brasil passaram a englobar antigas áreas rurais e estimular a migração de trabalhadores de outras partes do país, em seu processo de desenvolvimento. Na medida em que isso foi acontecendo, os sacerdotes do catimbó passaram a considerar Zé Pelintra como uma entidade pertencente, também, ao seu próprio culto.

Zé Pelintra é invocado quando seus seguidores precisam de ajuda com questões domésticas, de negócios ou financeiras e é reputado como um obreiro da caridade e da feitura de coisas boas.

Índice

[editar] Diferença entre Zé Pilintra na umbanda e no catimbó

A umbanda é um culto legitimamente Brasileiro com seus próprios rituais e estrutura, enquanto que o catimbó é uma forma regional de sincretismo entre elementos tanto afro-brasileiros, europeus e indígenas (animista, católico e naturalista, portanto) [3].

Na umbanda Zé Pelintra é um Guia incorporado na linha do Povo da Malandragem, mas em certos casos pode vir na linha de Exu, enquanto que no Catimbó ele é visto como um espírito errante, espírito desencarnado, líder de uma "falange" de "malandros". Zé Pelintra é acreditado como pertencente à linha das almas, seres humanos desencarnados cuja missão é auxiliar no benefício da Humanidade como forma de expiação de uma vida anterior de extrema dissipação material.

[editar] Distribuição de seguidores e fama

Majoritariamente os seguidores de Zé Pelintra concentram-se nos ambientes urbanos de Rio de Janeiro e São Paulo, mas eles também podem ser encontrados no Nordeste do Brasil, entre os "catimbozeiros", e nas áreas rurais de praticamente todo o país.

Zé Pelintra, tanto na umbanda quanto no catimbó, é tido como protetor dos pobres e uma entidade de importância entre as classes menos favorecidas em geral, tendo ganhado o apelido de "Advogado dos Pobres", pela patronagem espiritual e material que exerce.

[editar] Na mídia e cultura popular

O famoso compositor e cantor Chico Buarque baseou sua personagem principal na Ópera do Malandro nos modos e trejeitos de Zé Pelintra (novamente um caso onde o folclore urbano se mistura ao religioso) [4].

O músico e compositor Itamar Assumpção escreveu uma música sobre Zé Pelintra em 1988, em parceria com Wally Salomão. Essa música chama-se “Zé Pilintra” (uma outra forma de escrever o nome da entidade) . [5].

Não surpreendentemente o arquétipo do "malandro carioca" (boêmio inveterado) é baseado na fisionomia, estilo de se vestir e modo de vida do mythos de Zé Pelintra.[carece de fontes?]

Referências

  1. "Instituto Imágick", 01-12-2006. Página visitada em 2010-05-03.
  2. "Origens do Catimbó", 4 de setembro de 2005. Página visitada em 13-5-2010.
  3. "Origens do Catimbó", 04-09-2005. Página visitada em 2010-05-13.
  4. "Chico Buarque's Ópera do Malandro", 01-12-2006. Página visitada em 2010-05-03.
  5. "Rita Amaral e Vagner Gonçalves da Silva - Foi Conta pra Todo Canto". Página visitada em 2010-05-26.

[editar] Ligações externas

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