Édino Fonseca

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Édino Fonseca
Deputado estadual pelo Rio de Janeiro
Período 2003-2014
Dados pessoais
Nascimento 26 de agosto de 1946
Rio Bonito, Rio de Janeiro, Brasil
Morte 3 de fevereiro de 2021 (74 anos)
Profissão Pastor evangélico e político

Edino Fialho Fonseca (Rio Bonito, 26 de agosto de 19463 de fevereiro de 2021) foi um pastor evangélico da Assembleia de Deus e politico brasileiro.[1]

Foi eleito deputado estadual pelo PRONA por votos de legenda (pois não possuía o mínimo de votos necessários para eleição), sendo reeleito por legenda em 2006. Passou automaticamente para o Partido da República com a extinção do PRONA, mas mudou-se posteriormente para o Partido Social Cristão.[2]

Édino foi acusado em 2008 pelo uso de funcionários fantasmas,[3] tendo sido absolvido pelo conselho de ética da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, ao mesmo tempo em que outras deputadas como Jane Cozzolino e Renata do Posto foram cassadas. No entanto, o deputado foi denunciado no TJRJ sob o processo de nº 2008.065.00003, tendo sido réu nos crimes de formação de quadrilha, estelionato e corrupção ativa.[4]

O deputado também é conhecido por polêmicas ações consideradas homofóbicas, tais como lutar pelo não-pagamento de pensão para companheiros de servidores públicos homossexuais[5] e ter apresentado o PL 717/03, que previa a criação de um programa de "cura gay", criado para apoio às pessoas que queriam deixar a homossexualidade, financiado por verbas públicas.[1][6]

Reelegeu-se ao cargo na ALERJ, em 2010, pelo PR, com 77.061 votos, porém não conseguiu se reeleger em 2014 pelo PEN (atual "Patriotas"), obtendo apenas 32.469 votos.[7][8] As acusações criminais contra ele prescreveram, quando atingiu a idade de 70 anos, porque o artigo 115 do Código Penal reduz pela metade o prazo de prescrição quando o acusado tem menos de 21 anos na data do crime ou, no curso do processo, atinge a idade de 70, o que o beneficiou.

Tentou retornar à Assembleia Legislativa em 2018, pelo PRP, fazendo apenas 3.591 votos e ficou longe de se eleger.[9]

Morreu em 3 de fevereiro de 2021, aos 74 anos, de COVID-19.[10]

Referências

  1. a b Leia a íntegra da entrevista com o pastor evangélico Édino Fonseca
  2. «Cópia arquivada». Alerj.rj.gov.br. Consultado em 3 de agosto de 2009. Arquivado do original em 3 de março de 2016 
  3. G1 http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL310608-5606,00-INVESTIGACOES+APONTAM+ESQUEMA+DE+CORRUPCAO+NA+ALERJ.html. Consultado em 3 de agosto de 2009  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  4. «Fraude na Alerj causa prejuízo de R$ 3 mi aos cofres». Portal Terra. Noticias.terra.com.br. 12 de março de 2008. Consultado em 3 de agosto de 2009 
  5. «Edino Fonseca - Pensão para gays é derrubada». Edinofonseca.com.br. Consultado em 3 de agosto de 2009 [ligação inativa]
  6. «CRPRJ - Alerj derruba projeto condenado por entidades homossexuais». Crprj.org.br. Consultado em 3 de agosto de 2009. Arquivado do original em 27 de novembro de 2006 
  7. «UOL - Eleições 2010 - Apuração - Rio de Janeiro». Placar.eleicoes.uol.com.br. Consultado em 6 de outubro de 2010 
  8. «Edino Fonseca 51123». Eleições 2014. Consultado em 2 de janeiro de 2019 
  9. «Edino Fonseca 44321 (PRP) Deputado Estadual | Rio de Janeiro | Eleições 2018». Consultado em 2 de janeiro de 2019 
  10. «Ex-deputado do Rio Edino Fonseca morre vítima da COVID-19». São Gonçalo RJ. 3 de fevereiro de 2021. Consultado em 10 de fevereiro de 2021 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]